terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Despertar!

Despertar...

para um novo dia, um novo amanhecer,

acordar para uma vida com o desejo de ser melhor!

Despertar...

ouvir um chamado para ser feliz,

brincar, sorrir e ser leve como uma criança!

Despertar...

a inteligência, a curiosidade no saber e evoluir!

Despertar...

na informação, no querer ajudar protegendo um futuro!

Despertar...

na forma de encarar os obstáculos de uma forma sábia, divertida e humana!

Despertar com o sorriso e o brilho no olhar de quem acredita que tudo pode mudar, e que só depende de nós!

Nós do blog João Pedro e o Diabetes agradecemos a sua presença e o seu carinho em nosso dia a dia. Diabetes é vida e estamos juntos nessa! Bom final de ano e que venha 2014 com muitas alegrias!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Educadores do Futuro!

Ter diabetes pode não ser legal, como não temos escolha então encaramos de boa.

Aceitamos que a insulina é o único meio de manter a vida de nossos filhos, nos tornamos amigas.

As picadinhas na ponta dos dedos são naturais, contamos carboidratos brincando.

O diabetes se tornou parte de nossa rotina e aprendemos a cuidar dele com carinho, assim é nosso aliado e nos damos bem.

Como em todo relacionamento as vezes brigamos, mas essas brigas nos impulsiona a querer melhorar, e no final acaba sendo saudável.

Como queremos um futuro melhor amanhã, estamos educando nossos filhos hoje. Só assim eles serão adultos conscientes de sua condição. O diabetes será um amigo e somente parte da vida!

Nossos filhos nasceram livres e continuarão assim, o diabetes não é fator limitante!

Educadores do futuro, eis alguns aqui!



Um recadinho do coração!

"Que o amor não sufoque...
Que o amor não seja egoísta a ponto de pensar apenas no hoje, evitando apenas os riscos de hipoglicemias...
Que o amor entenda, aceita e colabore com um controle eficaz que proteja o futuro do diabético.
Boa semana! [Sarah Rubia]"


domingo, 1 de dezembro de 2013

Quiabo x Diabetes

Pra começar vamos relembrar o que é diabetes.

Diabetes nada mais é do que açúcar no sangue. No tipo 1 o pâncreas para de produzir o hormônio insulina, por este motivo o ÚNICO tratamento são as aplicações diárias de insulina para controlar as glicemias e não correr risco de vida. No tipo 2 há deficiência na absorção da insulina pelas células, pode ser controlada com medicamentos, aliada a uma dieta alimentar e exercícios físicos, pode ser necessário também o uso da insulina.

Muito tem se falado sobre o controle da glicemia utilizando o quiabo, depois de algumas reportagens e postagens no qual mencionaram a água de quiabo e as pessoas estão equivocadas acreditando que isso cura o diabetes.


Você realmente acredita que se tomar a água de quiabo como mencionada acima o diabetes vai sumir e não vai mais precisar das injeções de insulina? Vai pagar com a vida pra ver? Esse comentário é um atendado contra a vida, um insulto, NUNCA, JAMAIS deixe de aplicar insulina, a insulina é VITAL no tratamento do diabetes, não existe cura ainda.

Várias vezes temos visto e lido artigos nesse sentindo, sobre algum alimento, chá ou planta que melhora o diabetes. No caso do quiabo é o seguinte, devido ao seu alto conteúdo de fibras alimentares, ele pode diminuir a absorção de carboidratos ingeridos e com isso impedir uma elevação das taxas de glicose. O papel do quiabo no diabetes é o mesmo de vários outros alimentos saudáveis.

Só que tem um detalhe muito importante o quiabo ou qualquer outro alimento SOZINHO não faz nada e não cura o diabetes. O que realmente funciona é o tratamento que o seu médico definiu para você com aplicações diárias de insulina e/ou medicamentos, atividade física e uma dieta balanceada com alimentos saudáveis como todos devem ter. E claro, o bom humor que esse não tem contra-indicação e faz um bem enorme!

Essa é uma alimentação saudável, adequada para todos, inclusive para os diabéticos.


Não existem milagres, tenha sempre cautela e nunca tome nenhuma atitude com o tratamento do diabetes antes de consultar o seu médico, pois se não tratar adequadamente o diabetes você pode não estar aqui para nos contar com andam suas glicemias, pense nisso!


* [10/12/2013] Complemento para o post.


Ainda não existe cura para o diabetes. O ÚNICO tratamento é a insulina ou medicação oral. Não se iluda!

Não troque o seu tratamento médico por água de quiabo, chá ou qualquer outra coisa nesse sentido, é UTOPIA. Pessoas estão entrando em coma diabético com glicemia acima de 900 mg/dl e podem morrer.

Mantenha-se informado!


Pessoas NÃO existe ainda cura para o diabetes, o quiabo não cura nada. Se você trocar seu tratamento de diabetes, deixar de aplicar insulina, deixar de tomar seu comprimido pelo quiabo ou água de quiabo suas  glicemias vão subir para 500, 600, 900 mg/dl, você vai entrar em coma diabético e pode até morrer.

O quiabo possui fibras em sua 'baba', essas ao serem ingeridas provocam uma sensação de saciedade e tornam a absorção dos carboidratos lenta pelo organismo ajudando no controle de glicemia, só que ele sozinho não faz nada tem que ser aliado ao tratamento médico.

Entenda o papel da insulina e como ela é vital em sua vida. Clique no link: como funciona a insulina.

Leia aqui: Revelado o segredo da água de quiabo.

Posicionamento da Sociedade Brasileira de Diabetes sobre o quiabo e o diabetes.

Espero que ao ler você compreenda, dúvidas e sugestões é só comentar. 

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Doces Crianças



Quando se fala em diabetes, vem à cabeça o tio, o avô, ou seja, uma ideia de que essa doença aparece na idade avançada, geralmente ligada a sedentarismo e maus hábitos alimentares.

Por isso, quando alguma criança aparece diagnosticada com diabetes, o espanto. Como pode? Comeu doces exageradamente?

Diabetes tipo 1 é o diabetes que comumente aparece na infância e na adolescência. Desde a mais tenra idade, o diabetes tipo 1 diminui a incidência depois dos 25 anos e representa cerca de 10% dos casos de diabetes.

Trata-se de um processo autoimune, no qual o sistema imunológico identifica as células produtoras de insulina (beta) como inimigas e as destrói. Sendo assim, o portador se torna um insulinodependente, ou seja, dependerá de doses de insulina diárias para sobreviver.

Pode-se viver muito bem com o diabetes, desde que bem controlado. Há vários tratamentos, vários tipos de insulinas. O médico deverá estar informado e assim determinar qual a insulinoterapia mais adequada para seu paciente.

O portador de diabetes tipo 1, além das injeções de insulina, deve realizar várias medições de glicemia ao longo do dia, ter alimentação balanceada e, de preferência fazer atividades físicas. Fazendo isso, mantendo o diabetes sob controle, dificilmente a doença trará complicações futuras.

Mas sem cuidados, o diabetes é traiçoeiro e pode, silenciosamente causar danos aos rins, visão e coração.

Duas situações podem ocorrer ao diabético tipo 1:

- hiperglicemia, quando os índices de glicose no sangue estão elevados (acima de 180). Nesse caso são comuns os seguintes sintomas: sede excessiva, fome, vontade de urinar frequente, cansaço. Nesse caso deve-se adotar os procedimentos do tratamento prescrito para que a glicemia volte aos índices normais.

- hipoglicemia, quando os índices de glicose no sangue estão muito baixos (abaixo de 70). Nesse caso os sintomas são: mal estar, desorientação, tremores, suores. Nesse caso, deve-se ingerir algo doce, ou suco de laranja, ou refrigerante, para que o índice de glicose volte ao nível normal.

Dependendo da idade da criança, ela ainda não terá muita habilidade para administrar os próprios sintomas, exigindo sempre um olhar atento dos responsáveis. Isso costuma assustar professores que, na escola, se sentem acuados mediante a responsabilidade com a criança diabética.

É importante frisar que, como uma doença crônica, sem cura até o momento, deve-se trabalhar, pais e professores para que a criança vá paulatinamente conquistando sua autonomia.

Deve-se entender sua condição e, antes de entrar em pânico ou achar que a criança diabética será um “perigo” na escola, deve-se munir de informações.

O diabetes não impede que a criança leve uma vida absolutamente normal, que participe de todas as atividades escolares como qualquer outra criança.

Informar-se é a chave para uma vida tranquila e saudável.

Um olhar atento e ponderação são atributos inerentes aos bons professores, àqueles que exercem suas atividades docentes com amor e dedicação. Por isso, a criança diabética não deve ser vista como um problema, algo frágil que atrapalha a rotina escolar.

Deve ser vista como um ser humano que busca, como qualquer outro, a consciência de si e autonomia.

Pais e professores devem colaborar entre si para o bem estar dessa criança. Não é difícil, requer sobretudo boa vontade.

Diabetes, no fundo, é uma doença que agrega a participação da família, um bom entendimento com a escola, médico e nutricionista, todos trabalhando em parceria, é, definitivamente o segredo para o sucesso do tratamento.

Os diabéticos, longe de serem um problema, nos lembram que o mundo funciona muito melhor quando lembramos que não estamos sozinhos, que o mundo precisa das atitudes colaborativas para se tornar um mundo melhor.
[Ana Beatriz Linardi]

#BigBlue Test: Alguns pequenos passos podem mudar o futuro das pessoas com diabetes!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

O Juiz que falava “diabetiquês”

Esse é um post diferente do que costumamos publicar saiba todos os trâmites de um processo judicial e no caso o Juiz que julgou foi super procedente.

Pela amiga Débora Aligiere, obrigada por nos brindar com suas palavras!

Ivana (nome fictício dado à cliente para preservar seu direito à intimidade) foi diagnosticada com diabetes tipo 1 aos 4 anos de idade, em 1994. Há algum tempo vinha procurando uma forma de receber seus insumos de diabetes (insulinas, fitas, lancetas e agulhas) do Estado, através de pedido à Secretaria da Saúde, mas nunca recebeu uma resposta positiva.

Apesar de controlar a alimentação através de contagem de carboidratos e praticar exercícios, utilizando as insulinas lantus e lispro não conseguia manter a estabilidade de sua glicemia, que oscilava bastante. Além disso, tinha dificuldade de perceber as crises hipoglicêmicas, o que resultava em episódios de crises espasmódicas (convulsões).

Em função deste quadro, o endocrinologista de Ivana indicou o teste com a bomba de infusão contínua de insulina, para verificar se as oscilações e as hipoglicemias graves diminuíam, o que de fato ocorreu durante o mês de teste.
Findo o período do teste, os pais de Ivana adquiriram o aparelho para evitar as crises hipoglicêmicas graves, mas perceberam que não conseguiriam manter o tratamento em função do custo elevado. Ela então apresentou relatório médico e receitas à Secretaria do Estado da Saúde que, como se nada tivesse sido apresentado, respondeu com um pedido de apresentação dos mesmos documentos.

Percebendo a negativa disfarçada na resposta do Estado, Ivana me procurou para obter judicialmente os insumos da bomba.

Entrei com o pedido dos insumos através de uma ação chamada mandado de segurança, utilizada quando o direito da pessoa é bastante evidente, como neste caso, pois, além do artigo 196 da Constituição Federal garantir que saúde é direito do cidadão e dever do Estado, existe uma lei estadual paulista afirmando que todos os diabéticos devem receber todo e qualquer tipo de tratamento, tendo a autonomia como uma de suas diretrizes.

O Juiz que recebeu o processo manifestou-se no sentido de que, embora demonstrada a necessidade dos medicamentos, o que justificaria a concessão de uma liminar, esta poderia ser dada num outro tipo de ação, não num mandado de segurança.

Vim a descobrir que, após um escândalo de psoríase (parece que uma quadrilha formada por indústria farmacêutica, médicos e advogados se utilizavam de mandado de segurança para obter uma ordem de fornecimento de medicamentos não necessários aos pacientes, e um deles veio a falecer em função do uso do medicamento), os juízes do Fórum da Fazenda de São Paulo “decidiram” que não aceitariam mais mandados de segurança para fornecimento de medicamentos. Por este motivo, a ação que propus em favor de Ivana foi extinta.

Mesmo discordando da decisão, porque o mandado de segurança é um meio que a lei dispôs para o cidadão buscar seus direitos e uma reunião de juízes não vale mais que a lei, e porque pacientes inocentes não podem ser punidos pelos erros de pessoas mal intencionadas, conversei com Ivana de forma bastante prática.

Se fôssemos recorrer desta decisão através de uma apelação, o processo demoraria uns 6 meses para ser julgado e ela ficaria todo esse tempo esperando pelo recebimento dos remédios. Por outro lado, se desistíssemos do mandado de segurança e entrássemos com uma ação normal (ordinária), o Juiz já tinha dado a dica de que concederia a liminar, abreviando o tempo de recebimento dos insumos da bomba, que Ivana precisava para ontem.

Assim, decidimos entrar com a ação ordinária, conforme “proposto” pelo Juiz, a quem o novo processo foi direcionado (pois tratava do mesmo assunto que ele havia decidido antes), e a liminar foi concedida.

O Estado de São Paulo recorreu da liminar concedida a Ivana, mas o Tribunal de Justiça confirmou seu direito ao recebimento dos insumos da bomba até a prolação da sentença.

Um mês depois da concessão da liminar acompanhei Ivana até a Unidade de Dispensação Tenente Pena da Secretaria do Estado da Saúde, no centro de São Paulo, no bairro do Bom Retiro.

Geralmente, o Estado demora um tempo para organizar (fazer o pedido à indústria, comprar, incluir no orçamento mensal, etc) o fornecimento dos insumos após ser intimado da decisão judicial liminar. Por isso Ivana só recebeu o telegrama para retirar seus remédios um mês depois de proferida a ordem pelo Juiz.

Ivana utiliza a bomba da Roche com o monitor de glicemia performa, que “conversa” com a bomba e auxilia a contagem de carboidratos e ainda avisa que o paciente precisa conferir a glicemia 15 minutos após uma crise hipoglicêmica constatada no exame da ponta do dedo. Portanto, para funcionar de forma completa, é necessária a utilização das tiras performa e das lancetas multiclix, compatíveis com o lancetador do monitor performa.

Todavia, ao receber os insumos, percebemos que a Secretaria do Estado da Saúde havia disponibilizado tiras active e lancetas softclix, incompatíveis com o monitor e com a bomba de Ivana. Além disso, a quantidade de insulina era inferior àquela indicada em receita médica (a paciente necessita de 2.250 unidades de insulina por mês, e entregaram quantidade correspondente a apenas 2.000 unidades/mês).

Infelizmente, essa é uma prática (fornecimento incorreto – quantidade e qualidade) da Secretaria do Estado da Saúde bastante comum. Por esta razão, na primeira retirada dos insumos acompanho meus clientes, para garantir que o Estado vai fornecer tudo e exatamente o que foi requerido na ação, e que está indicado na receita médica.
Retiramos a insulina mas recusamos as fitas e lancetas, pois inservíveis para Ivana.

Quando há problemas com o fornecimento dos medicamentos, a Secretaria da Saúde é obrigada a entregar formulário de reclamação ao paciente. Neste caso, a funcionária que atendeu Ivana resistiu um pouco a fornecer este formulário, mas, ante a minha insistência, entregou-nos o documento. Redigi a reclamação, e levei uma cópia comigo para comprovar ao Juiz que a liminar não havia sido cumprida de forma adequada.

O Código de Processo Civil afirma que, para garantir o cumprimento das ordens judiciais, o Juiz pode tomar as medidas necessárias para isso. Assim, já que a Secretaria da Saúde não adquiriu os medicamentos de Ivana na qualidade e quantidade corretas, apresentei orçamento dos insumos faltantes e pedi ao Juiz que bloqueasse a conta do Estado de São Paulo no valor orçado, para que a paciente recebesse o dinheiro do Governo e ela mesma comprasse seus insumos.

O Juiz então determinou o bloqueio das contas do Estado de São Paulo que, atingido no “bolso”, no mês seguinte forneceu a insulina na quantidade correta, e ainda as lancetas multiclix e as fitas performa.

O Estado contestou a ação com base num parecer da Secretaria do Estado da Saúde, afirmando que apenas em casos de insucesso com o tratamento tradicional era fornecida a bomba de insulina. Ainda, apesar de ter respondido com a negativa disfarçada ao pedido administrativo de Ivana, apresentados no processos tanto cópia do pedido quanto da resposta, afirmou que a paciente não havia feito o pedido administrativo. Sem contar que em mais da metade da contestação se referia a Ivana como “o autor”, restando claro que o caso não havia sido analisado com atenção.

Em resposta à contestação do Estado apontei que, com base no parecer suscitado e ainda no relatório médico, que afirmava o insucesso do controle glicêmico com os tratamentos tradicionais, o próprio Governo justificava o tratamento pedido. Ainda, acrescentei mais informações sobre bomba de infusão de insulina e sobre os riscos do mau controle do diabetes, reportagens, diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes, cadernos informativos, etc.

Depois de um mês com o processo em mãos para análise veio a sentença procedente, confirmando a liminar concedida inicialmente. Praticamente todas as minhas ações foram julgadas procedentes, com exceção de uma que teve sentença de improcedência, calcada em erros crassos de fato e de Direito, e que tenho esperança que será em breve reformada pelo Tribunal de Justiça. Daí que a procedência em si não é uma grande novidade.

Mas neste caso de Ivana, além de procedente, a sentença relatou os problemas de diabetes com a propriedade de quem leu todas as informações prestadas no processo, e com sensibilidade de quem enxerga as dificuldades do paciente, ainda que não as conheça de perto. Disse assim o Juiz:

(...)

Em primeiro lugar, vale dizer que os esquemas experimentados pela autora para controlar a doença não apresentaram bons resultados, motivo pelo qual a mesma era acometida por hipoglicemia e hiperglicemia graves. O próprio médico da autora indicou-lhe a bomba de infusão, como medida alternativa ao tratamento da doença, que teve sua eficácia comprovada.

É interessante notar que, em casos como esse, o fornecimento de tratamento diferenciado é completamente consoante com o princípio da igualdade, visto que apenas o fornecimento da bomba de infusão, nesse caso, é capaz de proporcionar uma qualidade de vida e saúde adequadas aos padrões aceitáveis.

(...)

No caso, diante do relatório médico que acompanhou a inicial, havendo justificativa para a prescrição da bomba de infusão de insulina, que funciona como um pâncreas artificial, melhorando, assim, o controle da glicemia no sangue, deve o Estado fornecê-la à autora."

Assim, graças à sensibilidade do Juiz, que embora não seja diabético entende o “diabetiquês”, Ivana continuará recebendo seus insumos, e sua saúde e vida serão preservadas.

Débora Aligieri

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Sem casa.. despojados de nosso #novembroazul

E como ficaremos nesse Novembro Azul pelo diabetes?

Sem casa.. sem chão.. e sem cor azul? Perdemos nossa identidade?

Uma outra campanha 'pegou' a ideia do nosso novembro azul pelo diabetes e fomos subtraídos. Mas só aqui no Brasil não seremos azul pelo dm, no restante do mundo sim. Triste, triste..

O que faremos? Nós Blogueiros de Diabetes continuaremos nosso trabalho de formiguinha, com certeza fazemos diferença!

Em nossos corações o círculo azul da vida pulsa sempre!


Arte Marcelo Raymundo

Participe do evento Novembro Azul pelo Diabetes, clique na foto e saiba como. É por todos nós, seja a gotinha azul que vem somar!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Atenção pelo diabetes #novembroazul

O diabetes pede atenção, nosso novembro azul pode cair no esquecimento.

Dia 14 de novembro é o dia Mundial do Diabetes, e é nesse mês que as campanhas sobre conscientização e prevenção do diabetes são intensificadas.

O diabetes não discrimina e já virou uma epidemia mundial, não adianta fechar os olhos para essa causa, qualquer pessoa pode vir a ter diabetes desde um bebê até uma pessoa idosa, essa condição requer muita atenção e cuidado.

O cuidar do diabetes é diário, só assim podemos garantir um futuro sem sequelas. Quantas pessoas tem membros amputados, ficam cegas, fazem hemodiálise, entre outros. Falta informação e educação de como proceder.

As pessoas vão começar assimilar o dia a dia com o dm quando as campanhas forem direcionadas no cuidar, educar e prevenir. Já fazemos isso, só que somos poucos diante de uma mídia que poderia fazer mais.

É preciso urgentemente mudar o olhar sobre o diabetes, custa menos prevenir e educar do que tratar as sequelas.

Conheçam o evento Novembro Azul pelo Diabetes, você não precisa sair de casa para participar, é só clicar em comparecer, trocar a sua foto de perfil ou de capa no Facebook e espalhar informações sobre diabetes. Essa realidade só vai mudar quando todos fizerem a sua parte, vamos formar a maior onda azul pelo diabetes!

#diabetes #novembro azul

Para participar do evento é só clicar na foto.

domingo, 3 de novembro de 2013

Bolo com café e alta tecnologia

por Ana Beatriz Linardi

Hoje a tarde começamos um novo ciclo, com nova bomba.
Fizemos um lanchinho à tarde enquanto fazíamos downloads e ajustes na bomba nova.
Idade difícil, a da Alice, de acertar as glicemias mas, com o apoio tecnológico vamos conseguir melhorar as médias.
Um super obrigado à querida Daniele Aguiar que esteve ao nosso lado esse período de teste, sempre atendendo prontamente nossas dúvidas, acompanhando as trocas e nos auxiliando com as novidades e à sempre querida Dra. Walkyria Volpini com seu alto astral nos ajudando a "pilotar" esse avião!


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Um círculo azul reeducando o viver!

O mês de novembro é carinhosamente chamado de mês azul em prol do diabetes.

Em novembro as campanhas sobre diabetes são intensificadas, cuidar, educar e prevenir são palavras chaves para garantir um futuro sem sequelas.

O azul é nossa cor oficial é através dela que nos identificamos! 

Qualquer pessoa pode ter diabetes, essa condição não discrimina. Ter diabetes não é opcional. Garantir um futuro sem sequelas é um direito e dever de cada um de nós. 

Lutamos por essa causa: diabetes não é o fim e sim, o começo. Queremos um futuro pleno, não somente para nossos filhos mas, para todos. Não é utopia e sim realidade.

O diabetes em si não limita desde que a pessoa tenha todas as oportunidades para tratar da condição, como:

- insumos em quantidade suficiente;
- terapia adequada (insulinas, análogos de insulina, bomba de infusão);
- suporte de terapia (atividade física, nutricionista, endocrinologista, etc);
- profissionais capacitados;
- informação e educação em diabetes ao alcance de todos;
-entre outros.

A cada novo diagnóstico de diabetes estamos reeducando o viver, reaprendendo os conceitos de vida. É para isso que estamos de azul!


Links para participar das Campanhas:




Vista essa ideia por todos nós, o futuro do diabetes também depende de você!

sábado, 26 de outubro de 2013

Bomba de insulina não é liquidificador

por Ana Beatriz Linardi

A primeira bomba de insulina de minha filha foi a Paradigm 522. Optei pela versão menor porque minha filha, então com 5 anos, não necessitava de um reservatório maior. Calculei que assim serviria por quatro ou cinco anos, tempo em que normalmente temos grandes mudanças na tecnologia que avança sem parar. E assim foi.

Chegou então o momento de fazer um “upgrade”.
Soube que na Europa Europa e nos EUA foi lançada uma bomba posterior à Paradigm 722, chamada VEO, que tem outras funções além da nossa já conhecida. Quando soube, fiquei interessada e entrei em contato com a Medtronic para eventualmente fazer o upgrade. A Única informação que tive da empresa é que a ANVISA não havia liberado e que não havia nenhuma previsão e que, no caso de eu fazer um upgrade, deveria ficar com a Paradigm 722  o que, na verdade, seria uma troca apenas pelo tamanho do reservatório e não um passo além em termos de tecnologia. E esse pequeno passo em termos financeiros, representava quilômetros.

Embora eu não tenha queixas em relação à Paradigm, em si, o relacionamento com a empresa sempre deixou a desejar. Falta de informações, um relacionamento que, por parte da empresa se manteve estritamente nos moldes comerciais e, mesmo assim, com erros e desencontros.

Fizemos o teste do sistema da Combo da Roche e aprovamos. Decidimos partir para esse modelo, que, para minha filha apresentou excelentes novidades e facilidades. E também porque senti uma proximidade maior em relação ao usuário.

Hoje foi o dia de recebermos a bomba definitiva dela. Chegamos em casa animadas e abrimos a enorme caixa. A caixa vinha com os insumos prometidos, o iPad esperado, nota fiscal do produto mas, para nossa surpresa, bomba mesmo, nada!

Era hora de almoço e tive dificuldade em encontrar alguém na empresa que pudesse me tranquilizar em relação ao ocorrido. Afinal, eu já havia pago o aparelho e tinha uma nota fiscal em mãos de algo que não constava na caixa. Por fim, independente do motivo, outra bomba será enviada por sedex, o que me prenderá em casa amanhã, até as dez, me obrigando a perder a reunião na escola da minha filha. Ok, erros acontecem, imprevistos também.

Mas não podemos ser tão passivos em relação a isso, por parte das empresas. Os  fabricantes de bomba de insulina devem treinar seus funcionários para que tenham em mente que eles nos fornecem, além de  um produto,  um serviço. Afinal, dependemos da empresa para manuseio eficiente do equipamento,  pois, o que está em jogo é nossa saúde e ou de nossos filhos. Por conta disso, não dá para ter relações estritamente comerciais.

Temos o necessário acompanhamento de um profissional para instalação, alguém a quem possamos recorrer em caso de dúvida mas um canal de relacionamento sempre aberto e que não nos mantenha no escuro, apenas como meros pagantes de seus serviços é essencial.

O fabricante tem obrigação de nos informar a respeito de seus produtos e dar satisfação sobre os produtos que estão ou não disponíveis para nós.

Estamos num tempo em que a tecnologia avança rapidamente e tudo vai mudando. Manter um cliente no escuro em relação aos seus produtos, enviar insumos trocados ou não “ter em estoque” os insumos de sua bomba, não são atitudes aceitáveis de uma empresa que atua na área de saúde. Porque cada vez que isso acontece, na ponta desse processo está o usuário, que é quem sofre as consequências. E esse usuário, em grande parte é uma criança.

Portanto, sejamos usuários conscientes e exigentes, coisa que ainda é incipiente no Brasil. E comecemos pelas bombas de insulina afinal, elas não são como liquidificadores.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

II Encontro de Blogueiros Roche Diabetes Care

Esse final de semana foi diferente fomos num encontro de blogueiros da Roche Diabetes Care. O melhor que participamos até hoje, super informativo!


 Além do que, tivemos a oportunidade de encontrar várias pessoas com quem mantemos contato virtual, pessoas com as quais interagimos, brincamos, trocamos informações e a amizade que cresce apesar da distância. Ter a oportunidade de transpor as barreiras virtuais é sempre um grande prazer e nos enriquece. E a amizade cresce.



As informações foram várias.

Assistimos uma palestra da Profa. Dra. Julia Kenj da Unifesp, sobre aspectos técnicos e tecnológicos da medição de glicemia capilar. Muitas informações interessantes que tentaremos aprofundar e repassar.

Também fomos apresentadas ao lançamento da Accu-Chek, o novo monitor de glicemias e suas vantagens.

A organizadora do evento, Raquel Tenuta está de parabéns por nos proporcionar um encontro rico em todos os aspectos, informativos e humanos.



As crianças também se divertiram, interagiram e pareciam que se conheciam de longa data! E foram brindadas, depois, com um gostoso passeio proporcionado pelas mamães.


Em breve retornaremos com novidades!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Fortes emoções e altas glicemias

por Ana Beatriz Linardi

O último final de semana foi no clima rock’n’roll.  Começou com horas extremamente agradáveis e delirantes no show do Black Sabbath em São Paulo, na companhia do meu filho mais velho.
Voltamos às três da manhã. Cansada, louca para um banho e cama.
Às seis, tocou o telefone. Alice, que havia dormido na casa de uma amiga: “Mãe, estou passando muito mal”.
Na véspera ela havia detectado um vazamento de insulina no cateter. Mediu a glicemia, na casa dos 400. Trocou e foi dormir.
Fui buscá-la e notei que o cateter trocado apresentava sangue, uma quantidade razoável também no interior da mangueira. Glicemia batendo nos 500.
Trocamos tudo. Vômito, mal-estar. Basal temporária.
Uma hora depois, glicemia ainda alta. Entrei com a caneta com insulina UR para agilizar o processo e verificar se havia algum problema com a bomba. Aumentei a basal na bomba.
Glicemia pouco alterou.
Foi assim o dia todo, até que a Alice começou a sentir dores de garganta. Sua voz ficou embutida. Amidalite? Explicaria as altas glicemias.
Mede de hora em hora, aumentam-se os bolus. Chegamos a 200% de basal.
Alice tomou um balde de insulina. Glicemias altas, sempre altas. Troca o local da cânula, usa outro frasco de insulina e...glicemias altas.
No dia seguinte de manhã, finalmente conseguimos taxa de 149. Muita dor de garganta, mas sem febre, Pronto Socorro.
Nenhuma placa, a garganta só vermelha, a instrução foi aguardar.
A partir daí as taxas começaram a melhorar, mas mantivemos basais de 160% mais os bolus na função “doença” que aumenta 30%.
No dia seguinte, melhora.
O que aconteceu? Acredito que um monte de fatores contribuíram para o descontrole. Virose, entupimento de cateter, vaso sanguíneo atingido, enfim. Juntou tudo mas, sempre fica aquela dúvida.
Diabetes não é cartesiana. Nós lidamos com ela numa zona nebulosa, apesar de cálculos, tabelas e relações pré-determinadas.
O importante é que tudo voltou ao normal. Por enquanto...agora vem a puberdade e sua montanha-russa hormonal.

Fortes emoções ainda nos aguardam. Espero que outros bons shows também! 


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Acima de tudo, CRIANÇAS!!

Brincar, rir, esquecer, derrubar, quebrar, chutar, chorar, sujar, procurar, chamar a mãe,  


pedir para o pai, brigar com o irmão, pedir presente para a madrinha, pegar o rabo do cachorro,  


apertar o gato, dormir com o brinquedo novo, detestar roupa nova, não conseguir ficar quieto na hora do silêncio,  


levar bronca da professora, lição de casa bem feita, lição de casa mal feita, joelho ralado,  




medo do dentista, papai noel na loja, guerra de travesseiros, ter pesadelos, melhor amigo, melhor amiga...


... enfim... Quem não?


Feliz dia das Crianças!


Texto: Ana Beatriz Linardi

sábado, 5 de outubro de 2013

Como cuidar de uma hipoglicemia?

Recebi esse comentário aqui no blog.

"Olá, meu nome é Patricia, meu filho se chama Isaac e no dia 03 de outubro/13 ele teve uma convulsão, estava eu me vestindo para trabalhar e ele estava na cozinha, quando escuto um grito estranho dele e o baque da queda, corri depressa e quando vi ele tava tremendo e se debatendo no chão ficou com os lábios roxo até que senti que ele ficou sem respirar, fiquei totalmente sem reação só gritava pedindo ajuda, até que minha vizinha veio e fez respiração boca a boca e massagem foi que ele abriu os olhos e voltou a respirar, medi sua glicose e estava em 70 foi ai que não consegui entender nada, levei ele depressa pro pronto socorro mais próximo, mas me senti impotente, em desespero, foi horrível."

Nosso filho também já teve hipo com convulsão, não desejo pra ninguém.

Respondi pra Patricia que antes de chamar qualquer socorro é importante corrigir a hipo com um 
um carboidrato simples, sem gordura e sem farinha, porque senão a glicemia pode baixar mais ainda antes de subir. Mel, sachê de glicose, água com açúcar, pastilhas de glicose ou mesmos açúcar puro, isso é o ideal pra corrigir rapidamente uma hipo. E no caso de uma hipo severa com convulsão injetar o glucagon.

Esse artigo da SBD - Sociedade Brasileira de Diabetes explica bem como cuidar de uma hipoglicemia.

Fonte das  figuras: Revista  Viva Saúde

De repente dá aquela fome, confusão mental, tremores, suores, fraqueza, coração acelerado, sonolência... Quase toda pessoa com diabetes já sentiu isso. A hipoglicemia pode acontecer com os que usam insulina ou medicação oral.

Na maioria das vezes o próprio paciente identifica os sintomas e ingere algum alimento com açúcar. Em outras ocasiões, necessita-se de socorro. Surgem, então, perguntas muito comuns entre aqueles que convivem com alguém que tem diabetes. Como sei que alguém está com hipoglicemia? O que faço quando isto acontecer?

Por que acontece?

As hipoglicemias significam baixo nível de glicose no sangue (glicemia abaixo de 60 mg/dl). Geralmente são ocasionadas por falta de refeições nos horários corretos, por exercícios físicos excessivos, ou por doses elevadas de insulina e/ou medicamentos (hipoglicemiantes orais).

As melhores alternativas para evitar o surgimento de hipoglicemias são: respeitar os horários corretos das refeições, programar os exercícios físicos (horário e alimentação adequados), seguir as doses corretas de insulina e/ou comprimidos recomendados pelo médico.

Quais são os sintomas?

Os sintomas clássicos de hipoglicemia são suor em excesso, sonolência, fraqueza, coração acelerado (palpitações), tremores, visão dupla ou turva, fome súbita, confusão mental. O valor da glicemia a partir do qual esses sintomas aparecem costuma ser diferente de paciente para paciente, dependendo inclusive da freqüência dos episódios hipoglicêmicos.

Se os níveis de glicemia chegarem a valores muito baixos, acontece o coma hipoglicêmico. Nesta situação, os valores de glicose no sangue estão tão baixos que são insuficientes para o cérebro continuar funcionando adequadamente. Em geral, a pessoa fica semi-consciente (comporta-se como um embriagado) ou inconsciente.

Como tratar?

Paciente acordado, consciente: Oferecer um alimento assim que desconfiar que está hipoglicêmico (preferencialmente confirmado pela medição da glicemia na ponta do dedo). 
Deve-se ingerir 15 g de carboidratos, como por exemplo:

1 colher de sopa rasa de açúcar com água
150 ml de refrigerante regular (não dietético) - 1 copo pequeno
150 ml de suco de laranja - 1 copo pequeno
3 balas de caramelo

Aguarde 15 minutos e verifique a glicemia novamente. Caso permaneça menor que 79 mg/dl, repetir o esquema.

Paciente semi-consciente ou inconsciente: Nestes casos, o paciente não consegue mais ingerir alimentos. Não se deve insistir que o paciente se alimente, sob o risco de que aspire o alimento para o pulmão. A melhor opção é injetar glucagon – hormônio que faz o contrário do que a insulina faz, ou seja, aumenta a glicose no sangue. Sugere-se que a pessoa com diabetes (principalmente aquela que usa insulina) tenha sempre consigo uma ampola de glucagon para essas situações. A injeção é subcutânea, como a da insulina.

glucagon

Outra opção é colocar um pouco de açúcar na mucosa das bochechas, na tentativa de que absorva alguma glicose e a pessoa acorde. Novamente lembramos a possibilidade do paciente aspirar. A administração intravenosa da glicose só deve ser realizada em ambiente hospitalar.

O que acontece se não for tratada a tempo?

Caso não corrigida rapidamente, a glicemia pode ficar cada vez mais baixa. Hipoglicemias severas podem levar a danos neurológicos.

Deve-se tomar cuidado com hipoglicemias durante a gestação. Quando elas acontecem, háá aumento nos hormônios contra-reguladores (que aumentam a glicose), além da ingestão de alimentos ricos em açúcar. Isto pode causar hiperglicemia, que pode trazer conseqüências para o feto e a mãe. Defeitos neurológicos podem ocorrer em fetos de mães que apresentam hipoglicemias severas muito freqüentes.

É importante tomar cuidado com pessoas com diabetes e insuficiência renal. Neles, a insulina passa mais tempo na circulação, antes de ser eliminada pelo rim. Isto aumenta o risco de hipoglicemia.

Dicas para evitar hipoglicemia

O consumo de um lanche antes de dormir (ceia) pode auxiliar na prevenção de hipoglicemia noturna. Os alimentos mais recomendados para este lanche devem conter carboidratos e proteínas (leite ou pão com queijo e presunto, por exemplo);
A monitorização nesse horário é extremamente importante. A glicemia deve ser ajustada sempre para que fique em torno de 100 m/dl;
Ficar atento à alimentação se fizer exercício físico (especialmente se não programado). É necessário medir sua glicemia para ver se é necessário o consumo de carboidratos extras;
Evitar o uso do álcool, principalmente em jejum.

Consultoria:

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Um, dois, testando...

por Ana Beatriz Linardi

Depois de 4 anos com a Paradigm 522, decidimos testar a Combo. O reservatório pequeno já não está dando conta das necessidades.
Iniciamos hoje o teste. Todas as explicações foram passadas diretamente para a Alice que, rapidamente, aprendeu todos os passos, inclusive encher o reservatório.
Nós já estávamos trabalhando nesse sentido, dela fazer tudo sozinha e, assim, ganhar mais autonomia.




De quebra teve coisas que a Alice gostou muito:
- o tamanho. Embora com reservatório com quase o dobro de capacidade, a Combo é praticamente do mesmo tamanho que a 522.
- a manipulação toda através do glicosímetro.
- a insulina irá durar seis dias! Com a bomba pequena estava durando dois e meio.

A interface é semelhante mas, alguns parâmetros foram novidades. Mas nada desesperador, em pouco tempo ela pegou o jeito e eu, que tudo assistia, também, de forma que fiquei confiante.
Quando formos trocar o cateter e o reservatório com certeza iremos nos atrapalhar um pouco mas, no fundo, o princípio é o mesmo. Mas claro que me certifiquei de ter salvo o celular da Daniele, que nos orientou em todo o processo.

Na hora da troca Alice, para quem tudo vira diversão, pediu que eu tirasse uma foto dela com as duas para publicar no face com a legenda: isso que é glicemia alta!
Estou confiante, acho que esse período será tranquilo.




quarta-feira, 18 de setembro de 2013

[Informativo] Você sabia?

Precisamos de investimentos em pesquisas e parcerias para ajudar na melhoria da qualidade de vida em diabetes.

Recebi esse Infográfico da Eli Lilly, tem informações importantes, vale conhecer o programa parceria Lilly de Doenças Não Comunicáveis.

Conheça o Instituto da Criança com Diabetes citado no programa, clique aqui.





segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A primeira bomba a gente nunca esquece!

por Ana Beatriz Linardi

Depois de 4 anos, a bomba de insulina da Alice deu problemas técnicos e teve que ser trocada.
Ontem ao embalá-la para devolução, Alice quis se "despedir":

"Minha primeira bomba! Obrigada, bombinha! Você fez um bom trabalho!"


Brincadeiras a parte, deu para perceber o quanto esse aparelho está integrado na vida dela. 
Muitas pessoas ficam impressionadas e perguntam se o fato de carregá-la conectada ao corpo o tempo todo traz incômodo ou limitação.
Posso dizer, pela nossa vivência aqui, que nenhuma. A adaptação das crianças é impressionante.
Essa bomba da Alice tem histórias afinal, está com ela desde que ela tinha 6 anos de idade. Participou de todas as suas estripulias. Sua devolução não poderia passar despercebida.

Aqui, a despedida!


Texto: Ana Beatriz Linardi

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Teste de glicemia obrigatório um procedimento vital!

Damos voltas e voltas e cá estamos novamente com o assunto teste de glicemia obrigatório no atendimento de emergência e urgência, uma gotinha de sangue tão pequena mas que tem um valor inestimável, muitas vezes entre a vida ou a morte.

Esse é mais um caso de diagnóstico onde a gotinha mágica teria feito diferença no primeiro atendimento. Eles moram pertinho da gente, logo vamos nos conhecer, fiquem com o depoimento da mamãe Ana Beatriz, após assine e compartilhe a petição. Obrigada pelo apoio, essa causa é de todos nós!

Eu sou Ana Beatriz, mãe do Bruno de 8 anos a 9 meses diagnosticado com dm1, vou contar um pouco da nossa história:


Em outubro de 2012, meu pai faleceu por complicações de um cirurgia cardíaca meu filho, o Bruno era muito ligado com avô, nós morávamos juntos , eu meu pai, minha mãe mais minha filha de 10 anos. No dia do falecimento, no mesmo horário que meu pai falecia no hospital o Bruno começou a vomitar... (Bruno sempre foi uma criança extremamente saudável).

Levamos ao pronto socorro, colocaram no soro, fizeram exame de urina... diagnóstico: virose, mesmo o exame de urina apresentando cetonas, ainda questionei a médica que me disse porque o soro que ele estava tomando era glicosado, enfim.. nos liberam, prescreveram ainda dramin, voltamos pra casa.

Dieta bem leve ele quase não comeu nada.. A noite o Bruno começou novamente a passar mal, mas queria esperar o próximo dia pra levar a uma consulta na pediatra.. porque estava traumatizada com hospital por ter passado 12 dias com meu pai, mas não teve jeito quando foi 4 horas da manhã o Bruno gritava de dor na barriga, e estava com dificuldade para respirar... coloquei o Bruno no carro e fui correndo ao pronto socorro, onde foi atendido rapidamente e levado a uma especie de UTI pronto socorro, onde já colocaram oxigênio e ate monitoram batimentos cardíacos .. e nesse momento eles me disseram que era caso de apendicite que teriam que operar com urgência, chamaram outro médico especializado e fizeram exames... e viram que não era apendicite.. então me disseram que era uma super bactéria e que teriam que interná-lo e dar antibióticos e foi o que fizeram.... cheguei no hospital as 4h da manhã até as 14h, quando estava internado o Bruno estava muito mal... resolveram fazer o dextro e ai deu 687..

A médica na hora solicitou uma ambulância e nos transferiu para uma UTI pediátrica porque era a unica preparada para atender esse tipo de caso. Quando chegamos na UTI o médico que nos atendeu disse que as próximas horas seriam vitais para o Bruno, ele estava muito descompensado, os índices dele eram muito ruins... esse médico passou uma noite inteira ao meu lado e do Bruno prestando os cuidados, foi ele e a equipe da Santa Casa de Limeira quem salvou meu filho, ele ficou ainda uma semana internado.

Hoje o Bruno é um criança que leva uma vida normal, muito saudável ele mesmo sabe se cuidar, ele faz teste, aplica a insulina, sabe o que pode e não pode comer, os médicos dizem que ele esta ainda na fase lua de mel, porque tem dias que só precisa da insulina Lantus que aplicamos de manhã.

Hoje ele faz MMA todos os dias, quer ser lutador e adora fazer.. o exercício faz com que ele precise menos de insulina, é muito responsável com a alimentação, buscando ser sempre saudável. Claro que de vez em quando quer comer um pouco mais, o que é normal, mas conseguimos controlar.

Bom essa a nossa história, a cada dia uma surpresa e assim vamos levando...Fé e Amor.




Para assinar a petição é só clicar na imagem.


domingo, 11 de agosto de 2013

Mãe é mãe!

Lu Alves, nosso amigo de caminhada e pai da querida Ana Clara, já esteve presente em nosso blog com o post 'Isso é vida" e mais uma vez veio nos visitar, dessa vez com uma reflexão sobre o termo "mãe pâncreas".

Boa reflexão!

O termo "mãe pâncreas", confesso, sempre me causou estranhamento. A princípio, pensei que esse desconforto diante da expressão pudesse ser explicado pela ausência do relativo masculino "pai pâncreas". Nunca vi essa denominação nos blogs temáticos sobre diabetes, tampouco nos fóruns de discussão em redes sociais, nem em qualquer outro lugar! Por quê??! Não existe pai que, tal qual a "mãe pâncreas", ocupa inorgânica e simbolicamente, por força das circunstâncias, a função do órgão humano ora transformado em adjetivo? Sim! Existe! Posso assegurar que sim! "Legislando em causa própria, Sr. Luiz Alves". Pois é... Inicialmente concluí que sofria eu de um sentimento de "injustiça" e deveria reivindicar o adjetivo-órgão que, por "fato e direito", pertencia-me. Vaidades tolas à parte, sinto que ainda que eu tivesse sido agraciado com a desejada alcunha, o tal desconforto permaneceria me incomodando. Então não era apenas uma espécie de inveja vocabular. Nada melhor que uma reflexão após outra... Bingo! O incômodo não vem pela ausência do vocábulo "pâncreas" para o preterido "pai". Mas, sim, justamente pelo contrário: sua presença adjetiva em Mãe! Ora, "Mãe" não necessita de adjetivo algum. Basta-se em si mesmo. Sem carência de complementos de qualquer espécie. "Mãe" é esse monossílabo universo que comporta tantos significados inefáveis que adjetivá-lo não apenas soa feio, mas limita-o e assim o descaracteriza, paradoxalmente. O que antes achava feio, agora me parece, além disso, absolutamente desnecessário... Salve, salve, todas as MÃES e PAIS que sendo o que são vivem o cotidiano ofício de zelar pela vida e saúde de seus filhos DM1. Seremos para sempre assim, seja como for... (Lualves)*
* Luiz Alves Silva é, além de Pai, Poeta, Escritor, Psicanalista, graduado em Letras, pós graduado em Gestão de Pessoas.


Família Alves: Luiz, Ana Clara, Natalia, Lais

terça-feira, 30 de julho de 2013

1º Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas em Redes Sociais da Saúde

No dia 08 de junho participamos do 1º Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas em Redes Sociais, promovido pelo Blog Artrite Reumatóide e o Grupo EncontrAR, o objetivo do encontro foi disseminar e incentivar as informações sobre saúde na Internet com qualidade.


A programação do encontro foi muito interessante e proveitosa.


Para para assistir os vídeos das palestras é só clicar no link:

Participaram blogs e ativistas sociais de várias áreas da saúde e claro que nós que vivemos o diabetes marcamos presença!


Nós blogueiros de diabetes sempre fomos ativos nas redes sociais e na internet de um modo geral. 
Nosso grupo de blogueiros no Facebook existe há mais de um ano, faz tempo que trabalhamos e compartilhamos ideias sobre postagens coletivas, hoje ele está mais forte e unido!

Após nossa participação no 1º Encontro Nacional de Blogueiros, surgiu a ideia de identificação única do grupo blogueiros de diabetes, então foi criada oficialmente a fanpage Blogueiros de Diabetes, onde a missão é ampliar a repercussão dos blogs e fazer com que nossa voz seja ouvida!

A primeira ação foi dar ênfase a Campanha pelo Teste de Glicemia Obrigatório, onde pretendemos que o mesmo se torne protocolo de atendimento nas urgências e emergências, evitando assim mortes  por erro de diagnóstico e sequelas pelo uso do soro glicosado, em pacientes que ainda não foram diagnosticados com diabetes.

Para conhecer mais sobre essa ideia acesse os links!

Página dos Blogueiros de Diabetes 

Página do Teste de Glicemia Obrigatório