segunda-feira, 4 de março de 2013

Diabetes: um mal que veio para fazer o bem.

Conheci a Luciana por acaso na internet e essa mamãe que mora em Goiânia é uma guerreira assim como outras mamães... vamos conhecer um pouco de sua história com o diabetes..

"Lembro como se fosse hoje do dia em que os sintomas da DM1 começaram
aparecer na vida da minha filha, Júlia, na época com apenas nove anos de idade.

Fomos ao cinema assistir a estreia do filme Rango, durante a apresentação tive
que leva-la ao banheiro umas quatro vezes, isso sem falar da enorme quantidade de água
que ela bebia. Depois desse dia comecei a observar que ela andava cansada demais,
dormia muito durante o dia e a noite reclamava que as cãibras não a deixavam dormir.
Com o passar do tempo esses sintomas foram se agravando, até que veio o hálito
cetônico. O hálito lembrou o cheiro do hálito do meu irmão, que é diabético (DM1).

Quando senti aquele hálito, comentei com meu marido que achava que ela
estava com diabetes e ele achou aquilo um absurdo. Afinal, aceitar que sua filhinha esta
condenada a passar o resto da vida tomando insulina e se privando de doces, massas...
Não é fácil.

Pois bem, naquele mesmo dia quando cheguei à escola para busca-la. Fui
recebida por uma criança abatida, sem forças e com os lábios brancos. Dali mesmo
eu a levei ao pronto socorro, o diagnostico foi dado em segundos: 512 de glicemia.
Meu mundo desabou, liguei para minha mãe e pedi que ela fosse até lá. Em seguida
comuniquei meu marido do ocorrido enquanto esperava a ambulância chegar para leva-
la até um hospital com recursos para atender uma criança diabética.

Chegando ao hospital o médico que nos atendeu me informou que indicaria uma
endocrinologista para acompanhar o caso após a alta. Foi então que ele me passou o
telefone da Dra. Hercília Cruvinel, um anjo que caiu em nossas vidas. No mesmo dia à
noite a Júlia recebeu alta e fomos para casa. No dia seguinte, logo cedo fomos encontrar
a Dra. Hercília em seu consultório. Ela nos deu uma aula, de umas duas horas, de como
ter uma criança diabética e de como agir em diversas situações. Sai de lá com um monte
de livros, receitas, dicas... Enfim, o aparato inicial necessário para a sobrevivência de
minha pequena daquele dia em diante.

Comecei comprando agulhas, canetas, glicosímetro, fitas reagentes, insulinas,
sache de álcool, entre outros insumos. Depois, comprei os alimentos diet. Foi quando
descobri que o diabetes é uma doença muito cara. Que movimenta uma indústria
capitalista que não tem pressa de encontrar a cura.

Porém, apesar de tudo acho que a DM1 veio para mudar a vida da minha filha e
esse foi o motivo pelo qual resolvi escrever este post. A Júlia estava pesando cinquenta
e nove quilos e minha luta para conseguir tirar o excesso de comida da vida dela era
grande e sem sucesso. Pois ela engordava em um ritmo acelerado. Não tinha autoestima,
se sentia excluída na escola e na sociedade, era vítima de bullying entre os colegas. Eu
como mãe já tinha tentado de tudo: terapia, reeducação alimentar, atividades físicas...
Mas, nada adiantava.

Até que com a diabetes e a dieta restritiva veio à perda de dez quilos.
Conseguimos que ela recupera-se a autoestima. E consequentemente muita coisa mudou
na vidinha dela.

Hoje, um ano e onze meses depois, ela faz natação e com empenho de campeã.
Passou a se alimentar muito melhor. Ela se olha no espelho e gosta muito do que vê. Ela
como todo mundo gosta de receber elogios e desde então recebe vários elogios.

Como o divisor de águas foi o diabetes, a Júlia considera que a doença foi um
mal que veio para o bem. E isso fez com que ela superasse o diabetes na vida dela. Ela
aplica insulina, faz quantas medições de glicose forem necessárias e nunca reclama.
Costumo dizer a ela que: você vive como todo mundo deveria viver, se alimentando
bem e fazendo atividade física diariamente. A única diferença é necessidade de aplicar
insulina.

Não gostaria de ter levado essa rasteira da vida, mas foi nesse momento que
encontramos força para lutar, eu e minha família.

Um abraço a todos e sejamos felizes!

Luciana Barreto ( mãe da Júlia )."

2 comentários:

  1. Ninguém de nós queria essa rasteira da vida...mas já que ela veio é melhor a gente levantar no salto, como a atriz do Oscar e receber o prêmio em pé....que é vê-las com saúde e alegria sempre....mesmo com DM1
    Beijos

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    Respostas
    1. É bem isso né Kellen!
      Amiga na guia acima: "Compartilhe sua história com o dm", tem um relato de uma garota fofa a Lanna vc vai gostar de ler!
      Beijinhos

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