sexta-feira, 28 de junho de 2013

E quando vem a hiper?

Coisas que acontecem..

Ontem antes de dormir troquei o conjunto de infusão da bomba de insulina do João, tinha um refil com um pouco de insulina e abri outro que estava na geladeira para completar, formou algumas bolhinhas de ar, mas normal, purgei ou seja tirei as mesmas e tranquilo.

Medi a glicemia as 6h estava em 160 mg/dL, fiz a correção sugerida e fui trabalhar. Enquanto estou no trabalho quando necessário monitoro por telefone ou então deixo uma anotação e ele se vira. Às 8h o João me liga foi tomar café e estava 220 mg/dL, comeu mandou os carboidratos e a insulina, às 10h mede novamente 330 mg/dL, falei pra fazer a correção sugerida, mas ainda tinha insulina ativa, pensei ai tem algo errado.. 

Um pouco depois me liga novamente glicemia em 505 mg/dL.. provavelmente ponta de cânula dobrada.. sempre deixo uma reserva na bolsa dele, mas usamos a última e esqueci de repor, só conseguiria ir buscar e trocar outra cânula só depois das 13h.. Nesse meio tempo ele chegou na escola, outra medição 558 mg/dL..


Não era a cânula e sim bolhas de ar no cateter, purguei e as mesmas saíram, mas na hora deu um branco, não sabia o que fazer, será que foi insulina, quanto foi.. Apelei para algumas amigas no Facebook, mas acabei ligando para o médico, este falou para aplicar uma quantidade de insulina e monitorar durante a tarde,  na última medição às 14h30 já baixou para 236 mg/dL, no final tudo acaba bem.

Verdade seja dita fico muitooo chateada quando vejo um número desses no glicosímetro e me pergunto onde eu errei? Fica um sentimento de frustração, mesmo sabendo que faz parte.

Por mais cuidados que temos,  hipers e hipos sempre farão parte do dia a dia com o diabetes. Me sinto impotente sim diante dessa situação, mas não deixo o sentimento tomar conta. Sei que é passageiro, tanto a hiper quanto a hipo serão corrigidas e temos tantas outras coisas para pensar e viver que depois acaba sendo só um fato.

O diabetes está aqui, faz parte de nossas vidas pra sempre, é uma parte e não o todo, assim como outros aspectos que acontecem em nosso caminhar. Aceitamos, cuidadamos, tratamos e vamos caminhando.

Mesmo com os altos e baixos temos uma relação ótima com o diabetes, escolhemos assim e o diabetes não limita nossa vida!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Teste de Glicemia Obrigatório JÁ!

Nada pior, quando ocorre uma tragédia, a constatação de que ela poderia ter sido evitada por algo extremamente simples que, por razões muitas vezes incompreensíveis, ninguém teve a ideia que levaria a evitá-la. A morte de uma pessoa por erro de diagnóstico é triste, ainda mais no caso de algumas crianças, com diabetes, como ocorreu há pouco.

Diabetes tipo 1 aparece na infância e constitui 10% dos casos. Com pouca informação e com uma ideia muitas vezes equivocada de que crianças não sofrem dessa doença, é comum que DM1 seja a última das opções possíveis em um elenco de doenças mais comuns, consideradas na hora do diagnóstico. E se o diagnóstico demora, consequências graves podem ocorrer, assim como o óbito.

Como isso seria evitado? De uma forma muito simples!
Nos atendimentos de emergência, existem protocolos, ou seja, procedimentos de ação pré-determinados que informam ao médico a condição do paciente e, assim, ele pode rapidamente tomar decisões que evitem ou tirem aquela vida de uma situação de risco.

Se o teste de glicemia for incluído entre os protocolos, não apenas tragédias serão evitadas, como muitas pessoas que nem imaginam estar com diabetes (o que é comum entre os DM2), poderão ter seu diagnóstico antecipado e, consequentemente, tratamento adequado, antes que sejam surpreendidas com algumas das complicações decorrentes da falta de controle.

O grupo Blogueiros de Diabetes está batalhando para isso, para que o teste de glicemia seja um protocolo nos atendimentos de emergência.
O que é o teste? Um rápido furinho no dedo para obtenção de uma gota de sangue e, 5 segundos depois, o resultado. É tão simples, que até uma criança de três anos consegue fazer sozinha!

O grupo preparou um vídeo com adultos e crianças demonstrando como é simples e rápido o exame de glicemia. São poucos segundos que podem salvar uma vida. Vale a pena ver e, acreditem, o Julio, de três anos, está lá, fazendo a sua parte! Faça também a sua e compartilhe, divulgue e, sobretudo, assine a petição e nos ajude a tornar o teste de glicemia obrigatório.




Assinem a petição!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Irmão NÃO diabético!

Essa postagem é dedicada àqueles não diabéticos que já levaram desnecessariamente picadas nos dedos, já atrasaram suas sobremesas e são adeptos dos refrigerantes zero: os irmãos e irmãs dos DM1.

Como a maioria das postagens se referirão inevitavelmente à Alice, que é a DM1 da casa, essa primeira contará sobre o meu filho mais velho, o Lucas, já que seu papel é fundamental na vida da Alice e na forma positiva como ela encara sua condição.

A diferença entre meus filhos é de cinco anos, exatamente. Então Lucas sempre foi uma espécie de mediador do mundo para a Alice, num espaço entre ela e eu com minha visão adulta. Por sorte, Lucas tem temperamento de professor: tem paciência, gosta de explicar as coisas para a irmã e o consegue de maneira clara, muitas vezes muito melhor do que eu. Não é raro eu recorrer ao recurso: “Lucas, explica isso para a sua irmã, por favor”. Se eu fosse escolher uma imagem recorrente, seria a dos dois conversando, sempre.


Quando Alice ficou internada, Lucas então com dez anos, ouviu atentamente o que estava acontecendo com a irmã. Ouviu, pensou e fez muitas perguntas típicas de uma criança se confrontando com o desconhecido: “ela vai morrer? Ela vai tomar insulina para sempre? Ela ainda vai poder comer brigadeiro? Vai poder tomar sorvete? Vai poder brincar? Por que ela ficou assim?”

Respondi uma a uma suas questões, que ele absorveu com olhar atento e cabeça a mil.

Visitava a irmã diariamente no hospital e ficava um tempo enorme sentado com ela em um balanço de dois lugares que havia no pátio e ficavam lá, os dois, conversando, conversando. Tenho certeza que muitas das respostas que eu dei, foram “discutidas” entre eles, no universo infantil ao qual pertenciam.

De início, as conversas pareciam sérias mas, depois de alguns dias, já era possível ouvir risadas e gargalhadas. Foram momentos especiais que enchiam a Alice de alegria no clima tenso do hospital, onde ela fazia um esforço diário para enfrentar seu maior pavor: as agulhas.

Desde pequena, injeções foram torturas para a Alice. Lucas sempre tomou vacinas tranquilamente, sem nenhum temor. Alice foi daquelas crianças que requeria uma equipe de enfermeiras mal humoradas que tinham que ficar segurando as pernas e braços daquela criança que se debatia feito um polvo enfurecido, gritando igual uma iguana. Era um horror! Na sala de espera, eu sentia os olhares reprovadores dos outros pais: “ que mãe incompetente!”. Pois é, esse escândalo em pessoa se tornou DM1!

Por isso demorou um certo tempo para Alice descobrir que a agulha não era tão ruim assim. Nessa ocasião, Lucas entrou em ação. Além de explicar insistentemente à irmã que não havia razão para drama, descobriu um toque de celular que era medonho mas, super engraçado: “Fone, fone, fone, fone, telefoninho tocando” cantava uma vozinha de taquara rachada. Alice morria de rir. Na hora da insulina, vinha Lucas com o celular e a música, distraindo a irmã. Ela ria, se descontraía, até o dia que falou: “não precisa mais do celular, agora eu já acostumei”.

Sem a minha influência ou do pai, Lucas adquiriu hábitos solidários que persistem até hoje: se a irmã estiver com a glicemia alta e tiver que esperar para comer um doce, ele espera junto. Ele toma apenas refrigerante zero, em cooperação. Não é “doceiro” e mantém um controle alimentar saudável, inclusive para incentivar a irmã a fazer o mesmo.

Tenho certeza que essa história de solidariedade entre irmãos se repete em muitas outras casas de DMs. Por isso fiz questão de homenagear os não-DMs que são fundamentais nessa nossa empreitada diária.


Postado por: Ana Beatriz Linardi

domingo, 16 de junho de 2013

Ei você... que tal espiar aqui?

Ei você que está aí do outro lado da telinha..

Que tal dar uma espiadinha aqui?

Será coisa rápida.. aproveite  a onda do momento! O quê?  Você ainda não se ligou?

Vai ficar de fora? Claro que não né!

Vou te contar..

Nós blogueiros de diabetes nos unimos e para evitar MORTES, queremos a obrigatoriedade do teste de glicemia nos Hospitais e Pronto-Socorros.

E VOCÊ pode colaborar!

Assine a petição, espalhe nas Redes Sociais e convide seus amigos para fazerem o mesmo, isso já tá virando MANIA NACIONAL.

Não fique de fora, clique na figura e assine, simples assim!

Tenha a satisfação garantida por saber que colaborou!

Obrigadaaa sabia que podia contar com você!


sexta-feira, 14 de junho de 2013

[TESTE DE GLICEMIA OBRIGATÓRIO] Gotinha que salva!

Nós blogueiros de diabetes nós unimos em prol de uma causa, fazer valer o teste de glicemia obrigatório em antedimentos de urgências e emergências, é um furinho, uma gotinha de sangue e 5 segundos que salvam vidas!


Nos mobilizamos em prol desse movimento quando ficamos sabendo da história da Valentina, uma menina fofa de apenas 1 ano e 9 meses que faleceu no dia 18/04/2013 em Birigui/SP, onde um furinho teria feito toda diferença!

Morte de bebê de um ano por diabetes serve de alerta

Sede excessiva e aumento da vontade de urinar. Esses foram os primeiros sinais de que havia algo errado com a pequena Valentina de Oliveira França, de um ano e nove meses. "Inicialmente achamos que os sintomas estavam relacionadas à mudança de rotina, pois ela tinha passado a frequentar uma escola há poucos dias. Depois, devido à febre, chegamos a acreditar que se tratava de uma virose por conta do contato com outras crianças", lembra a mãe, a assistente administrativa Andrea Valeriana de Oliveira, de 39 anos.

Valentina foi examinada por um pediatra de Araçatuba, que suspeitou de dengue. Apesar dos cuidados médicos, ela não melhorou e foi internada no dia 12 de março. No hospital, uma enfermeira desconfiou dos sintomas e realizou um teste chamado dextro, por meio do qual é feito um pequeno furo no dedo do paciente para checar os níveis de glicemia no sangue. "O teste apontou nível glicêmico acima de 500 (o normal é abaixo de 100). Somente depois disso é que os médicos iniciaram o protocolo de tratamento da diabetes, mas Valentina já estava em estado grave", lembra a mãe.

Quando a doença foi identificada, a garotinha já havia entrado em um quadro de cetoacidose, complicação aguda da diabetes. Ela morreu no dia 18 de abril, após permanecer 37 dias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Valentina foi vítima do tipo 1 da doença, mais comum em crianças e jovens. A ADJ (Associação de Diabetes Juvenil da Região Noroeste Paulista), com sede em Birigui, alerta para o aumento dos casos desse tipo de diabetes. No ano passado, a entidade que atende pacientes de Birigui e região, cadastrou 20 novos doentes. O número de cadastros é 54% maior que os realizados em 2011, quando a associação recebeu 11 novos pacientes.



Recentemente tivemos outro caso de óbito por falta da ponta de dedo no pronto atendimento, dessa vez em Teresina/PI, a pequena Luana de 8 anos poderia nesse instante estar com os seus pais, mas não... 



Existem muitos outros casos que com erro de diagnóstico, infelizmente acontece e muito.. já a Luara que mora em Belém/`PA teve sorte!

Sim! A minha filha em 30 de julho de 2012, foi levada até a sua pediatra com exames de rotina, só que ela estava super magra, bebendo muita água e muita fome, comentei para a médica e perguntei se poderia ser diabetes, a médica disse: -imagina os exames estão todos normais. Sai com o coração apertado, no dia três de agosto ela foi internada, pele e osso, ela sempre foi muito magra para chegar nesse estado não precisou de muita coisa, enfim falei novamente não me deram a devida atenção, internaram e ainda com não bastasse colocaram ela na glicose 24 horas.

Quando chegou o novo pediatra também demorou para descobrir o que ela tinha, eu não sabia mais o que fazer já duas médicas não me deram atenção. Bem o pediatra que atendeu também demorou pedir o exame de diabetes, quando o exame foi realizado ela estava com 780 de glicemia, imediatamente tiram tudo e começaram os procedimentos com a insulina. Por pouco muito pouco não perdi minha filha, essa é uma situação muito difícil e revoltante, ela é atendida pelos hospitais privado, penso que muitos falam que os problemas é só no SUS, mas o problema de diabetes é em todos os lugares. Nossos médicos são despreparados para reconhecer um simples sintoma de diabetes, eu sou mãe e matei na hora o que ela tinha, me pergunto. COMO PODE ISSO ACONTECER?


Não estamos de brincadeira, é para NÃO HAVER MAIS MORTES que nos mobilizamos, queremos chamar a atenção e chegar no legislativo para que o TESTE DE GLICEMIA OBRIGATÓRIO seja protocolo de rotina nos atendimentos em todo Serviço de Saúde.

Só pelo número de visualizações e compartilhamentos do post da campanha, pode-se perceber a importância da obrigatoriedade desse teste  e para isso nem é preciso gastar dinheiro, porque todo pronto atendimento tem um um kit com glicosímetro, com o protocolo o Enfermeiro pode ter acesso a esse aparelho e já ali rapidinho em 5 segundos colher uma GOTINHA QUE SALVA!

Temos uma petição.. só falta UMA PESSOA que nos auxilie com o protocolo!

Petição: Pela obrigatoriedade do Teste de Glicemia Capilar em Hospitais e Prontos-Socorros


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Quantas ainda MORRERÃO? Um furinho no dedo salva vidas!

Mais uma criança morreu por falta de exames complementares em Teresina..

Quantas ainda precisarão morrer para tomarem alguma atitude?

Uma simples ponta de dedo poderia ter salvado a vida dessa menina e de muitas outras..

Leia a reportagem completa no post da Nicole, clicando no link..



quinta-feira, 6 de junho de 2013

Bomba de Insulina - sim ou não?

A bomba de insulina hoje é a terapia recomendada pelo médico ao João Pedro. Ultimamente ouvimos falar muito nela, ainda existem muitos mitos sobre isso.. Para nós foi a melhor terapia adotada até hoje, não tenho como não falar bem dessa experiência.

Mas.. uma pergunta a  bomba de insulina é para todos? Resposta: não é para todos! Existem pessoas que não se adaptam por vários fatores. Para outro tanto de pessoas deu super certo!

Esse artigo da Sociedade Brasileira de Diabetes é interessante: Bomba de Infusão de Insulina - quem pode usar? E aqui tem um teste bem legal: Você está preparado para o SIC?

No Brasil temos duas marcas liberadas pela ANVISA a Roche e a Medtronic, cada qual com suas peculiaridades, na dúvida em qual marcar testar a minha dica é: faça o test drive com as duas e junto com seu médico decida qual a melhor pro seu estilo de vida.

Os telefones para tirar dúvidas e agendar o teste são esses:
Accu-check (Roche) Brasil: 0800 77 20 126 e
Medtronic Brasil: 0800 77 39 200.

O objetivo deste post é esclarecer um pouco sobre a bomba de insulina e para tal contei com a colaboração de algumas pessoas queridas,  ficou longo, mas vale ler até o final! 


Yara Resende Rocha - mãe da Laura / França


A Laura tem 5 anos, diabetes há 2 anos e meio.

Começamos com insulina na seringa, depois nas canetas. Até que, com o controle não adequado do diabetes e um pouco de insistência, colocamos a bomba.

Confesso que fiquei bastante estressada nos primeiros dias. Hoje em dia, não me estressa em nada, porque a parte técnica a gente acaba dominando rápido o que precisa saber.

Pensando objetivamente, como mãe e médica, o que eu acho da bomba: que é muito mais fisiológico na possibilidade de "imitar" o pâncreas. Precisa de mais conhecimento pra administrar, mais atenção. Acho que o grande inconveniente é o risco de desenvolver rapidamente uma cetose, no caso de problema com o cateter, mas isso é contornado com essa atenção a mais. Atenção essa que nos permite de desfrutar da grande vantagem, que é de não ter que picar a criança a cada refeição e poder adaptar com mais facilidade a quantidade de alimento ingerida e a dose de insulina que essa quantidade requer. Essa é a teoria clássica, que na pratica significa muito, na minha opinião, pois permite a criança ter uma vida muito mais próxima do normal, no quesito alimentação. O fato de ter um aparelho conectado no corpo, isso vai depender da capacidade de cada um de administrar isso psicologicamente. No nosso caso, digo à Laura que é como alguém que precisa de óculos, só que óculos é mais frequente... Não sei como ela vai viver isso no futuro, e faço tudo pra prepará-la pra encarar com a maior naturalidade possível. Por enquanto é assim, e funciona.

Laura, o que ela acha...

Não posso dizer que eu saiba exatamente o que ela acha. Na verdade, é como se a bomba não existisse, que fosse só mais uma coisa a gerenciar no dia-a-dia, uma coisa normal. No começo, ela chegou a falar que queria voltar pra caneta, sem que ficasse claro por que. Acho até que é porque incomodava, antes, quando alguém perguntava o que era. Agora, simplesmente respondemos: é uma bomba de insulina. Claro que ela não gosta de trocar o cateter, principalmente porque ela não gosta de usar o adesivo anestésico. Mas tem trocado sem problemas. Só enrola um pouqiinho... Mas agora ela fala claramente que prefere a bomba, acho que porque ela sentiu uma liberdade maior, mais acesso às "comidas proibidas".

Hoje em dia eu acho estranho falar de "comidas proibidas". Isso pra mim não existe mais. O que fica é o mesmo conceito pra todo mundo, de saber equilibrar a alimentação, saber fazer as exceções. Essas escolhas estão muito mais ligadas, na minha opinião, a uma higiene de vida melhor, independente do diabetes. O resto é uma questão de estilo de vida.

Honestamente, a bomba não é o milagre que certas pessoas imaginam. As dificuldades com hipos e hipers persistem. A forma de administrar essas dificuldades é diferente, e essa, acho mais fácil. Tratar uma hipo, por exemplo, podendo parar a bomba e saber que não há quase mais nenhuma insulina no corpo, é muito mais seguro do que tratar uma hipo pouco apos a administração da insulina lenta.

A minha conclusão é que, conhecendo bem a gestão da bomba, dados nutricionais e sendo mais rigoroso na monitorização da glicemia, a gente ganha uma liberdade muito grande com a bomba. Ainda que algumas pessoas se sintam, ao contrario, "presas", porque tem essa "coisa" conectada.

A cada um de fazer sua escolha. Com o médico que confia, claro!


Fernanda Carrasco Bela Brizzi - mãe do Enzo / Paraná


Será que a bomba é a melhor opção para nós? Será que o Enzo está adaptado com a bomba? Será que ele continua espoleta? :) SIMMM!!!



A bomba de insulina não limitou o Enzo em nada!

Clique nos links abaixo e veja dois vídeos do Enzo brincando super feliz com a bomba!

http://www.youtube.com/watch?v=3EnqMyBmJzM

http://www.youtube.com/watch?v=nyib4WVOMAM


Ana Beatriz Linardi - mãe da Alice / Campinas

Alice com 5 anos quando colocou a bomba

Alice hoje com 10 anos, a bomba é a mesma!

Logo que a minha filha foi diagnosticada com diabetes tipo 1, obtive ainda no hospital, enquanto ela estava internada, a informação de que haviam outros tratamentos possíveis, além da terrível seringa que ela havia acabado de conhecer e de detestar. Então com 5 anos de idade, Alice, como a maioria das crianças, não adorou ter que tomar injeções diárias de insulina. Recebemos, depois de alguns dias, uma educadora da Nov Nordisk que, acompanhada da endocrinologista, nos apresentou as canetas e a combinação das insulinas de longa e rápida duração. Saímos do hospital já com as canetas e iniciando a contagem de carboidratos.

Mas ainda no impacto da responsabilidade pela saúde da minha filha, sem ter conhecimentos prévios, nem tampouco com a cabeça direcionada para a área de saúde (somos todos da área de artes na família), resolvi estudar a fundo o assunto e me tornar, pretensamente, (as mães me entenderão), a maior especialista possível em diabetes. Mera pretensão de uma mãe assustada, porém, foi nesse processo de pesquisa e em conversas com a endocrinologista, que tomei conhecimento da bomba de insulina.

A bomba é o tratamento que mais se aproxima do comportamento natural do pâncreas e, sendo adepta das novas tecnologias, me interessei prontamente pelo assunto, obviamente, endossada pela médica responsável.

Assisti a uma apresentação da bomba feita pela Medtronic e decidi aderir ao tratamento.

Alice já estava bem adaptada às diversas “canetadas” diárias. Aliás, ela mesma aplicava a insulina, apesar de ainda estar com 5 anos. Eu tive um problema na escola e comecei uma jornada de desenvolvimento de autonomia da Alice em relação ao diabetes. A escola se recusava a ajudar e, em consequência do descaso e do preconceito sofrido, eu queria que minha filha não dependesse de ninguém, e que pudéssemos, em conjunto, dar conta do recado.

Pensando nisso, somado à sensibilidade da Alice pela insulina, gerando uma variação das glicemias enorme ao longo do dia, resolvemos partir para a bomba.

Lembro que, quando voltamos do hospital, pós diagnóstico, a Alice me perguntou direta e reta: “eu vou ter que tomar insulina para sempre?”. Respondi para ela o seguinte: você vai ter que tomar até que surja uma cura, que ainda não existe. O que vai mudar, é o modo como você vai tomar a insulina e nós sempre procuraremos ver qual é o melhor modo para isso.” Quando fomos fazer o teste drive da bomba, eu já havia contado a ela sobre a bomba e já havia explicado que iríamos fazer uma adaptação, para partir para esse novo modo de tratamento.

Assim foi, A Alice venceu o medo do aplicador de cateter e rapidamente se adaptou à bomba.

Como tudo sempre foi feito junto com ela, ela rapidamente entendeu o funcionamento e passou a operar a bomba ela mesma, com a minha supervisão.

Isso nos tranquilizou porque, na escola, era uma questão dela me ligar e comunicar o que havia comido, e eu já fazia os cálculos dos carboidratos. Bastava informar a bomba a quantidade de carboidrato e pronto, insulina garantida.

Com o tempo, a Alice foi desenvolvendo uma facilidade em calcular ela mesma a quantidade de carboidratos. Ela hoje, é capaz de fazer esse cálculo praticamente a olho. Olha no prato e diz: aqui tem 50 g cho e sempre acerta.

Ela também aprendeu a programar as basais e pilota a bomba com tranquilidade. Isso deu ainda mais autonomia para ela.

A bomba já passou por testes incríveis. Em sendo usada por uma criança a partir dos 5 anos, caiu no chão, caiu na piscina, entrou no chuveiro, desceu por um tobogã sozinha, enfim, e até hoje sobrevive, apenas com um risco profundo no visor.

Às vezes me perguntam se ela não fica incomodada por ter um aparelho conectado a ela 24 h por dia. Não, ela está absolutamente bem adaptada, a presença da bomba já é parte dela. Já vi ela dormindo, ajeitando a bomba da mesma forma que fazemos com as cobertas ou com a roupa de dormir.

Em nada até hoje ela foi privada ou prejudicada por usar a bomba.

O que a irrita às vezes são as repetidas perguntas do tipo: isso é para ouvir música? Por que você usa isso? Você é um robô? Sem isso você morre?

Mas mesmo isso ela tira de letra e, ultimamente tem arrumado respostas bastante criativas. “Sim, sou uma android”, “eu sou um ipod humano”, etc.


Babou Bertin - mãe da Louisa / França


A Louisa tem diabetes desde os 5 anos de idade, quando começou o tratamento com injeções. 

Dois anos depois a bomba de insulina mudou a vida dela!. Ela sempre quis fazer tudo sozinha, aprender, conhecer e gerenciar esta “coisa” que é instalada no corpo dela. 

Ela pergunta uma série de coisas e às vezes fica semanas falando só nisso!. A diabetes é parte da vida dela... hoje com 9 anos de idade ela é uma garotinha feliz, responsável, que conhece muito bem o que deve ou não comer. O flamengo, cavalos...isso é a vida dela. Isto é, a diabetes , “não é uma coisa tão ruim ”, segundo ela, mas as vezes ela pode fazer uma birra danada só para picar os dedos pras glicemias!

A bomba da Louisa é a Anima da Johnson (não é vendida no Brasil), o diferencial é a prova d'água!

video


Silvia Bontempo / São Caetano do Sul


Resolvi usar a bomba quando depois de muitas, tive uma hipo muito severa... até então não me lembrava do que acontecia quando eu fazia hipo, coloquei minha vida e de meus filhos em risco por várias vezes, nesta última vez, fiquei totalmente lúcida e achei que não conseguiria sobreviver àquela situação. 

Foi aí que procurei ajuda, e então meu endocrino recomendou a bomba da Medtronic, eu uso um sensor que é parte da bomba, ele mede a glicose de 5 em 5 minutos, e informa a bomba via bluetooth, a bomba por sua vez, com alerta sonoro, informa se a glicemia está fora do esperado, acima ou abaixo do programado. 

Hoje já tem uma bomba que suspende o basal caso a glicemia esteja abaixo do esperado, evitando assim as hipos. Eu não faço mais hipos, como antes. Faço poucas correções, com o basal e correções apenas para alimentações, sem informar a glicemia, para mim é o suficiente. 

Evito correções depois do jantar, assim evito hipo. Fiquei mais ágil, bem humorada, disposta e menos irritada... 


Espero ter desmistificado a bomba de insulina, a ideia era essa! Meninas que participaram muito obrigada, vocês são 10!

[CAMPANHA 2] TESTE DE GLICEMIA OBRIGATÓRIO

O teste de glicemia tem que se tornar obrigatório!

Conheça a história do fofinho do Gabriel e entenda porque, esse é um dos muitos casos que acontecem..
“Eu tenho 3 filhos – Roger, Guilherme e o Gabriel.

Há 1 ano e 10 meses levamos o nosso filho menor que na época tinha apenas 1 ano e 3 meses para o hospital, chorando desesperadamente e sentindo muita sede e fazendo muito xixi, chegando lá foi atendido pelo médico de plantão.

Disse que o Gabriel estava com um resfriado e medicou com xarope, levamos o nosso bebê para casa e só piorou, na manhã seguinte chamamos outro médico, expliquei tudo o que estava
acontecendo, então o segundo médico mandou eu continuar dando os medicamentos receitados e falou para dar bastante água para ele, que o resfriado passaria em três dias.

Quando chegou a noite meu filho já estava gritando muito, eu não sabia mais o que fazer, então corremos para o pronto socorro novamente, chegando lá o médico de plantão o examinou e logo veio com o diagnóstico era dor de ouvido, medicou com anti-inflamatório, já não acreditava que seria só isso, então falei para o médico que eu não ia sair dali se ele não fizesse um exame mais específico em meu filho.

Então o médico vendo o meu desespero, disse que iria fazer só para me acalmar e poder ir para casa mais tranquila, quando fizeram o dextro nele deu HI, a enfermeira não sabia o que era isso e pensou que estava quebrado o aparelho, buscou outro aparelho que também deu HI, só assim ela foi consultar o médico que imediatamente pediu um exame de sangue, comprovou que meu filho estava com HIPER de 634, ficou internado 4 dias e desde então convivemos com o diabetes tipo 1.

Tentamos ter uma vida o mais próximo do normal. Espero que essa lei seja aprovada porque é um absurdo todos os sintomas que o diabetes tem e mesmo assim passa despercebido pelos médicos, que deveriam ser os primeiros a identificar os sintomas.

QUERO AGRADECER A TODAS AS PESSOAS QUE SE DEDICAM POR ESSA CAUSA QUE É TÃO NOBRE, SÓ QUEM VIVE ISSO É QUE PODE ME ENTENDER, MUITO OBRIGADO, PODEM CONTAR COMIGO PRA TUDO QUE PRECISAREM.

UM GRANDE BEIJO

Sandra – mãe do Gabriel DM1
Curitiba/PR”


Para ler o primeiro post da campanha clique aqui.

A Nicole fez um post bem legal sobre o assunto, vale ler e espalhar! Clique no link abaixo.

Exame de glicemia deveria ser obrigatório em urgências e emergências.

sábado, 1 de junho de 2013

Dois anos de dm!

Pois é nesta data fazemos aniversário de diabetes! Fazem dois anos que o dm entrou em nossas vidas!

Dois anos de João Pedro e o diabetes!


O que posso falar de nossa experiência nesses dois anos.. aceitamos desde o primeiro dia, o João é uma criança como outra qualquer o diabetes não impede de fazer nada temos os cuidados exigidos, mas levamos tudo tão bem que pra gente é assim simples, entrou na rotina!

Sei que seguir o tratamento do diabetes é mais do que importante para manter um futuro sem sequelas, isso não se discute. Mas sou sincera não sigo 100% à risca, não conseguimos pelo nosso estilo de vida e por algumas coisas que acredito serem importantes também na vida do João. Abro algumas exceções sim e nem por isso o tratamento é prejudicado, tenho bom senso e as glicadas sempre estão dentro das metas para a idade dele.

Temos os dias de altos e baixos mas isso faz parte da vida né, com ou sem diabetes. As vezes cansa, reclamamos pois diabetes é todo dia! Se pudesse escolher claro que não queria, não foi uma das melhores coisas que nos aconteceu, mas sem dúvidas nos tornamos pessoas melhores depois do dm.

Com um jogo de cintura conseguimos aliar tratamento e qualidade de vida, o João faz tudo que uma criança típica faz. O fundamental na nossa família é que nossos filhos se sintam bem e sejam felizes e tem dado certo!

Se tivesse que optar entre o diabetes e outra doença crônica, escolheria o diabetes de olhos fechados, pois ele não limita! O mais importante é que meu filho tem vida!

Mas essa é minha opinião, não quer dizer que tem que ser assim para todos!


Queria filmar o João falando como se sente com o diabetes, mas ele não quis, entrando na 'aborrescência'..
Mas concordou em escrever algumas palavras, eis aqui!


Quem nos acompanha desde o início e convive conosco no nosso dia-a-dia, sabe que o diabetes é apenas uma parte da vida do João e não o todo!