sábado, 10 de novembro de 2012

Diabetes: verdade ou mentira?



Existem muitas dúvidas sobre o que é mito e o que realmente é verdade em relação ao diabetes, andei vasculhando pela net e achei algumas coisinhas legais!


  • O diabetes pode ser provocado por razões emocionais? Existe diabetes emocional?
Não. O que podemos observar é um aumento dos níveis glicêmicos (açúcar no sangue), em resposta ao stress emocional, em indivíduos já diabéticos ou propensos à doença. Nesta situação são liberados alguns hormônios que têm a capacidade de elevar a glicose.
  • Pessoas que consomem açúcar tem maior chance de desenvolver diabetes?
Não. O açúcar não causa diabetes. No entanto, é importante frisar que o açúcar é contra-indicado para diabéticos, uma vez que pode levar a grandes elevações dos níveis de glicose circulante.

  • O uso constante de bebidas alcoólicas pode provocar o diabetes?
Sim. Existe um tipo de diabetes decorrente do uso de bebidas alcoólica de forma crônica. Isto pode levar a um quadro de pancreatite e eventual destruição das células beta pancreáticas (local de produção de insulina). Vale lembrar que, mesmo nos casos em que o álcool não foi o causador direto do diabetes, o seu uso excessivo pode levar ao descontrole da glicose.

  • A insulina vicia ou causa cegueira? 
Não. As pessoas não-diabéticas produzem insulina naturalmente e não se tornam viciadas ou cegas por isso. A insulina é indicada para aqueles pacientes que produzem pouquíssima insulina ou que não a produzem. Quem usa insulina deve procurar saber o máximo possível sobre ela, deve fazer maior quantidade de exames domiciliares a fim de ajustar a sua dose aos resultados dos testes, conhecer profundamente sua dieta, não ficar mais de 3 horas sem ingerir algum alimento etc. Usada de forma inteligente a insulina pode melhorar a saúde, reduzir as complicações e até mesmo salvar vidas.

  • O diabetes é contagioso (passa de uma pessoa para outra)?
Não. O diabetes não é uma doença contagiosa. Não se "pega" diabetes como acontece com a gripe, por exemplo. 



  • As pessoas diabéticas de tipo 2, que não dependem de insulina, quando começam a utilizá-la em seu tratamento, passam a pertencer ao grupo dos diabéticos tipo 1 ou insulino-dependentes?
Não. Os diabéticos do tipo 2 que passaram a utilizar insulina continuarão a pertencer ao grupo do tipo 2, a única mudança foi na sua medicação. Esta mudança ocorre quando os comprimidos para o diabetes não mais atuam adequadamente no controle da doença ou ainda quando ocorrem situações especiais como: gravidez, intervenção cirúrgica, doença intercorrente, etc. Nestes últimos casos, na grande maioria das vezes, a insulina será suspensa ao final do evento que deu origem a sua necessidade.

  • Todos os diabéticos estão sujeitos às complicações crônicas (amputação, impotência, doença renal, etc.)?
Não necessariamente. Estudos internacionais mostraram que 75% dos diabéticos poderão evitar as complicações crônicas quando bem controlados, isto é, quanto melhor for o controle menor será a incidência de complicações e seu sofrimento.

  • A hipoglicemia causa lesão cerebral permanente?
Muitos diabéticos deixam de fazer o tratamento adequado por medo de uma hipoglicemia. É preciso saber que o cérebro recupera-se rapidamente de uma hipoglicemia e é improvável que haja lesão permanente mesmo depois de um ataque grave com convulsões. Pode ocorrer uma hipoglicemia muito prolongada numa pessoa que tenha um tumor que estimule uma maior produção de insulina e, se alguém ficar inconsciente durante dias o cérebro não se recuperará completamente. Para os diabéticos não é provável que isto aconteça, uma vez que a insulina diminui depois de poucas horas.

  • Os medicamentos para o diabetes tipo 2 funcionam como uma "insulina em comprimidos"? 
Os comprimidos para o diabetes não são uma insulina em forma de pílulas, o que ainda não existe. Se a insulina fosse tomada como um comprimido, as substâncias produzidas pelo nosso estômago a destruiriam. Daí a necessidade de se utilizar a insulina através de injeções subcutâneas.

  • As pessoas diabéticas não devem ter filhos, certo?
Errado! Os homens e mulheres diabéticos não devem ser impedidos de terem filhos só por causa do diabetes. No caso das mulheres, é necessária uma avaliação prévia minuciosa para verificar se existe alguma complicação que poderia ser agravada pela gravidez, também devem ser orientadas a não engravidar acidentalmente. A decisão de engravidar deve ser comunicada ao médico a fim de evitar complicações para a saúde do bebê e da futura mãe. Já a possibilidade de aparecimento de diabetes nos filhos dos diabéticos tipo 2 é de 33 % e nos filhos dos diabéticos de tipo 1 de apenas 2%.

  • Plantas em forma de chá são eficazes no tratamento do diabetes?
Não. Qualquer planta em forma de chá não apresenta beneficio algum para os diabéticos, como já foi provado por estudos sérios realizados em várias regiões do país por pesquisadores competentes. Não existe plantas que melhoram ou curam o diabetes, algumas até o fazem piorar. Os chás para diabetes não têm qualquer efeito sobre o diabetes que requer tratamento com insulina. 


  • Canela ajuda a controlar o diabetes? 
Não tem nenhum estudo científico que comprove isso. Existem alguns estudos em relação à canela, porém são estudos preliminares, que merecem mais esclarecimentos para provar esse efeito satisfatório. É melhor não seguir nada que não seja comprovado, afinal, trata-se de um problema crônico e qualquer descuido pode piorar a situação.
  • Diabético pode consumir mel, açúcar mascavo e caldo de cana sem problemas? 
Apesar de naturais, estes alimentos tem açúcar do tipo sacarose, maior vilã dos diabéticos. "Hoje, os padrões internacionais já liberam que 10% dos carboidratos ingeridos podem ser sacarose, mas sem o controle e a compensação, os níveis de glicose podem subir e desencadear uma crise. O diabético até pode consumir, mas ele deve ter noção de que não pode abusar e compensar com equilíbrio na dieta. 


  • Alguns alimentos ajudam a controlar os níveis de glicose no sangue auxiliando o tratamento do diabetes?
Sim. Isso por conta do Índice Glicêmico (IG) dos alimentos. Quando um alimento tem o índice glicêmico baixo, ele retarda a absorção da glicose pelo sangue e, portanto estabiliza a doença. Mas, quando o índice é alto, esta absorção é rápida e acelera o aumento das taxas de glicose no sangue. Alimentos integrais, iogurtes sem açúcar, maçã, pera, feijão, lentilha e manga, podem ser considerados indutores deste controle, por isso ajudam a amenizar os sintomas da doença, já os de alto índice, como batata e demais carboidratos, aumentam o problema.
  • Deve-se substituir o açúcar dos alimentos por adoçante?
Os adoçantes foram feitos exatamente para os diabéticos ou para quem está de dieta, porém, para pessoas que não têm nenhuma disfunção, existe um limite para seu uso. O valor diário recomendado de aspartame, por exemplo, é 40 mg por kg, já no ciclamato, este número é bem menor, 11 mg.

  • Dá para evitar a insulina se você não ingere carboidratos? 
Neste caso, depende. O carboidrato eleva a glicemia com mais rapidez, por isso sua ingestão deve ser controlada. No diabetes Tipo 1, é necessária a aplicação de insulina diariamente, já que o pâncreas não produz este hormônio. Portanto, mesmo que não coma carboidratos, precisará aplicar insulina. No caso do diabetes Tipo2, a ingestão da insulina vai depender do nível de glicemia. Se estiver controlado, pode-se parar o uso, porém, só um médico poderá fazer esta avaliação.

  • Estresse ajuda a descontrolar o diabetes?
Sim quando uma pessoa fica nervosa, a sua taxa de glicose sanguínea sobe. Mas isso não acontece só com diabéticos.

  • CONSUMO DE CAFÉ? 
Um estudo do Instituto Nacional de Saúde Pública da Holanda revelou que o hábito de ingestão diária da bebida poderia reduzir as chances de desenvolver o diabetes tipo 2. Com mais de 17 mil indivíduos analisados, os pesquisadores holandeses concluíram que quem costuma ingerir sete doses por dia de café reduz em até 50% as possibilidades de desenvolver a doença em relação aos que ingerem apenas duas xícaras ou menos. Entretanto, a relação de causa e efeito não foi devidamente estabelecida no estudo. Quer dizer, os pesquisadores não conseguiram explicar direito como o café, ou qual das suas substâncias, poderia diminuir os riscos de uma pessoa adquirir diabetes, nem quais seriam os benefícios da bebida no controle da glicose ao longo dos anos. Na verdade, o café é uma bebida que possui substâncias estimulantes, que podem atuar no sistema digestivo. Por isso, o exagero poderia provocar irritação na mucosa do estômago. Porém, isso não contribuiria para afastar o diabetes.

  • FRUTOS DO MAR? 
O argumento de que os frutos do mar podem ajudar no tratamento do diabetes surgiu porque alguns deles, como o camarão contêm dois tipos de minerais: o cromo e o zinco. Acontece que indivíduos portadores de diabetes costumam ter níveis baixos desses minerais no organismo. Embora realmente haja a carência de cromo e zinco, pesquisas já revelaram que a suplementação desses minerais na dieta não melhora o quadro da doença. Além disso, esses estudos ainda são preliminares e merecem uma análise mais profunda. Sem dúvida, os frutos do mar podem ser considerados alimentos pouco calóricos e com menos gorduras. Portanto, sua inclusão na dieta pode ser benéfica por outros motivos, inclusive para a manutenção ideal do peso. Entretanto, isso não confere aos alimentos, por enquanto, o título de protetores contra o diabetes.

  • BATATA YACÓN?
Este é um mito que vem ganhando força até porque alguns cientistas admitem a possibilidade do alimento realmente obter algum resultado interessante no tratamento do diabetes, ainda que os estudos estejam apenas no início. Por algum motivo ainda não esclarecido, a batata Yacón parece possibilitar à pessoa com diabetes ter um aporte calórico maior de carboidratos, sem colocar em risco o controle metabólico. Uma das prováveis razões para justificar a capacidade do alimento de diminuir os níveis de açúcar no sangue seria sua 'fórmula': o alimento apresenta um teor de frutose em 60% de sua composição. Isso poderia auxiliar a diminuição da glicose.

  • DISFUNÇÃO ERÉTIL? 
A complicação pode ocorrer porque a degeneração dos vasos causada pelo excesso de açúcar no sangue é capaz de comprometer a irrigação do órgão sexual masculino, dificultando a ereção. Por isso, a melhor forma de tentar evitar esse problema é por meio do controle da glicemia. Isso significa dizer que, embora a disfunção erétil seja realmente uma das conseqüências do distúrbio metabólico, um paciente portador da doença não vai obrigatoriamente enfrentar a dificuldade. Como regra básica para evitá-la, vale seguir rigorosamente as orientações médicas prescritas.

  • ACUPUNTURA?
A técnica milenar vem ganhando mais adeptos a cada dia no Brasil. Para os pacientes diabéticos, a acupuntura pode ser útil apenas no alívio das dores provocadas pelas neuropatias. No entanto, se for usado como substituta do tratamento usual que inclui dieta hipoglicêmica, administração de insulina ou comprimidos hipoglicemiantes e exercícios físicos, a troca pode ser bastante perigosa.

  • Diabetes é hereditária, não há nada que eu possa fazer para evitar? 
Diabetes tem um fator hereditário, mas no caso do tipo 2, há sim meio de retardar o aparecimento e até prevenir. Bons hábitos de vida, boa alimentação, exercícios regulares e controle do peso aumentam a sensibilidade à insulina e controlam o diabetes tipo 2. Acredita-se que não só os genes, mas os maus hábitos alimentares passados de uma geração para a outra são causa da diabetes do tipo 2. Já o diabetes tipo 1 tem causa desconhecida. Sabe-se que possui alguma influência hereditária, pois há um aumento da probabilidade da doença em pessoas com parentes próximos também diabéticos tipo 1, essa probabilidade aumenta se a pessoa teve a doença na infância. Mas a genética não é a única responsável pelo aparecimento da doença e ela pode ocorrer em pessoas sem nenhum histórico familiar conhecido, as causas do processo que leva ao diabetes do tipo 1 são ainda desconhecidas.

  • Formigas na urina é sinal de que o rim já está falhando? 
Mito. As formigas na urina mostram que deve haver glicose (açúcar) na urina e eram utilizadas como diagnóstico no início da doença. Em geral o diabético apresenta glicose na urina na época do diagnóstico, quando a glicemia está muito alta e quando o controle não está bom, pois o rim elimina o açúcar para tentar diminuir a glicose sanguínea. Os danos nos rins (nefropatia) geralmente acontecem quando a glicemia está alta há muito tempo (alguns anos) e são diagnosticados por exames de proteínas na urina (devem ser feitos pelo menos uma vez por ano) e as proteínas não atraem formigas.



FONTE:
http://www.geocities.ws/adila_rj/diabetes/mitos_verdades_diabetes.html 
http://www.minhavida.com.br/saude/materias/10565-7-mitos-e-5-verdades-sobre-o-diabetes
SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES; LIVRO ALIMENTOS - O MELHOR REMÉDIO PARA A SAÚDE, DE JEAN CARPER, EDITORA CAMPUS 

4 comentários:

  1. A pesar de concordar com muito das afirmações feitas, e considera-las uteis para esclarecimento de muitos mitos, quero ressaltar que existem sim ervas que podem controlar a glicemia e com resultados maravilhosos e sem efeitos colaterais. é claro que não vem a mídia pois são concorrentes direto dos medicamentos já utilizados, infelizmente no Brasil que deveria ser o precursor no estudos das plantas medicinais. É a onde se mais menosprezam o estudo e a utilização das mesmas.
    Países como Alemanha, França e Japão são os que mais pesquisam a importância das plantas medicinais na cura das doenças .Sou Naturopata e a 24 anos com mais de 10.000 mil clientes glicêmicos controlados com um programa de terapias e suplementação alimentar com ervas medicinais.

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    1. Bom dia!
      No caso acredito sim que existam plantas medicinais que ajudem no índice glicêmico, mas no controle da diabetes tipo 2, no tipo 1 somente com insulina pois há falência do pâncreas.

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  2. Olá meu filhote de 7 aninhos foi diagnosticado com diabetes, nos primeiros sintomas ele urinava muito e tomava muito liquida também, com perda de peso excessivo, então busquei informações com amigos e parentes, pediram que eu provasse a urina dele para verificar se estava muito adocicada, isso me acarretará a adquirir diabetes também ?

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    1. Certeza absoluta que não acarreta.
      E procure informações com profissionais de saúde para te orientar, é a melhor opção. ;)

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