quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Insulina Tresiba é aprovada para tratamento do diabetes tipo 1 em crianças a partir de um ano



Anvisa aprova atualização de bula de insulina de ação ultra longa após publicação de estudo que comprova segurança e eficácia do medicamento em crianças com diabetes a partir de um ano de idade

        A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a revisão de bula da insulina degludeca Tresiba® e, agora, o medicamento pode ser administrado em crianças com diabetes tipo 1 a partir de um ano de idade. A atualização representa uma nova opção de tratamento, já que todas as outras opções de análogos de insulina basal disponíveis no mercado são indicadas para crianças com pelo menos dois anos de idade. Tresiba® é fabricada pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk

A revisão da bula aconteceu após a publicação de um estudo1 no periódico científico “Pediatric Diabetes”, que comprovou a eficácia e segurança da administração do medicamento em crianças a partir de 1 ano. O estudo também mostrou que Tresiba® contribuiu para a redução dos índices de hemoglobina glicada e dos episódios gerais de hipoglicemia.

Segundo o endocrinologista Fabiano Griciunas, Gerente Médico da Novo Nordisk, a revisão é uma conquista para os pacientes. “Essa nova opção de tratamento do diabetes tipo 1 em crianças pode proporcionar mais praticidade e qualidade de vida ao paciente e aos familiares, ajudando também na adesão ao tratamento”, afirma o médico.

Disponível no Brasil desde 2014, a insulina degludeca tem como principal característica sua ação ultra longa, que assegura a liberação contínua da insulina por mais de 42 horas no organismo. Com isso, não há necessidade de um horário fixo para a aplicação, oferecendo mais flexibilidade à rotina da pessoa com diabetes, sem que haja comprometimento do resultado do tratamento e sem aumentar o risco de hipoglicemias.

Tratamento do diabetes em crianças ainda é desafio para os pais

Os tipos de diabetes mais comuns são o tipo 1 e o 2. No tipo 1, o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. No tipo 2, o organismo produz insulina, mas as células são resistentes à sua ação. Em crianças, o tipo mais comum é o 1, sendo essa a doença crônica que mais atinge crianças em países em desenvolvimento2. Levantamentos feitos pela Organização Mundial da Saúde apontam que, na década de 90, uma em cada 15 mil crianças tinha a doença. Agora, a proporção é de uma para cada 8 mil.

Crianças com diabetes precisam cuidar da alimentação e ter seus níveis de glicose checados várias vezes ao dia. Esse controle é ainda maior em crianças pequenas, que necessitam de longas noites de sono e cujos hábitos alimentares ainda estão em formação.

Devido à sua ação ultra longa, Tresiba®, que tem duração de mais de 42 horas no organismo após a aplicação, prolonga o efeito de redução do açúcar no sangue. Esse efeito de longa duração é muito importante para os pais, que podem ficar mais tranquilos durante a noite, por exemplo, já que há menos riscos de crise de hipoglicemia. “Os eventos de hipoglicemia que ocorrem durante a noite, na hora do sono, são particularmente preocupantes porque os pacientes podem não identificar os sintomas e, com isso, serem incapazes de mudar o quadro por conta própria. Por isso, insulinas de ação ultra longa são importantes ferramentas no combate a esse problema”, explica Dr. Fabiano.


Sobre Tresiba®
Tresiba® (insulina degludeca) é uma insulina basal de aplicação diária com ação ultra longa de mais de 42 horas.3,4É importante que as pessoas com diabetes tipo 1 e 2 estabeleçam uma rotina de tratamento. A regularidade nos horários de administração da insulina é de extrema importância para o tratamento do diabetes tipo 1 e 2. Quando a administração no horário estabelecido não for possível, Tresiba® irá permitir flexibilidade à rotina.3,5,6 Tresiba®recebeu sua primeira aprovação regulatória em setembro de 2012 e, desde então, foi aprovada em mais de 60 países. Tresiba® foi lançada no Brasil em 2014 e tem indicação aprovada pela Anvisa para tratamento de diabetes mellitus tipo 1 e 2.


Sobre a Novo Nordisk
A Novo Nordisk é uma empresa global de saúde com mais de 90 anos de inovação e liderança no tratamento do diabetes. Sua trajetória deu à companhia a experiência e a capacidade necessárias para ajudar pessoas com outras condições crônicas sérias, como hemofilia, distúrbios do crescimento e obesidade. Sediada na Dinamarca, a Novo Nordisk emprega aproximadamente 42.300 pessoas em 75 países e comercializa seus produtos em mais de 180 mercados. Para mais informações, visite www.novonordisk.com.br,FacebookTwitterLinkedInYouTube.

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Referências

¹ Thalange N, Deeb L, Iotova V, Kawamura T, Klingensmith G, Philotheou A, Silverstein J, Tumini S, Ocampo Francisco A-M, Kinduryte O, Danne T. Insulin degludec in combination with bolus insulin aspart is safe and effective in children and adolescents with type 1 diabetes. Pediatric Diabetes 2015: 16: 164–176.
2 Dannem T, Kinduryte O. What is so different about diabetes in children?. Diabetes Voice 2007: 52: 16-19
3 EMA. Tresiba® summary of product characteristics. Available at: http://www.ema.europa.eu/docs/en_GB/document_library/EPAR_-_Product_Information/human/002498/WC500138940.pdf Last accessed: June 2016.
4 Haahr H, Heise T. A review of the pharmacological properties of insulin degludec and their clinical relevance. Clinical Pharmacokinetics. 2014; 53:787-800.
5 Meneghini L, Atkin SL, Gough SC, et al. The efficacy and safety of insulin degludec given in variable once-daily dosing intervals compared with insulin glargine and insulin degludec dosed at the same time daily: a 26-week, randomized, open-label, parallel-group, treat-to-target trial in individuals with type 2 diabetes. Diabetes Care. 2013; 36:858-864.
6 Mathieu C, Hollander P, Miranda-Palma B, et al. Efficacy and safety of insulin degludec in a flexible dosing regimen vs insulin glargine in patients with type 1 diabetes (BEGIN: Flex T1): a 26-week randomized, treat-to-target trial with a 26-week extension. The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. 2013; 98:1154-1162.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

‘Pâncreas artificial’ deve estar disponível até 2018

Fonte: O GLOBO

Equipamento monitora glicemia e injeta insulina automaticamente, pondo fim às injeções

 Novas tecnologias vão substituir os monitores glicêmicos e as injeções diárias de insulina - Joerg Sarbach / AP
 
RIO — Um dispositivo que monitora os níveis de glicose no sangue em pacientes com diabetes tipo 1 e, automaticamente, ajusta os níveis de insulina injetados no organismo, deve estar disponível comercialmente até 2018, afirma artigo publicado nesta quinta-feira na revista científica “Diabetologia”, mantida pela Associação Europeia para o Estudo do Diabetes. Para que o “pâncreas artificial” seja liberado, faltam apenas pequenos ajustes, como a velocidade de ação da insulina usada, confiabilidade, conveniência, precisão dos monitores, além da segurança cibernética para proteção do aparelho contra ataques hackers.

Atualmente, as tecnologias disponíveis permitem que bombas de insulina façam injeções nos pacientes após a leitura dos monitores glicêmicos, mas os dois componentes não são conectados. De acordo com os autores do experimento, Roman Hovorka e Hood Thabit, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, é a união desses dois dispositivos que fecham o circuito e formam o “pâncreas artificial”.

“Em testes até o momento, os pacientes fizeram avaliação positiva sobre como o uso do ‘pâncreas artificial’ permite um descanso do controle do diabetes, já que o sistema gerencia os níveis de açúcares no sangue de forma efetiva, sem a necessidade de monitoramento constante”, afirmam os autores.

A maior dificuldade encontrada pelos pesquisadores é a variação da necessidade de insulina pelos pacientes, que depende de uma gama de variáveis, como a dieta e os níveis de atividade física. Outro problema é a velocidade de ação da insulina, que não alcança o seu pico antes de 0,5 a 2 horas após a injeção, com o efeito durando entre 3 e 5 horas, o que torna difícil o monitoramento preciso das necessidades imediatas do medicamento.

Existem alternativas para o tratamento do diabetes tipo 1, como o transplante de pâncreas e e células-beta, responsáveis pela produção de insulina. Entretanto, o primeiro procedimento envolve cirurgia e ambos necessitam do uso de drogas imunossupressoras para evitar a rejeição. Dessa forma, o “pâncreas artificial” se coloca como uma solução com menos riscos. Inúmeros testes clínicos estão em andamento, e muitos demonstraram controle glicêmico tão bom ou melhor que o feito com as tecnologias atuais.

“Testes clínicos prolongados, com 6 a 24 meses, e estudos piloto estão em andamento ou em preparação para adultos e crianças. E como esses aparelhos podem ser vulneráveis a ameaças cibernéticas como interferências com protocolos wireless e acesso não autorizado aos dados, a implementação de protocolo de comunicação seguro é essencial”, dizem os pesquisadores.

Já existe um equipamento em análise pela FDA, agência americana responsável pela liberação de medicamentos e alimentos, com aprovação prevista para o início do ano que vem. Um estudo recente do Instituto Nacional de Pesquisas em Saúde do Reino Unido informou que sistemas automáticos devem aparecer no mercado europeu até o fim de 2018.

“Este cronograma será dependente das aprovações regulatórias e da garantia de que a infraestrutura e apoio estarão prontos para os profissionais de saúde”, dizem os pesquisadores. “Dados os desafios para o transplantes de células-beta, essas tecnologias estão, com a inovação contínua, destinadas a fornecer alternativa viável às atuais terapias com bombas de insulina ou de múltiplas injeções diárias”.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

#DescasoDiabetesBrasil: Educar hoje para um futuro saudável! Vamos pra luta?

A campanha #DescasoDiabetesBrasil continua..


Não queremos tratar sequelas, nós queremos evitá-las! A prevenção é a chave para um futuro saudável, chega de descaso! 

Somos uma minoria da população com diabetes nesse imenso Brasil que tem acesso as informações e educação em diabetes, a maioria das pessoas estão tendo complicações, fazendo hemodiálise, amputando membros inferiores, morrendo aos montes, pelo mal controle da doença. Falta insulina e insumos em vários lugares do Brasil, inclusive no Estado de São Paulo. Falta de insulina e medicamentos mata, não é luxo, é sobrevivência. 


Diabéticos sofrem com a falta de insulina em várias partes do país


Sabemos que nosso Sistema Único de Saúde é precário, uma grande parte dos médicos não estão preparados para tratar o diabetes, os insumos e insulinas que deveriam ser fornecidos de forma efetiva faltam em muitos lugares.Verbas são destinadas, mas no meio do caminho se 'perdem' e vemos essa triste realidade. Uma pequena mudança acontece no caso das crianças que na maioria dos casos são atendidas até os 18 anos, depois o diabetes continua e no tratamento tem que se virar via processos administrativos ou judiciais, nem sempre são atendidos.

A cada dez segundos morre uma pessoa com diabetes e a cada cinco segundos uma pessoa fica diabética. Muitas dessas pessoas morrem sem saber que eram diabéticas e as que são diagnosticadas sofrem em hospitais, por pura falta de INFORMAÇÃO!

Para mudar esse quadro nós mães, pais, familiares, diabéticos e qualquer pessoa envolvida nesse mundo azul, devemos nos unir e fazer valer o direito assegurado para o bom controle das glicemias e do tratamento do diabetes, consequentemente forçando a disseminação da informação. Enchendo os órgãos competentes com processos administrativos, via judicial, o que seja.. imaginem centenas, milhares, milhões de processos de uma só vez, seria uma pressão imensa para tomarem alguma atitude, utopia? Não! Deveria ser a realidade mas não é ainda, as pessoas tem vergonha ou medo de exigir seus direitos, se queremos um tratamento igual para todos esse é o caminho.

Não estamos sozinhos, se manifestem, se unam, façam barulho, exijam seus direitos, só assim conseguiremos!

Sozinho ninguém é capaz, mas juntos podemos tudo, R-evolução Azul você pode fazer a diferença, chega de descaso, vamos pra luta?

A Luana Alves do blog a A Diabetes e Eu, está nessa luta, criou o Mapa do Descaso de Diabetes no Brasil, se você já sofreu algum descaso, clique na imagem e dê seu depoimento, a mudança começa assim, por você e todos nós, estamos juntos! Participe, divulgue, compartilhe.


R-evolução Azul: hoje, amanhã e sempre, unidos num mesmo propósito!!!

domingo, 24 de abril de 2016

ADJ Diabetes Brasil realiza Audiência Pública: A realidade do tratamento do diabetes no Brasil e sua judicialização


A ADJ Diabetes Brasil promove no dia 5 de maio, às 10h, a audiência pública: A realidade do tratamento do diabetes no Brasil e sua judicialização, que será realizada no auditório Paulo Kobayashi, na Assembleia Legislativa. Nele, estarão presentes deputados, representantes do Ministério Público e da Defensoria Pública, da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, como também do Ministério da Saúde.

Entre os temas que serão abordados no encontro, estão: Cenário da situação do diabetes no país, A falta de medicamentos e de insumos no panorama nacional, A diferença entre as ações administrativas e judiciais para dispensação dos medicamentos e insumos, entre outros.

No final da audiência, será gerado um documento com o comprometimento dos atores envolvidos no debate a levar as temáticas nas esferas de suas atuações. 30 associações de pacientes com diabetes confirmaram a presença.

Esta iniciativa faz parte do II Programa Nacional de Jovens e Adultos com Diabetes, dando continuidade à articulação da rede de lideranças em diabetes, capacitando os participantes e outros representantes de associações, que se unirão à proposta.

O projeto tem como objetivos: articular a rede para realização de iniciativas, que promovam a melhoria do tratamento do diabetes no Brasil, incentivar a troca de experiências e iniciativas nos municípios e estados, mobilizá-los para realização de campanhas, tornar os participantes polos difusores de informações, principalmente nas redes sociais, orientá-los a chamar a atenção do poder público e promover campanhas de advocacy dentro das associações que representam e estimular a divulgação das ações na mídia. 

Dessa forma, com a união de lideranças de associações do país, o tema diabetes ganhará mais visibilidade no panorama nacional, como também boas práticas serão implantadas para melhorar a universalidade, a equidade e a integralidade do tratamento da pessoa com diabetes no Brasil.

Para esta iniciativa se realizar, contamos com apoio da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, do Instituto do Legislativo Paulista (ILP) e da Federação Internacional de Diabetes da Região da América Latina (IDF SACA).


Sobre a ADJ Diabetes Brasil

Fundada em 10 de março de 1980, a ADJ Diabetes Brasil é uma entidade não governamental, sem fins lucrativos, legalmente registrada no Registro Civil de Pessoas Jurídicas. Seu objetivo é promover educação nesse campo para pessoas com diabetes, familiares, profissionais de saúde e comunidade.

Atende gratuitamente as pessoas com todos os tipos de diabetes, de qualquer faixa etária e classe socioeconômica. Oferece um trabalho integrado realizado por uma equipe multidisciplinar.

Texto:
Jornalista, Vanessa Pirolo

quinta-feira, 21 de abril de 2016

#DescasoDiabetesBrasil, já ouviu falar desse movimento? Nós continuamos!!!!


Somos parte de um movimento popular no Brasil sobre Diabetes. 

No ano de 2016 a OMS - Organização Mundial da Saúde determinou que o dia 7 de Abril, Dia Mundial da Saúde, fosse dedicado ao enfrentamento ao Diabetes no mundo. No Brasil o Ministério da Saúde dedicou o dia a campanhas contra a Dengue. Houve algumas ações internas, mas nada que chegasse ao conhecimento da população de maneira eficaz.

Sofremos com o descaso dos gestores do SUS com falta de medicamentos e insumos, falta de médicos, falta de equipe multidisciplinar de qualidade.

As fotos são um protesto e um pedido de socorro a OMS. Não queremos tratar sequelas, queremos evitá-las, mas para isso o SUS precisa fazer a parte dele. As pessoas com diabetes estão em risco por falta de assistência do governo.

Chega de descaso com as pessoas com diabetes no Brasil.

Criamos um álbum no Facebook com fotos de algumas pessoas que sofrem com esse descaso em território nacional brasileiro, parte representamos no mosaico abaixo.

Mosaico 1 #DescasoDiabetesBrasil
Muitas pessoas se envolveram e estão participando, o movimento vem agregando novos adeptos e atingindo maiores horizontes. União, força de vontade, companheirismo estão traduzidos nessa campanha. Pra quem que imaginou que paramos se engana, continuamos influentes e com muito empenho.

Por amor. Pela vida. Pela dignidade.
Pelo diabetes. Pela saúde. Pelo respeito.

Faça parte dessa R-evolução Azul, por um futuro digno e com qualidade de vida, a hora e o momento é agora, diabetes não é sentença de morte, mas sim um chamado para o reviver a vida com dignidade.

Estamos cumprindo com o nosso dever, cabe aos Gestores Públicos cumprirem com o que lhes é devido, diabetes sem sequelas por um futuro saudável é responsabilidade de todos.

O R-evolução Azul, representados pelos blogs gestores: 


Apresenta para todos o próximo passo do movimento uma Carta Aberta em 3 idiomas, destinada em primeira instância ao Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde, para que tomem ciência do movimento e saibam que não estamos sozinhos. 

Vamos melhorar o futuro de Diabetes no Brasil, continuem participando enviando fotos e compartilhando a Carta Aberta em todos cantos, a união faz a diferença, estamos juntos nessa!!

Link para as cartas na íntegra.

Carta em Português: https://goo.gl/wDcQFz

Carta en la español: https://goo.gl/j957a7

Letter in English: https://goo.gl/aVphX5

domingo, 3 de abril de 2016

Uma experiência com o FreeStyle Libre

Por Yara Resende Rocha, mãe da Laura 8 anos / França


O Free Style Libre (vou usar FSL no meu texto, pra facilitar), surgiu « do nada » aqui na Europa em outubro de 2014. Digo do nada porque foi um lançamento meio surpresa, descobrimos na imprensa leiga, até os médicos foram surpreendidos.

Parecia um sonho e virou mesmo um sonho porque rapidamente eles esgotaram os estoques com a enorme demanda. Bastava pagar e comprar. Não tive nem o tempo de pensar se comprava e já não tinha mais. O ano de 2015 foi quase todo em fila de espera. 

Quando a Abbott percebeu o sucesso (interpretação minha), eles se organizaram e desde o começo de 2016 já está disponível aqui sob encomenda.

Falemos primeiro de PREÇO: 60 euros cada « elemento ». São 2: o leitor, que escaneia a glicemia (a gente compra só ma vez – se não perder, porque já vi casos de perda), e o sensor que instalamos no braço e dura 14 dias. Ou seja, 60 euros pra ter o leitor e 60 euros de sensor pra cada 14 dias.

Se entendi corretamente, já esta chegando aí no Brasil (em maio ?).

Aqui ainda não é reembolsado pelo Governo. Espero que isso mude logo. Recentemente foi aprovado também para crianças, mas conheço muita gente que comprou pros filhos desde 2014. Eu preferi esperar a autorização da médica da Laura (ainda que eu não visse qual era a possibilidade de risco).

Parece que o custo vale à pena se compararmos ao preço das fitas de glicosímetro. 

Primeiro: NÃO FURA OS DEDOS!!! Todo mundo já sabe, mas é maravilhoso isso!!! Maravilhoso, rápido, discreto. E melhor ainda: como a gente pode escanear quantas vezes quiser, fazemos um monte! 
E o controle das glicemias fica mais fino porque podemos seguir a evolução das glicemias em várias situações: quando come isso, quando come aquilo, quando a fazemos o bolus antes, quando fazemos muito antes, quando a gente acorda sem querer durante a noite… é só passar o leitor e conhecemos detalhadamente o perfil das glicemias. O leitor da várias informações, então eu sei que nossa média de scans por dia é de 18!!!!

FIÁVEL? É a grande questão, não é, porque do que adianta se não for fiável? Segunda a Abbott a fiabilidade do FSL é de 96%.

Pra discutir isso, lembremos que o sensor é um « fiozinho » (muito fininho) que fica no subcutâneo, e não no sangue, que é aonde medimos a glicemia. Isso implica em uma diferença potencial. Nas primeiras horas de funcionamento do sensor, temos que considerar que ele precisa de um tempinho pra ficar bem impregnado do meio intersticial; ou seja, demora um pouco (algumas horas) pra que o equilíbrio reflita fielmente o que está se passando no sangue.

Outra coisa óbvia é que, nos extremos de glicemia (hiper e hipo), é provável que a diferença seja maior, pelo tempo que precisa para que essa modificação (aumento ou diminuição) se reflita no interstício (no subcutâneo, aonde está o sensor). E é claro que quanto mais rápida a mudança, mais provável de ter uma diferença entre a leitura do glicosímetro e a do FSL. MAS, pessoalmente não vejo isso como um problema, porque quando é hipo é hipo, e quando é hiper, é hiper – isso ai não tem dúvida, ele não se engana! 

Ou seja, se for hipo, temos que tratar da mesma maneira, se for hiper, é melhor saber o valor exato pra fazermos a correção mais precisa. Nesses casos poemos fazer então uma glicemia capilar também, pra confirmar o valor exato. Mas a recomendação que tive aqui foi: FIM DE GLICEMIA CAPILAR! Minhas fitinhas estão durando meses e meses, faço muito pouco. Quando faço é mais por curiosidade mesmo. Já achei algumas diferenças « importantes », mas nunca achei hipo nem hiper de mentira. Claro que muda se uma hipo é de 40 ou 66; uma hiper de 325 ou de 275. Mas o FSL não vai mostrar uma hipo que não existe (só se vc considerar hipo abaixo de 70, o FSL mostrar 72 e o glicosímetro mostrar 69… mas sem exagerar não é !!?). Mas a grande maioria dos resultados é realmente muito próxima ou igual à do glicosímetro.

AS CRIANÇAS AMAM! Todas, sem exceção! O que é logico! Os adultos também! Adultos pais ou adultos que têm diabetes!

NÃO DOÍ quase nada e é FÁCIL de INSTALAR. O fio é bem fininho e o sistema de aplicação é EXTREMAMENTE simples! Eles foram muito espertos porque essa simplicidade é realmente uma vantagem importante. E só colocar o sensor no aplicador e aplicar. Nenhuma manipulação. Qualquer pessoa pode fazer.

DESCOLA? Com a gente nunca descolou. A Laura já passou uma semana no Marrocos na piscina todo dia, sem problemas. Se vejo que ele tá ameaçando descolar, coloco um adesivo por cima (tipo Hydrofilm, Mepitel etc). Claro que temos que limpar e desengordurar bem a pele antes de aplicar.

O sensor é realmente PEQUENO E FINO. Como uma moeda de 1 real. Mais gordinho, sim. Mas ainda assim é bem discreto. O local indicado (e testado) de instalação é no braço. Já ouvi falar que tem gente que instala na coxa, mas não assino embaixo ! Já ouvi também historias de alergia. Poucas vezes mas ouvi.

Como outros sensores, o leitor mostra uma seta que indica se a glicemia esta estável, subindo rápido, menos rápido, ou descendo (rapidamente ou menos rapidamente). 

Tem também varias funções: média das glicemias, curvas de tendência (por período do dia), gráficos de tendência das glicemias (nas metas ou não), todas as glicemias medidas e média de quantas medições fazemos por dia – e isso nos últimos 7, 14, 30 e 90 dias. 

Tem também a opção de entrar dados como sensibilidade a insulina, etc, pra poder calcular doses, quando a pessoa não usa bomba.


Importante: uma vez que instalamos o sensor, podemos fazer somente 2 scans por dia, por exemplo, o sensor acumula as medidas e passa as informações ao leitor quando escaneamos, o que permite então que ele faça os gráficos e médias. Quero dizer que esses dados são independentes do número de scans que fazemos por dia.

Olha, não tenho NENHUM interesse pessoal no sucesso do FSL mas sou fã incondicional. Além de poupar os dedinhos da minha Laurinha, a principal vantagem que vejo é que a fiabilidade dos dados e facilidade de utilização permitem um controle muito mais fino das glicemias, o que significa melhores resultados e mais saúde pra nossos filhos! 


Sem esquecer que podemos medir mesmo sobre as roupas – até com os casacões de inverno aqui!

Uma coisa bacana também é que cada vez que temos um problema com o sensor, eles nos enviam rapidamente um outro pra repor, sem custos (exceto se for por mau uso, claro).

DESVANTAGENS ? 

- Preço… tem que poder pagar…

- Por mais que seja discreto, pra Brasil aonde vocês usam roupas muito mais leves, fica a tal « moeda » aparente… mesmo sob as roupas, da pra ver a rodinha…

- O leitor é pequeno, perde facilmente! cuidado!!! 

- Outra desvantagem? Não consigo achar!

Pequena informação: de novo: não tenho nenhum interesse no sucesso da Abbott com o FSL. O acesso pra compra é livre, é só se cadastrar. Aqui temos o direito de comprar acho que 4 ou 6 sensores por mês por conta, mas podemos criar quantas contas quisermos. Aconselho esperarem que chegue ao Brasil porque o envio a partir daqui é caro e longo (quanto mais barato escolhermos o modo de envio, mais risco de perda). Infelizmente não posso me comprometer a enviar pra quem quiser, no Brasil. Fico muito feliz que já esteja chegando por ai, para quem quiser (e puder!) aproveitar. Olhem no site da Abbott, tem um link dedicado ao Free Style Libre.


No Brasil pode ser feito o cadastro de interesse em compra clicando aqui.


Agradecimento: 
Yara querida! Obrigada pela disposição em relatar a experiência de vcs com o FSL, como sempre pronta em colaborar com a gente, tenho certeza será útil para as pessoas que nos acompanham.
Gratidão <3

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Novo tratamento com células-tronco pode fornecer a cura para Diabetes Tipo 1

Em 2014, pesquisadores do MIT e de Harvard descobriram como produzir células-tronco pancreáticas, que produzem insulina, em grandes quantidades. A mesma equipe anunciou nesta segunda-feira (25), na revista Nature, que conseguiram implantar as células em ratos que foram geneticamente destinados a sofrerem de Diabetes Tipo 1. De acordo com as informações do experimento, não houve qualquer rejeição às células implantadas.

O que é ainda mais impressionante é que os ratos começaram a produzir sua própria insulina durante o período de 174 dias de estudo, eliminando a necessidade de injeções diárias. Em vez disso, os pacientes que implantarem as células-tronco terão que aplicar injeções poucas vezes por ano.

Este método "tem o potencial de fornecer aos diabéticos um novo pâncreas que é protegido do sistema imunológico", disse o coautor Daniel Anderson em um comunicado. Isso "lhes permitiria controlar o açúcar no sangue sem tomar drogas". Testes em humanos devem começar a ser realizados nos próximos anos.

Fonte: Canaltech / http://goo.gl/8bWRoG
Fonte original em Inglês: Engadget / http://goo.gl/y1cRlh

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