Depois de 4 anos, a bomba de insulina da Alice deu problemas técnicos e teve que ser trocada.
Ontem ao embalá-la para devolução, Alice quis se "despedir":
"Minha primeira bomba! Obrigada, bombinha! Você fez um bom trabalho!"
Brincadeiras a parte, deu para perceber o quanto esse aparelho está integrado na vida dela.
Muitas pessoas ficam impressionadas e perguntam se o fato de carregá-la conectada ao corpo o tempo todo traz incômodo ou limitação.
Posso dizer, pela nossa vivência aqui, que nenhuma. A adaptação das crianças é impressionante.
Essa bomba da Alice tem histórias afinal, está com ela desde que ela tinha 6 anos de idade. Participou de todas as suas estripulias. Sua devolução não poderia passar despercebida.
Damos voltas e voltas e cá estamos novamente com o assunto teste de glicemia obrigatório no atendimento de emergência e urgência, uma gotinha de sangue tão pequena mas que tem um valor inestimável, muitas vezes entre a vida ou a morte.
Esse é mais um caso de diagnóstico onde a gotinha mágica teria feito diferença no primeiro atendimento. Eles moram pertinho da gente, logo vamos nos conhecer, fiquem com o depoimento da mamãe Ana Beatriz, após assine e compartilhe a petição. Obrigada pelo apoio, essa causa é de todos nós!
Eu sou Ana Beatriz, mãe do Bruno de 8 anos a 9 meses diagnosticado com dm1, vou contar um pouco da nossa história:
Em outubro de 2012, meu pai faleceu por complicações de um cirurgia cardíaca meu filho, o Bruno era muito ligado com avô, nós morávamos juntos , eu meu pai, minha mãe mais minha filha de 10 anos. No dia do falecimento, no mesmo horário que meu pai falecia no hospital o Bruno começou a vomitar... (Bruno sempre foi uma criança extremamente saudável).
Levamos ao pronto socorro, colocaram no soro, fizeram exame de urina... diagnóstico: virose, mesmo o exame de urina apresentando cetonas, ainda questionei a médica que me disse porque o soro que ele estava tomando era glicosado, enfim.. nos liberam, prescreveram ainda dramin, voltamos pra casa.
Dieta bem leve ele quase não comeu nada.. A noite o Bruno começou novamente a passar mal, mas queria esperar o próximo dia pra levar a uma consulta na pediatra.. porque estava traumatizada com hospital por ter passado 12 dias com meu pai, mas não teve jeito quando foi 4 horas da manhã o Bruno gritava de dor na barriga, e estava com dificuldade para respirar... coloquei o Bruno no carro e fui correndo ao pronto socorro, onde foi atendido rapidamente e levado a uma especie de UTI pronto socorro, onde já colocaram oxigênio e ate monitoram batimentos cardíacos .. e nesse momento eles me disseram que era caso de apendicite que teriam que operar com urgência, chamaram outro médico especializado e fizeram exames... e viram que não era apendicite.. então me disseram que era uma super bactéria e que teriam que interná-lo e dar antibióticos e foi o que fizeram.... cheguei no hospital as 4h da manhã até as 14h, quando estava internado o Bruno estava muito mal... resolveram fazer o dextro e ai deu 687..
A médica na hora solicitou uma ambulância e nos transferiu para uma UTI pediátrica porque era a unica preparada para atender esse tipo de caso. Quando chegamos na UTI o médico que nos atendeu disse que as próximas horas seriam vitais para o Bruno, ele estava muito descompensado, os índices dele eram muito ruins... esse médico passou uma noite inteira ao meu lado e do Bruno prestando os cuidados, foi ele e a equipe da Santa Casa de Limeira quem salvou meu filho, ele ficou ainda uma semana internado.
Hoje o Bruno é um criança que leva uma vida normal, muito saudável ele mesmo sabe se cuidar, ele faz teste, aplica a insulina, sabe o que pode e não pode comer, os médicos dizem que ele esta ainda na fase lua de mel, porque tem dias que só precisa da insulina Lantus que aplicamos de manhã.
Hoje ele faz MMA todos os dias, quer ser lutador e adora fazer.. o exercício faz com que ele precise menos de insulina, é muito responsável com a alimentação, buscando ser sempre saudável. Claro que de vez em quando quer comer um pouco mais, o que é normal, mas conseguimos controlar.
Bom essa a nossa história, a cada dia uma surpresa e assim vamos levando...Fé e Amor.
Lu Alves, nosso amigo de caminhada e pai da querida Ana Clara, já esteve presente em nosso blog com o post 'Isso é vida" e mais uma vez veio nos visitar, dessa vez com uma reflexão sobre o termo "mãe pâncreas".
Boa reflexão!
O termo "mãe pâncreas", confesso, sempre me causou estranhamento. A princípio, pensei que esse desconforto diante da expressão pudesse ser explicado pela ausência do relativo masculino "pai pâncreas". Nunca vi essa denominação nos blogs temáticos sobre diabetes, tampouco nos fóruns de discussão em redes sociais, nem em qualquer outro lugar! Por quê??! Não existe pai que, tal qual a "mãe pâncreas", ocupa inorgânica e simbolicamente, por força das circunstâncias, a função do órgão humano ora transformado em adjetivo? Sim! Existe! Posso assegurar que sim! "Legislando em causa própria, Sr. Luiz Alves". Pois é... Inicialmente concluí que sofria eu de um sentimento de "injustiça" e deveria reivindicar o adjetivo-órgão que, por "fato e direito", pertencia-me. Vaidades tolas à parte, sinto que ainda que eu tivesse sido agraciado com a desejada alcunha, o tal desconforto permaneceria me incomodando. Então não era apenas uma espécie de inveja vocabular. Nada melhor que uma reflexão após outra... Bingo! O incômodo não vem pela ausência do vocábulo "pâncreas" para o preterido "pai". Mas, sim, justamente pelo contrário: sua presença adjetiva em Mãe! Ora, "Mãe" não necessita de adjetivo algum. Basta-se em si mesmo. Sem carência de complementos de qualquer espécie. "Mãe" é esse monossílabo universo que comporta tantos significados inefáveis que adjetivá-lo não apenas soa feio, mas limita-o e assim o descaracteriza, paradoxalmente. O que antes achava feio, agora me parece, além disso, absolutamente desnecessário... Salve, salve, todas as MÃES e PAIS que sendo o que são vivem o cotidiano ofício de zelar pela vida e saúde de seus filhos DM1. Seremos para sempre assim, seja como for... (Lualves)*
* Luiz Alves Silva é, além de Pai, Poeta, Escritor, Psicanalista, graduado em Letras, pós graduado em Gestão de Pessoas.
Participaram blogs e ativistas sociais de várias áreas da saúde e claro que nós que vivemos o diabetes marcamos presença!
Nós blogueiros de diabetes sempre fomos ativos nas redes sociais e na internet de um modo geral.
Nosso grupo de blogueiros no Facebook existe há mais de um ano, faz tempo que trabalhamos e compartilhamos ideias sobre postagens coletivas, hoje ele está mais forte e unido!
Após nossa participação no 1º Encontro Nacional de Blogueiros, surgiu a ideia de identificação única do grupo blogueiros de diabetes, então foi criada oficialmente a fanpage Blogueiros de Diabetes, onde a missão é ampliar a repercussão dos blogs e fazer com que nossa voz seja ouvida!
A primeira ação foi dar ênfase a Campanha pelo Teste de Glicemia Obrigatório, onde pretendemos que o mesmo se torne protocolo de atendimento nas urgências e emergências, evitando assim mortes por erro de diagnóstico e sequelas pelo uso do soro glicosado, em pacientes que ainda não foram diagnosticados com diabetes.
Para conhecer mais sobre essa ideia acesse os links!
Quem acompanha o blog e nossa página no Facebook sabe que o João Pedro fez o test drive com a bomba de insulina por indicação do médico e se adaptou super bem. A mesma não é para todos, mas para nós fez toda diferença!
Entramos com o processo judicial para a bombinha de insulina no começo de abril, no dia 11/04 recebemos a resposta positiva da liminar e no dia 7 de junho fui retirar na Farmácia da Secretaria da Saúde.
Ao pegar em mãos o kit deu uma sensação de alívio e dever cumprido que não tenho como descrever em palavras, valeu mesmo a espera e se fosse necessário faria tudo novamente!
O melhor tratamento para o diabetes sem dúvida é aquele que mantém um bom controle glicêmico e no qual a pessoa se adapta. O João começou com a insulina NPH, passou pra lantus e novorapid, depois foi a vez da bomba de insulina.
A bombinha mudou a vida do João, aliás de todos nós! Ele sempre encarou o dm super bem, nunca tive maiores problemas, se o diabetes não o limitava antes agora menos ainda.. falo que tenho dois filhos um antes e um depois, a diferença é visível.
Ele é uma criança que aprende tudo rapidinho, alguns meses depois da descoberta do dm já se aplicava e fazia muita coisa sozinho, mas teve uma independência e autonomia com o sistema combo incríveis, parece que a bomba é uma extensão de seu corpo tamanha agilidade e praticidade em manusear. Faz tudo com ela, inclusive jogar futebol só tira pra tomar banho.
Sim, a bomba de insulina requer uma maior disciplina por parte do cuidador e de quem usa, tudo que ingere até uma bala tem que fazer a contagem de carboidratos e mandar a insulina, tem os cuidados com os acessórios trocar nos dias certos, medir a glicemia mais vezes, mas pra nós já se tornou rotina faço tudo rapidinho e o João mesmo já se viu em situações que teve se virar e 'mandou' bem!
Além de toda liberdade proporcionada, trouxe uma ótima qualidade de vida. Antes de dormir geralmente faço um teste de glicemia nele, dependendo do valor da mesma quando usava as canetas tinha que acordá-lo pra comer algo. Com a bomba as noites de sono dele são tranquilas, se a glicemia está alta faço a correção sugerida e pronto. Ontem a noite quando medi estava em 83 mg/dl diminui a basal temporária para 50%, dali 1h30 mais ou menos medi novamente estava em 158 mg/dl passei a basal para 80%. Ás 5h50 fiz outra medição 130 mg/dl, as 7h30 quando acordou estava com 105 mg/dl, perfeito estou aprendendo! São comodidades e segurança que a bomba oferece.
Pela cara saudável e sorriso maroto dá pra perceber a felicidade do meu garotão e isso não tem preço!
Sem apologias, mas não tenho como não falar bem de uma coisa que mudou nossa vida pra melhor, é como comer uma chocolate, você degusta e quando alguém pede opinião, claro que você indica o que lhe agradou!
João Pedro disse que estava com a glicemia baixa e queria testar o novo glicosímetro Select Simple OneTouch - filmei mas não deixou aparecer o rosto, coisas de João!
Muito bacana, ele adorou principalmente por causa do bip de hipo e hiper! Também gostei é super simples de usar, só não curti essa hipo de 44..
Eu recomendaria para as pessoas com diagnóstico recente e para pacientes com diabetes tipo 2.
Para usar é básico, o medidor não possui botões, configurações e codificação, então basta seguir esses passos:
Nossa como já passou o tempo.. veja só nasceu em julho de 2011, engatinhou e agora parece que está começando andar, ainda titubeante em alguns passos, mas caminhando!
O blog surgiu por causa desse gatão lindo que amooo muito! Mas tomou uma proporção maior do que simplesmente relatar a nossa vivência com o diabetes, se tornou um cantinho onde aprendi e aprendo a cada dia.
Nesse espaço conheci pessoas incríveis que mudaram muita coisa em nossa vida pra melhor, só tenho que agradecer por esses 2 anos! Um muito obrigada por quem passa aqui e em nossa página no Facebook e faz a diferença, esse blog também existe por você!
Pra comemorar só quero uma coisa.. que a Campanha pelo Teste de Glicemia Capilar se torne uma obrigatoriedade nos atendimentos de urgência e emergência.
Então nos ajude, assinando a petição e compartilhando com seus amigos e conhecidos, é só clicar na foto!
Fazer o bem, só faz bem! você não tem ideia da diferença que fará na vida de muitas pessoas assinando essa petição, valeu! =]]