quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Audrey, Marina e o diabetes!!

Conheci a Audrey e sua história de vida com a Marina, sua filhota guerreira, através de um post sobre doação que a Nicole Lagonegro postou ontem no facebook. Hoje trocamos e-mail o dia todo, é uma pessoa maravilhosa e estou postando aqui sua vivência.

Se quiserem entrar em contato com a Audrey podem escrever para o e-mail: audrey.sarkosi@gmail.com, ela vai adorar responder!!

Eis sua história:

Em 14/02/2011 minha filhota Marina foi diagnosticada com Diabetes tipo 1, tinha 2 anos de idade.

Claro que no momento que recebi essa notícia deu aqueles 5 minutos de desespero, bateu revolta de ter aprendido na escola raiz quadrada e não ter tido noções de como tratar de pessoas da nossa família. O sentimento de frustração e impotência me invadiu sem chance de defesa. Depois veio a culpa.  Me perguntei o que fiz de errado? O que poderia ter feito diferente? Como começou isso? Poderia ter evitado?
 Hoje me sinto segura devido ter encontrado a Endócrino Pediatra (Dra. Denise Ludovico), a Juliana Baptista – Nutricionista da Marina, o Edson Santos um Gerente que trabalha aqui no Pão de Açúcar a Nicole, apoio de outros pais que também tem os filhos na mesma situação (e não me esqueço da ajuda da minha família e dos grandes amigos que sempre me apoiaram). Enfim, todos me conscientizaram que a Marina é uma criança como qualquer outra: vai ter desenvolvimento mental, motoro e psicológico, vai poder estudar, trabalhar, passar pela adolescência, curtir baladas, viajar, namorar, beijar bastante, se tornar adulta, ser independente, casar se quiser, ter filhos se quiser, enfim tudo tudo como qualquer outra pessoa.
Continuo pesquisando sobre o assunto, com menos medo que no começo. Nos primeiros dias, eu achava que por mais forte que eu aparentasse ser, não conseguiria dar conta mas tive que ter forças, pela Marina, pelos meus pais, porque eu PRECISAVA ser forte para dar apoio a todo mundo, não me permiti ficar descontrolada.
Como dizem o tempo é rei!
Mas antes da diabetes também houve outros episódios que para falar a verdade acredito que por causa deles que encarei o diagnostico da diabetes não tão abalador:
Sou casada desde 1998, mas evitava porque ainda não tinha digamos que vontade de ser mãe. Aí quando surgiu a vontade, fiz todos os exames para saber se estava tudo ok. Parei de tomar o remédio em um mês e no outro fiquei grávida.  No quarto mês da gravidez tive pressão alta, entrei com medicamento para amenizar a pressão e consegui segurar a gravidez até 31 semanas. Ela nasceu prematura, com 1300 Kg.

Parecia um filhotinho de Calopsita  rsrsrs ...bebê prematuro é muito feio ... essa foto ela já estava com 1800 Kg.
 Tive alta, e ela ficou na UTI Neo Natal para pegar peso. Mesmo com os pontos da Cesárea saia de casa todos os dias as 6h da matina, ia para o hospital e saia de lá as 21h, isso porque a UTI NEONATAL fechava para as mães. Enfim depois de praticamente 1 mês e meio ela veio para casa. Uns dias depois notei um caroço na virilha, levei no pronto socorro e era uma hérnia inguinal, e marcaram a cirurgia para o dia seguinte, pois o médico disse que era bem diferente da hérnia umbilical, pois podia necrosar. Ela operou e ficou bem. Mais uma etapa.

Nesse período todo minha fé aumentava a cada dia, a cada instante pois, a Marina era prova que a obra de Deus é completa, e que Ele sempre está no controle.

Ela até completar 2 anos, apesar de ser uma criança super ativa (saca aquelas crianças que não falam uma palavra é só agem?) vivia doentinha, com crise de bronquite, dor de garganta. Usava amoxilina constantemente. Então junto com o aniversário dela fiz o batismo na igreja católica  na que sempre frequentei. Tudo passou: a bronquite, as infecções na garganta, até o comportamento dela ficou melhor, ela que era uma criança totalmente agitada, ficou mais doce, mais terna, carinhosa.

Em fevereiro deste ano, começou uma dorzinha de garganta, levei no pediatra que a acompanhava desde que nasceu, ele disse que era amidalite, passou um antibiótico, mas não melhorava. Passou 3 dias levei num Pronto Socorro, e lá me disseram para levá-la para um hospital para fazer mais exames. Enfim levei e o diagnostico foi dado: diabetes.

Eu repetia toda hora: MINHA FILHA É GUERREIRA, DEUS É MINHA FORTALEZA E EU SOU UMA ROCHA. Porque meu marido não fazia outra coisa além de chorar, minha mãe que sempre foi uma heroína para mim também chorava o tempo todo, eu não podia contar com outra pessoa. Minha fé aumentou 1000 vezes nesse período, me mantive uma rocha como pedia a todo instante.

Quando consegui botar na cabeça de todo mundo que Deus estava ao meu lado, que o Fábio e minha mãe ficaram fortalecidos, foi a hora que fiquei me perguntando porquê, porquê, porquê. Aí Silvia, que o Senhor me perdoe, mas fiquei com raiva Dele, coisa que hoje não existe mais.... sei que Ele está ao meu lado a todo instante. E a frase MINHA FILHA É GUERREIRA, DEUS É MINHA FORTALEZA E EU SOU UMA ROCHA voltou a minha rotina.

Hoje aceito de boa a diabetes dela, e se eu estou nessa é porque Deus me dá força diariamente para eu estar aqui trabalhando, sorrindo, amando minha família sem me abater ou desanimar.

Hoje passo essa etapa da minha vida para quem está precisando. Já aconteceu de encontrar mães aqui no escritório que estavam chorando pelos corredores porque o filho estava com uma simples dor no ouvido e eu falei: ELE VAI TOMAR ANTIBIOTICO 7 DIAS PARA INFLAMAÇÃO E A DOENÇA VAI EMBORA. EI, OLHA EU AQUI FIRME E FORTE CUIDANDO DA DIABETE DA MARINA QUE NÃO TEM CURA E TÔ FELIZ PORQUE DEUS ME DÁ FORÇA PARA EU ESTAR ASSIM.

Nada na vida é por acaso....e Deus está no controle.
Grande beijo
Aqui sou eu e ela


4 comentários:

  1. Audrey, que bom saber sua história, que bom ver sua fé viva. Fico feliz por vários motivos , e um deles foi em saber que não só eu fiquei com raiva "Dele", tbm me senti assim, foram apenas momentos, mas minha fé assim como a sua não abalou, é aquele tempo que precisamos . Li uma certa vez , que este tempo é um "luto", para nos acostumarmos com a notícia. e concordo plenamente! Que bom que depois de toda luta, e vitória, está firme nos contando sua experiência.
    Continue com essa força.Daniela Torres

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  2. Oi Daniela,

    É complicado a principio entender porque com a gente,

    Perdi ás contas de quantas vezes indaguei PORQUE COMIGO?

    Têm tantas mães que não querem ter filhos e quanto tem fazem tantas barbaridades com os pequenos, ora ou outra a gente vê as manchetes nos meios de comunicação né?! E porque isso acontece com quem almeja tanto por um amor incondicional, que tem dentro de si o sentimento tão bonito da maternidade.

    Acredito que só traz essas respostas, que pode ser pela fé e por tantos outros problemas que nos faz compreender que os nossos apenas um grãozinho perto de outras pessoas. A grande maioria das pessoas realmente são egoístas... é aquele ditado, tem gente que se olha para o próprio umbigo.

    Cresci, amadureci , parei de me incomodar com meus problemas... e olhar mais p/ mundo lá fora... faço o possível p/ deixar uma mãe aflita mais tranqüila e fico feliz quando vejo que os resultados estão sendo satisfatório.

    Como no caso da Silvia que conheci por acaso e já tenho um carinho imenso por ela acredito já já devo estar apaixonada por você também,

    Grande Beijo
    Audrey

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  3. A Audrey é demais mesmo!
    Adoro ela demais!!!!
    Ela me ajuda muito!!!
    Linda!
    Já mandou insumos pra Marcela e estamos nos conhecendo melhor atraves de e-mail tbm!
    grande beijo a todos!

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    1. Nosso mundo Natalia um apoiando o outro, assim como deve ser!!!
      Beijo

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