segunda-feira, 30 de julho de 2012

Bomba de Insulina Willcare sem registro na ANVISA

A Nicole do blog Minha filha Diabética, fez um post alertando sobre essa bomba sem registro da ANVISA, para as pessoas saberem sobre o risco de adquirir um produto sem registro.

Estou compartilhando aqui na íntegra.


Por Nicole Lagonegro

Me sinto na obrigação de alertá-los.
Muitas pessoas têm interesse em usar a bomba de infusão de insulina cujo custo, não só da aquisição, mas da manutenção é alto. Esse interesse surge a partir da divulgação de informações de usuários que tem sucesso com esse tratamento. Eu sou um exemplo.
Acho ótimo que isso aconteça, assim, mais pessoas passam a ter acesso a essa informação e acabam conversando com seus médicos sobre essa terapia.
Já há algum tempo tenho visto pessoas perguntando sobre a bomba de insulina WILLCARE, cujo preço é 5 vezes mais baixo do que a bomba de insulina mais barata que temos à venda no Brasil.
Essa bomba de insulina de fabricação sul-coreana não tem registro na ANVISA. Não se deixe levar por valores. As únicas marcas que podem comercializar bomba de insulina no Brasil são Roche (Accu-Chek) e a Medtronic. Algumas pessoas têm se aproveitado dos grupo no facebook pra “vender” essa ideia. Eles dizem que não são representantes, porém, auxiliam na compra de algo não autorizado aqui. No site deles, a pessoa que se diz NÂO-REPRESENTANTE e apenas entusiasta, se apresenta sim como representante e ainda passa dados para contato. Ele se aproveita dos relatos das pessoas nos grupos e as adiciona como amigas. Se aproveita de um momento delicado de dificuldade no controle glicêmico para oferecer essa bomba.
Encontrei esse comunicado no site da ANVISA e peço pra que vocês lembrem sempre que uma vida vale mais que qualquer outra coisa. Não há dinheiro no mundo que pague pela vida do seu filho. Existem maneiras de conseguir o tratamento com bomba de infusão de insulina pelo governo. Não se arrisque. Nem arrisque a vida de seu filho. Essa bomba não tem assitência técnica nem médica. Nâo existe treinamento de profissionais pra sua instalação. O médico que se sujeita a instalar algo assim, é de pratica ética duvidosa pra não falar de carater.
Agência suspende propaganda de produtos irregulares
May 27, 2011
 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta quinta- feira (26/5/2011), no Diário Oficial da União, a suspensão das propagandas do produto Bomba de Insulina Willcare em todos os meios de comunicação de massa, inclusive na internet e especialmente no site www.bombadeinsulina.med.br. O produto não tem registro na Anvisa .
A suspensão é definitiva e tem validade imediata após divulgação da medida no Diário Oficial. As pessoas que já tiverem adquirido algum produto dos lotes suspensos devem interromper o uso.
Imprensa/Anvisa
Procon - Sugere: Para denúncias e mais informações os consumidores podem acessar o site da ANVISA.

8 comentários:

  1. Boa tarde,

    Concordo com a sua prudência em relação a pessoas (e também a empresas) que podem se aproveitar da situação. Mas, no caso brasileiro, não se justifica esse monopólio do mercado pela Medtronic e pela Roche, quando se sabe que fora do Brasil existem vários fabricantes com relação custo/benefício muito melhores do que estas empresas gananciosas oferecem.

    Meu filho é DM1 desde setembro desse ano e penso ser importante lutarmos e pressionarmos os poderes públicos para facilitarem a entrada de empresas que possam concorrer com a Roche e a Medtronic, a fim de derrubar os preços desses monopolistas que, claramente, querem se manter os únicos com registro na ANVISA, pois os lucros com essa doença crônica são enormes. Com os preços cobrados pela WillCare, eles vão fazer tudo para denegrir a imagem desta e de outros potenciais concorrentes que pretendem entrar no Brasil.

    Sendo assim, vale à pena investigar mais a qualidade da WillCare e de outras marcas alternativas. Não devemos considerar o registro da ANVISA como critério demarcador único, definitivo e inquiestionávl do bom e do ruim. Isto seria depositar uma excessiva confiança na burocracia governamental brasileira, que não parece dotada de plena isenção. Enfim, não sei se há de fato isenção desse órgão para aprovar apenas o registro de dois fabricantes monopolistas. Por que apenas dessas duas empresas? E as demais estrangeiras? Por que não facilitam a entrada de mais empresas para ajudar um maior número de diabéticos? Lembremos-nos das decisões da ANS quanto a planos de saúde e de outras agências governamentais que nem sempre zelam pelas nossas necessidades e direitos, pois muitas vezes validam os interesses das empresas. Para a Roche e a Medtronic é muito conveniente permanecerem as únicas vendedoras aqui, já que cobram preços muito acima de seus custos de produção, o que não conseguem fazer nos EUA e Europa onde a concorrência com outras existe.

    Cordialmente,

    Miguel Bruno.
    Economista, Doutor em Economia e pai do Luigi de 7 anos portador de DM1 desde setembro de
    2012.
    miguel.pbruno@gmail.com

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    1. Boa Noite Miguel,
      Sou mãe do Igor, DM1 desde de 2009 e usuario de SICI ha 1 ano.
      Concordo com você em todas as questões, praticamente temos um monopolio no que diz respeito a tratamento de diabetes, e bem lucrativo.

      Na epoca em que apareceu este "pai entusiasta" no grupo, eu realmente abri a espaço para se discutir a eficacia da Willcare, eu, como você penso que o valor de uma bomba de insulina e sua manutenção é um absurdo, mas não tive sucesso.
      A grande questão é, para quem não conhece como é usar uma bomba de insulina, falar da willcare, o que se lê sobre a willcare parece muito atraente, pesquisei a fundo na epoca, li manual, quis saber sobre assistencia tecnica, minhas perguntas simplesmente não eram respondidas tecnicamente, ou então o cara ia pesquisar na internet para me responder, até hoje não recebi o video da aplicação como me foi prometido.
      Ora, é a saude do meu filho e sei de todos os riscos que uma pane pode oferecer a ele, pode leva-lo a morte, e qual seria a responsabilidade da Willcare? Nenhuma!

      Nenhum medico toca em alguém que usa algo não certificado pela ANVISA.

      Vivemos num pais em que para se obter insulinas mais modernas pelo SUS, é necessario processo juridico, vivemos num país em que não existe um senso atualizado no real numero de diabeticos, vivemos num país em que crianças que dependem do SUS passam meses com a mesma seringa.
      Vivemos num pais em que medicos recebem favores dos laboratorios para indicar determinada marca de terapia... Vivemos num país onde pessoas não reclamam seus direitos... Diferente de outros países onde tem muultiplas opções de bomba.
      Esse universo é muito mais cruel do se possa imaginar.

      Não acho valido questionar o imperio da Roche e da Medtronic, acho valido olharmos para nós, familiares de diabeticos e diabeticos e perguntar, o que estamos fazendo para mudar isso, faço parte de algum grupo que busca por mudanças? Estou envolvido em algum movimento em prol dos direitos dos diabeticos?

      Só com união podemos mudar tudo isso. Pois o Brasil tem tecnologia e é capaz de produzir tudo o que os diabeticos precisam aqui, em solo nacional.

      Se quiser dar uma olhada nos meus questionamentos ao representante da Willcare passa no meu blog:
      http://eumeufilhoeodiabetes.blogspot.com.br/2012/07/sobre-o-comercio-da-willcare.html

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    2. Miguel, bom dia!

      A Sarah respondeu o seu questionamento e o fez muito bem..

      Vc está ingressando agora neste novo mundo chamado diabetes, quero que saiba que seu pequeno terá uma vida normal como antes, somente com alguns cuidados a mais..

      Se precisar de algo, saiba que pode contar conosco, nem que seja só pra conversar.

      Um abraço pra vcs e força nesta nova etapa.

      Se precisar anote ai meus e-mails
      sil_onofre@hotmail.com
      sonofre9@gmail.com

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  2. Caras Silvia e Sarah,

    Talvez seja o meu "viés" de economista, mas sei que já existem leis de defesa da concorrência neste país e que podem e deveriam ser mobilizadas pelas chamadas agências regulatórias, se o desejassem ou sob algum tipo de pressão popular. Quem nos garante que não estejam acuadas ou atadas pelas pressões e o poder econômico dessas grandes empresas? Então, o questionamento do império da Roche e da Medtronic é de fato válido sim, tanto do ponto de vista econômico quanto social, na tentativa de forçar o Estado brasileiro a exercer uma de suas funções principais – em particular a União - a profundar seu caráter público.

    Devemos procurar saber se os órgãos de defesa da concorrência estão efetivamente atuando como deveriam e se não o fazem, o porquê disto. É preciso que tais órgãos emitam por escrito as razões objetivas que justifiquem a permissão para apenas duas empresas multinacionais operarem aqui, enquanto com isso bloqueiam outras que poderiam fornecer o mesmo produto em condições similares ou até melhores.

    Em suma, torna-se claro que este “império” não está ocorrendo sem a conivência dos órgãos públicos e daí duvidar das ações – se alguma - contra a oligopolização ou monopolização em uma área tão crucial para a saúde dos diabéticos e demais doenças. Acredito que a ANVISA talvez não tenha todos os meios legais para uma política de defesa da concorrência num mercado tão concentrado quanto o farmacêutico e afins. Talvez não seja função dessa agência.

    Mas a questão fica no ar: vivemos uma época de liberalização comercial, há inúmeros produtos importados não essenciais que entram facilmente aqui, em geral bens de consumo das mais diversas procedências e qualidade. Agora, por que os produtos que são precisamente fundamentais para vida humana, como as bombas de insulina, têm encontrado inúmeras barreiras burocráticas que favorecem a concentração do mercado? Não pretendo fazer defesa da Willcare, que ainda não conheço e nem sei se é de fato eficiente e confiável. Mas no site do FDA e em outros de países desenvolvidos, há pareceres favoráveis a outras empresas fabricantes de bombas de insulina confiáveis e que são utilizadas nos EUA e Europa. Será que a “ANVISA” deles é mais permissiva ou irresponsável e não zela pela saúde de suas populações; e apenas a nossa, a de um país ainda subdesenvolvido como o Brasil, seria efetivamente responsável e preocupada conosco?

    Quando morei na França, precisei do analgésico Dipirona (Novalgina) e me surpreendi com a proibição de sua venda lá e por isso não conseguia encontrá-la em nenhuma farmácia de Paris. A razão é que a dipirona oferece risco de agranulocitose (uma alteração no sangue decorrente da baixa de leucócitos) que pode levar pessoas à morte e por isso em países sérios e responsáveis é proibida. Nos EUA foi retirada do mercado e proibida para exportação pelo FDA. Na Austrália, o Departamento de Saúde proibiu sua importação em 1965. Na Noruega também foi retirada do mercado. Fato curioso, pois esse órgão que, em tese, zela por todos nós diabéticos, a ANVISA, permite que esse medicamento seja livremente produzido e vendido por vários fabricantes aqui no Brasil, e o utilizamos em nossas crianças, quase sempre sob prescrição dos pediatras.

    Eu quero apenas me ater ao aspecto econômico, pois ele comanda decisões públicas e governamentais, mas que nos atinge a todos. Renunciar a desenvolver esse front da luta em favor dos diabéticos é se resignar ao papel passivo do próprio Estado brasileiro que parece fingir que não há problema algum, porque não pode ou não quer agir, e, em consequência, termina beneficiando muito mais as empresas do que a nós, os mais fracos nesse mercado e por isso também os mais afetados.
    Abraços fraternos pra vocês e também aos meus novos companheiros de luta,

    Miguel.
    miguel.pbruno@gmail.com

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  3. Miguel,
    Mais uma vez, digo, apenas com união. Estamos diante de uma epidemia, é fato.
    Acho que as coisas não acontecem da maneira em que expos, tomemos como exemplo a epidemia de Aids, o que levou a quebra de patente? a ORGANIZAÇÃO POPULAR, aconteceram foruns regionais, estaduais e nacionais, unidos por um só proposito, tratamento igualitario para todos.
    Ora, não da pra separar as coisas, falar de SICI e não falar de insulinas, agulhas, tiras reagentes.

    As mudanças precisam vir de baixo, primeiro para a grande massa, porque elas refletem os aspectos economicos do Brasil, se eles não tem um tratamento digno, e não se mostram insatisfeitos, porque se preocupar com a minoria que quer tratamento de ponta?

    A medida que as informações vão chegando a maioria que claramente não tem acesso a um tratamento mais moderno, mais eficaz, a pressão popular por avanços no tratamento vão se tornando indispensaveis.
    Recentemente, uma pesquisa revelou que apenas 15% da população diabetica esta devidamente controlada, como tirar isso dos aspectos economicos? Falta de controle gera mais custos aos cofres publicos do que tratamento adequado, são mais internações, mais hemodialise, mais amputações, mais aposentadorias precoces, uma verdadeira devassa no SUS e na Previdencia Social, logo, se 12% da população Brasileira é diabetica, sem contar com menores de 18 anos que não constam no DataSUS, e desse montante apenas 15% esta bem, só existe uma alternativa, ou os 15% auxiliam a maioria em busca de um melhor controle, ou, tudo que esses 15% exigirem, será como dirigir com freio de mão acionado.

    Durante a epidemia da Aids, quando perdemos grandes personaliades, era necessario sair do pais para ser ter um tratamento digno e eficaz, e mesmo assim não adiantava, as pessoas estavam morrendo, porque precisam voltar ao país, os custos eram muito altos, então, os que aindam podiam dar voz as menos favorecidos, começaram a se unir, universidades passaram a desenvolver pesquisas e ficou claro para o governo, eles precisavam fazer algo e hoje, existe tratamento de ponta gratuito para todos os portadores de HIV, a Aids não mata como antes, não é preciso ser rico para sobreviver ao virus, mas o Governo entendeu que, se tinhamos um medicamento e este não surtia grandes efeitos, e que os cofres publicos não podiam pagar os valores cobrados, agiram, e de forma exemplar ao mundo.

    Crianças estão morrendo de diabetes por que medicos não sabem diagnosticar, pessoas estão ficando cegas por que seus medicos não sabem auxiliar no controle da glicemia. MEDICOS NÃO SABEM TRATAR DE PESSOAS COM DIABETES.

    Ano passado fui a uma audiencia publica aqui no RJ, sabe quantos pais de crianças com diabetes etavam presentes? Se tinham 10 eram muitos, sabe quantos representantes de laboratorios estavam presentes? Não dava para contar nas mãos.
    Ve-se por aí o numero de interessados por mudanças.

    Eu sou uma das tantas mães que quase perdeu o filho no diagnostico, verdadeira historia de terror, dentro de um hospital particular, NINGUÉM SABIA TRATAR DIABETES, foi necessario eu pagar um medico particular para assistir o meu filho...
    Essa realidade precisa começar a mudar de baixo, la no primeiro atendimento, no primeiro receituario.

    Acho que realmente se ater as questões Roche e Medtronic, não nos levará enquanto grupo a lugar algum, até mesmo, porque ambas empresas não negociam apenas bomba de insulina e possuem contratos com o Governo, e ambas são MULTINACIONAIS.

    Lutarmos apenas por abertura de mercado de importação, como no dito popular, é gastar munição a toa.
    Não acredito que essa luta seja nossa, a nossa luta é tratamento igualitario e de qualidade disponivel no SUS.

    Deixo aqui um texto, muito bom, que reforça muito bem a minha maneira de pensar:
    http://www.idf.org/ceo-comments-archive/what-hivaids-means-diabetes

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  4. ola,meu nome e laiz tenho diabete tipo 1 e eu nao consigo achar os preço da bomba de insulina alguem me ajuda...tenho 14 anos

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    1. Oi Laiz,me chamo Mary sou mae de uma Diabética tipo 1 há 15 anos e acho que somente encontrará algo a respeito entrando em contato com os representantes dos referidos laboratórios.Sem esse primeiro contato acredito que nao conseguira.Tem um numero em São Paulo que informa de acordo com sua regiao.O contato é: 11-2182-9200 -Medtronic Brasil.Esse é até o momento, o único que mantive contato.Beijos e boa sorte!

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    2. Os fabricantes de bomba de insulina liberados no Brasil são esses:

      Accu-check (Roche) Brasil: 0800 77 20 126 e
      Medtronic Brasil: 0800 77 39 200.

      Qquer coisa estamos por aqui..

      Abraços

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