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segunda-feira, 1 de junho de 2020

9 anos de diabetes

Primeiro de junho é uma data marco em nossas vidas, data do diagnóstico de diabetes tipo 1 na vida do João, dia da primeira agulhada e tantas e tantas e tantas outras, não vou discorrer nessa postagem sobre como foram esses anos, quero apenas registrar a minha visão de mãe, hoje!

Tudo que aconteceu até aqui, me levou a ser a pessoa que sou, é fácil ser mãe de tipo 1? É fácil ser mãe? É fácil viver? Depende, tudo depende do meu olhar, da minha circunstância de vida, do que eu acredito e do que eu quero, posso ver o João como um doente ou posso ver o João com uma condição crônica e tratar disso da melhor maneira possível, como sempre tentei, trazendo saúde e bem estar pra vida dele e pra nossa.

Não sei o que é ter diabetes, mas sei o que é ser mãe de um portador de dm1, e sim, isso cansa, assim como tudo, mas também tem suas recompensas. Escolhi assumir as minhas responsabilidades integralmente, fui uma mãe prática e autoritária até aqui, o que não é sinônimo de autoridade, não significa que errei ou acertei, mas que posso fazer diferente, percebi que faltava amorosidade na vida de meus filhos e sempre é tempo de recomeçar. 

Recomeçando deste ponto, abarcando o que me compete como mãe, isso implica em renúncia, sim a renúncia de muitas coisas, em prol do objetivo que escolhi, nem sempre será gostoso e prazeroso, mas posso tornar agradável. Se eu quero que o João tenha um bom controle de glicemias, se alimente corretamente, faça exercícios, não adianta simplesmente gritar e mandar, ele não vai fazer. É preciso parceria, estar ao lado, fazer junto, abdicar do tempo na rede social, do netflix, chamar pra uma caminhada, adolescente faz cara feia, mas vai rsrs (se não vai, experimenta tirar o celular hahaha), deixar a preguiça e as desculpas de lado e ir pro fogão, preparar uma alimentação saudável, enfim, é só querer e se esforçar. Lá na frente, olhar pra trás e ver que fiz essa escolha conscientemente, já me dá alegria em continuar esse caminho, abraçando tudo isso é como um retorno pra mim mesma, uma volta ao lar que sempre fugi.

Termino essa postagem com um agradecimento a todas as pessoas que de longe ou perto, agregam a nossa vida, mto obrigada <3

Seguimos, com energia e amor, como um girassol, namastê!

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

1% - 14 de Novembro - Dia Mundial do Diabetes

Olá Pessoas!

O foco nesse post não será o diabetes, mas sim, o olhar pro ser humano, quero trazer uma reflexão para mudarmos o olhar.

Temos um vício arraigado dentro de nós, que é re-cla-mar, de sempre ver as situações pelo lado ruim, negativo. Quando nascemos, o que fizemos? Choramos! Crescemos com esse paradigma, ah! se eu chorar e reclamar, vou receber algo que quero. Isso funcionava enquanto éramos bebês, hoje somos adultos e... a maioria das pessoas continua agindo do mesmo jeito, ficou aquele adulto cheio de mimimi, coitadinho e vitimista, um bebezão.

O Universo nos devolve aquilo que emanamos, se eu reclamo, recebo mais do mesmo, eu crio a minha realidade, a responsabilidade de tudo que me acontece, é somente minha, não tem como fugir dessa verdade.

Agora eu te pergunto, o que você está fazendo pra mudar? Como você está agindo? Você sabe o que é ser grato? Ser grato é mudar o olhar. A gratidão nada mais é do que a mudança de olhar. Aí, você vai me falar, mas já sou grato, se alguém faz algo pra mim, eu agradeço. Sempre vou na igreja pra agradecer. Me desculpe, mas isso não é gratidão, é ser educado e fazer oração, são coisas primordiais pra vida também, porém a gratidão vai além.

A gratidão é pegar a nossa realidade de vida, olhar pra ela e perguntar, o que posso fazer hoje, agora, pra melhorar isso? Em vez de reclamar que não tem dinheiro, que a vida tá difícil..., pega essa situação e mude, comece a fazer bolos e vender, por exemplo, a economizar, a sorrir, a estudar, ajudar, sempre tem algo que possamos fazer, é só começar!

E quando você vai e faz, sua vida começa a mudar, o Universo vai te devolver essa mesma frequência vibracional, você vai perceber que a vida fica leve, gostosa e prazerosa, tudo começa a fluir de maneira natural, ah! então, minha vida será uma maravilha. Nem sempre! Mas, você vai entender cada situação como sendo o melhor que poderia ter te acontecido, terá aprendizado, crescimento, sentirá a gratidão e isso vai te dando forças pra seguir, acaba sendo uma delícia viver. O cérebro vai produzindo novas sinapses, o corpo tem maior disposição, tudo ganha uma nova forma.

Te convido a ser cada dia 1% melhor, apenas 1% melhor, vamos hoje, nesse 14 de novembro, ficar um dia sem reclamar, apensas 1 dia pra começar. Depois quero que volte neste post e me conte como foi. Lembra, a cada dia 1% melhor, olhar amoroso, gratidão, sentir, é possível!

Namastê!
Silvia Onofre

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Edição sobre adolescentes: Quero que vocês saibam algumas coisas

Quero que vocês saibam que quando seus filhos adolescentes não aplicam insulina durante uma refeição, eles podem " ter esquecido”. E eles podem “esquecer” muitas vezes.

Quero que vocês saibam que os hormônios são os açúcares de Satanás. Eles causam estragos. Isto não é culpa de ninguém, mas da própria natureza.

Eu quero que vocês saibam que a rebeldia é normal. Provavelmente, vocês se rebelaram nas suas adolescências e os seus filhos farão o mesmo. Se o seu adolescente nunca se rebelou, jogue na loteria neste final de semana mesmo.

Eu quero que vocês saibam que a depressão em adolescentes com diabetes é muito comum. E é algo praticamente esperado.

Mas eu quero que vocês saibam que precisam lutar por eles. Fazer nossos adolescentes irem para a terapia será MUITO difícil e talvez, por um minuto, eles nos odeiem por isso ...

Mas, por favor, saibam que valerá a pena.

A luta pela saúde mental sempre valerá a pena.

Quero que vocês saibam que existem razões pelas quais eles não aplicam insulina durante o lanche na escola, não respondem suas mensagens sobre o controle glicêmico e nem procuram a enfermeira quando deveriam. Embora não queiram falar sobre isto, eles têm os seus motivos para agirem assim. Falem com o Endocrinologista: existe um plano B.

Além disso, é difícil para um adolescente pedir ajuda. Isto para dizer o mínimo.

Quero que vocês saibam que a glicemia afeta muito o comportamento, mas não é certo ser um insuportável o tempo todo. Queridos pais, vocês podem dar limites e estabelecer consequências, mesmo quando os açúcares no sangue não estão cooperando. Mas sejam gentis. Até os adultos ficam irritados quando não se sentem bem.

Quero que vocês saibam que os adolescentes sabem ser oportunistas e, se vocês deixarem uma abertura na janela, eles se espremerão e passarão por ela como um rato atrás da ceia de Natal. Eles irão mentir, irão lhes dar falsas glicemias, irão esconder comida no quarto, e fingirão não serem diabéticos em troca de um momento de normalidade...

E eles farão muito mais do que isto.

Mas eles não estão fazendo isso com vocês. Eles só estão fazendo isso na frente de vocês.

E acredito que essa é a chave para sobreviver à adolescência ...

Não levar nada para o lado pessoal.

O diabetes deles não tem nada a ver conosco mesmo que vivamos só para eles.

Quero que vocês saibam que as falsas glicemias, os "esquecimentos", a rebeldia, as más atitudes ... são mecanismos de enfrentamento para lidar com o que não é apenas uma década difícil, mas sim, uma vida desafiadora.

Ser adolescente é DURO. Ser adolescente com diabetes é injusto. Ponto. Eles sentem as coisas pior do que nós. A raiva, a tristeza e a vergonha ... tudo é mais intenso. Tão intensos que podem se tornar insuportáveis e a única maneira de aguentarem é por meio do amor incondicional de alguém próximo.

E que esse amor incondicional venha de nós!

Não vamos negá-lo por causa de números na tela.

Deixem nossos abraços aliviarem seus fardos ... E se sentirmos que estamos abraçando um porco-espinho, devemos abraçar com mais força ainda…

Só por um tempinho.

Porque a adolescência não dura para sempre.

A puberdade termina.

A vida e o diabetes acomodam-se um pouco.

O diabetes sempre será um sofrimento. Nunca será perfeito. Mas nem sempre será um caos completo como, lamentavelmente, os anos da adolescência são.

Crescer dói.

Aprendemos cometendo erros.

Nossos adolescentes estão aprendendo muito.

E nós também.

Temos que aceitar o fato de não termos todas as respostas. Ninguém as tem. Então, vamos fazer o melhor que pudermos. Amar como melhor conseguirmos. Tentarmos da melhor maneira.

E, como em tudo na vida, o resto se resolverá por si só.

Texto original: Our Diabetic Life

Gratidão Muri e Drê <3
Gratidão pra vc que está lendo aqui.
Namastê!

terça-feira, 23 de abril de 2019

Diabetes, Autismo e Rafael em busca de SensAções!

Escrevo esse texto a pedido de uma amiga querida, que foi uma das primeiras pessoas que eu conheci quando o Rafael ficou diabético, há quase 5 anos. Uma pessoa maravilhosa que me ajudou imensamente, e que me ajuda até hoje. Gratidão eterna, Silvia!


Essa foto é um marco para mim, pq foi a primeira vez que ele soprou a vela do bolo.
Agora, ele já sopra a vela do bolo dos outros 😂😂😂 
Fabi, mãe do Rafinha
Começando do começo... Rafael foi um filho desejado e planejado. Nasceu dia 16/01/2013, quando eu completava 37 semanas de gestação. Um pouco antes do esperado, mas, ele quis assim. Nasceu bem, saudável, logo foi para o quarto e depois para casa.

Teve coisas rotineiras nos primeiros meses, como icterícia, refluxo... Tudo tratado e sem sequelas.

Desenvolveu-se normalmente até 1 ano e cinco meses, quando já andava e começava a falar as primeiras palavras.

Então foi diagnosticado com diabetes tipo 1 e precisou ficar internado na UTI neonatal. Um susto, um trauma para ele e toda a família. Mas, em menos de uma semana estava de volta em casa, quando, ele e a família começaram a se adaptar à nova rotina e responsabilidades.

No meio das novas experiências, medições de glicemias, aplicações de insulina, inseguranças e agradecimentos por tê-lo novamente em nossa casa, começamos a observar que o Rafael parou de desenvolver a fala. Simplesmente não repetia mais as palavras que já conhecia. Começamos uma maratona, médicos, fono, exames... Tudo normal... A orientação era estimular e aguardar que ele iria falar. Mas, Rafael completou 2 anos sem dizer uma única palavra, e nós resolvemos procurar outra opinião médica, já que em definitivo, não era “normal” aquele quadro.

E então, dessa vez, e pela primeira vez, alguém realmente deu importância às nossas aflições arriscando uma suspeita de diagnóstico, que não poderia ser fechada naquele momento. Rafael tinha traços do espectro autista. E, independente de fechar o diagnóstico, precisava de intervenção urgente. Começar as terapias, estimulação correta, com equipe especializada em autismo. Lá fomos nós, começar os tratamentos e as pesquisas sobre o TEA.

Passado o susto inicial, procuramos outras opiniões médicas especializadas, sendo que todos profissionais eram sempre cuidadosos, concordavam que ele tinha os traços, e também em não fechar o diagnóstico, pois era preciso fazer exames, descartar síndromes genéticas, e até investigar a relação com a DM1, já que tudo aconteceu depois da diabetes.

O interessante é que, mesmo diante de um possível diagnóstico de autismo, eu me mantinha calma. Era completamente diferente do diagnóstico da DM1, que veio de supetão, mudando a vida dele e de toda família. Apesar da sensação de “será que um raio caiu duas vezes no mesmo local?”,era diferente. A DM1 é urgente, coloca a vida em risco. O Autismo é lento, com sinais sutis, diagnóstico clínico, por observação. Não há ainda nenhum exame que aponte: É autista. A gente vai vivendo a situação, se adaptando a ela lentamente.

Mais de um ano depois da primeira suspeita, muitos exames (mesmo não havendo exame específico para diagnóstico, fazemos muitos exames para descartar outras hipóteses), muitas terapias, finalmente foi fechado o diagnóstico. Rafael é autista. E aquilo já estava incorporado à família. Não houve pânico, não houve UTI, não houve sofrimento físico. É claro que é um abalo psicológico, mas são situações completamente diferentes: uma, a DM1, coloca a vida em risco, e a outra o autismo, te ensina a refletir, a adaptar, a planejar, a enxergar o que realmente importa.

Hoje, continuamos as terapias, continuamos com a luta incansável na busca de um controle razoável para as glicemias dele. Ele usa bomba de insulina e o sensor libre. E essas tecnologias ajudam imensamente a tornar o nosso fardo um pouco mais leve. Antes, com a caneta, só podíamos dar insulina de 0.5 em 0.5, o que dificultava muito o controle, pois essa dosagem era extremamente alta para ele. Com a bomba, damos doses de 0.1 em 0.1. É muita diferença na busca por um controle ideal. Também mediamos a glicemia capilar pelo menos umas 12, 14 vezes ao dia. E a chegada do libre com a facilidade de medir a glicemia inúmeras vezes sem precisar furar o dedo, acompanhando a tendência da glicemia, foi libertador. Libertador medi-lo várias vezes de madrugada sem ter que acender a luz para furar o dedo, sem ter que pedir a Deus para ele não acordar.

Vimos muita evolução nesses anos que passaram desde os diagnósticos. Não, ele ainda não fala, mas isso, que foi o nosso ponto de partida, deixou de ser prioridade. Hoje nós buscamos uma interação social, uma comunicação alternativa, pois aprendemos que a fala é apenas uma das formas de comunicação. E o Rafael está aprendendo essa comunicação alternativa de uma maneira incrível. A cada dia nos mostra do que é capaz. Com um entendimento cada vez melhor. Nesse ano de 2019 conseguimos tirar a fralda do Rafael. Uma conquista enorme. Estamos sempre em busca de desafios.

O que é mais difícil, nessa situação como um todo? Sem dúvida, o controle da diabetes. Mesmo com toda tecnologia, com todo o monitoramento 24h, costumo dizer que é uma luta desigual. O que funciona hoje, em termos de dose de insulina, não funciona exatamente igual amanhã. Ele pode comer algo hoje e tomar uma dose de insulina, e amanhã fazermos da mesma forma, e o resultado da glicemia não é o mesmo. Não é uma matemática, são muitos fatores que interferem, eu não consigo identificar e controlar todos eles. Então, é monitoramento 24h, mesmo, e estar sempre preparado para uma hipo ou hiperglicemia.

Outro fator que dificulta bastante é que, por causa do autismo, Rafael tem uma mega seletividade alimentar. Não é frescura não, gente, é coisa séria. Ele comia de tudo e foi parando, parando, hoje tem uma alimentação restrita a alguns alimentos que ele aceita, que não são nada saudáveis, ainda mais para uma dieta de pessoa diabética. Ajuda o fato dele não se interessar por doces. No geral não liga para guloseimas, não se interessa.

O fato dele ser assintomático também é um ponto crítico. A glicemia pode estar 50 ou 300 que ele está exatamente do mesmo jeito. Não tem sintomas, ou se tem não sabe expressar. Então, o jeito é medir mesmo, inúmeras vezes durante o dia, ir tomando as providencias para tentar manter a glicemia na média.

Agora, se teve uma coisa boa nisso tudo foi ver a família sempre unida e em busca do melhor. Eu, meu marido e nosso outro filho, Felipe, estamos sempre juntos na nossa missão. Felipe ainda é pequeno, com 9 anos hoje, não tem ainda noção real da situação do irmão. Mas é orgulhoso do irmão e ajuda como pode. Meu marido e eu nos revezamos nos cuidados diários, fazemos “plantão” todas as noites. Cada dia um de nós fica responsável por medir as glicemias durante a madrugada. A família minha e do meu marido também nos ajuda como podem, nos apoiam, e amam o Rafael. Ele é muito querido.

Claro, por causa do Rafael, conhecemos pessoas maravilhosas, fizemos novos amigos... Muitos amigos!! Por exemplo, os pais dos amigos de escola do Rafael viraram nossos amigos. As professoras, as terapeutas, os médicos... São todos muitos queridos, e principalmente, nos incentivam e ACREDITAM no potencial do Rafael. É claro que vez ou outra encontramos alguém sem empatia, mas faz parte.

Para finalizar um ponto lá de cima, quando eu disse que investigamos a relação DM1 x Autismo, não encontramos nada, nenhuma relação. DM1 é uma doença autoimune, metabólica, e autismo é um transtorno, ainda sem causas definidas. Há algumas teorias para o autismo, mas, a causa mesmo, cientificamente falando, ainda não foi descoberta. Não existe nenhum artigo cientifico, nada que ligue DM1 a autismo. O que é certo é que, hoje, nenhum dos dois tem cura. Temos tratamento, mas cura (ou jeito de impedir o aparecimento), ainda não temos.

Hoje, quem olha para o Rafael, vê um menino esperto, inteligente, levado, alegre, e acima de tudo, feliz. Do jeitinho dele, com as limitações dele, com a família que Deus escolheu para ele! [Fabiana Marcato, mãe do Rafael]


Fabi, agora é pra ti!

Tu és uma pessoa que inspira muita gente pra melhor, "quem tem inspiração tem sonho, quem tem sonho tem: ação, quem tem ação tem: coragem, quem tem coragem tem: decisão!
[fonte: dicionário informal] ", 

Gratidão por aceitar o convite!

terça-feira, 16 de abril de 2019

Os Melhores Blogues sobre Diabetes Tipo 1

A smartpatient é uma empresa tecnológica de saúde digital, desenvolveu a aplicação MyTherapy. A MyTherapy tem como objetivo não só apoiar os seus utilizadores para que nunca esqueçam da sua medicação novamente, como também encorajá-los a melhorar o seu bem-estar ajudando a manter registros da sua saúde em geral.

A plataforma com base na Europa, fez uma seleção onde destaca os 11 melhores blogues sobre diabetes tipo 1, segundo a sua visão, não sei quais foram os critérios para análise, por algum motivo o blog João Pedro e o Diabetes é um deles, fiquei feliz e esse reconhecimento é também por todos que nos acompanham, sem isso nada seria possível, fica registrada a minha gratidão!

Essa é a mensagem que recebi: "O meu nome é Júlia e faço parte da equipe smartpatient. Neste momento, estou a desenvolver um artigo para o nosso blogue onde destaco os melhores blogues sobre diabetes tipo 1.

Sendo assim, é com muito prazer que informo que o blogue João Pedro e o Diabetes foi selecionado! Quer pela informação que transmite, o design cativante, a motivação que se nota a cada publicação ou até mesmo pelo tempo em que me perdi nos seus artigos, João Pedro e o Diabetes fará parte do top blogues sobre diabetes tipo 1."

Confira o artigo clicando aqui!

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Suspensa decisão que determinava distribuição de análogos de insulina de longa duração pelo SUS

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, deferiu a Suspensão de Tutela Provisória (STP) 101 para suspender os efeitos da decisão que havia determinado à União, na qualidade de gestora do Sistema Único de Saúde (SUS), a obrigação de implantar protocolo clínico disciplinando a utilização de análogos de insulina de longa duração e a fornecer o medicamento a pacientes que não se adaptam às insulinas tradicionais.

No caso dos autos, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), em recurso de apelação, manteve decisão do juízo da 5ª Vara Federal do Espírito Santo que acolheu ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF) e determinou à União que, além de implantar o protocolo para a utilização da insulina de longa duração, viabilizasse o custeio às Secretarias Estaduais de Saúde dos análogos ao medicamento. Segundo o acórdão do TRF-2, a sentença “alcança todos os portadores de diabetes mellitus refratários aos tratamentos usuais em todo o território nacional”.

No pedido de suspensão formulado ao STF, a União, representada pela Advocacia-Geral da União (AGU), sustentou que a decisões questionadas representam grave comprometimento à economia, à saúde e à ordem públicas e teriam significativo impacto na política pública para o tratamento do diabetes mellitus tipo 1, pois contraria o protocolo do Ministério da Saúde para a doença. Argumentou que, a partir da decisão judicial, foi instaurado procedimento para a implantação de novo protocolo clínico para o tratamento da doença, mas a conclusão foi a de que “não há evidência qualificada de segurança ou efetividade que justifique sua recomendação mesmo em subgrupos específicos de pacientes com diabetes mellitus”.

Ainda segundo a AGU, a sentença permitiria a utilização de fármacos não recomendados pela comunidade médico-científica, o que significaria risco à ordem pública. “A decisão, a pretexto de dar concretude a comandos constitucionais, terminou por restringir o poder-dever de a Administração Pública prestar, em condições de comprovada eficácia e segurança, o mais adequado serviço público de saúde em favor da sociedade”, sustenta.

Decisão

Em sua decisão, o ministro Toffoli observou a existência de um impasse que evidencia o potencial de grave lesão à ordem sanitária, pois, no mais recente protocolo clínico para o tratamento do diabetes mellitus tipo 1 no SUS, consta a recomendação expressa da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) pela não utilização das insulinas análogas de longa duração.

O presidente do STF destacou que, segundo a Lei 12.401/2011, a incorporação de tecnologia no sistema público exige que, “em qualquer caso” haja avaliações sobre sua “eficácia, segurança, efetividade e custoefetividade para as diferentes fases evolutivas da doença ou do agravo à saúde de que trata o protocolo”. Ele explicou que, de acordo com a legislação, o processo decisório no sistema de saúde deve adotar critérios essencialmente pautados em evidências, “e não apenas em impressões ou observações pontuais”. Toffoli observou ainda que o paciente do SUS não ficará desamparado, pois o tratamento medicamentoso para a doença está disponível no sistema desde pelo menos 1993.

O ministro salientou que, embora tenham maior possibilidade de garantir a implementação das diretrizes e princípios do SUS, por impulsionar o debate, as ações coletivas têm, também, maior capacidade de atingir a estrutura das políticas públicas com impactos de ordem financeira, organizacional e decisória significativos. Ele lembrou que, ainda que em cumprimento parcial da ordem judicial, o Ministério da Saúde tem prosseguido na busca de evidências sobre a utilização das medicações determinadas na ação original. “Tenho, portanto, que, no caso, resta demonstrado que a aplicação imediata do integral efeito das decisões de origem teria o condão de atingir, a um só tempo, as ordens sanitária e econômica, razão pela qual é cabível a suspensão dos efeitos antecipatórios das aludidas decisões, até o trânsito em julgado da ordem”, argumentou.

Com essa fundamentação, o ministro suspendeu os efeitos das decisões questionadas até o seu trânsito em julgado, “sem prejuízo da adoção pelo juízo de origem de medidas cautelares que se façam necessárias à solução do impasse técnico-sanitário observado para cumprimento das decisões”. A decisão do presidente do STF confirma liminar por ele anteriormente deferida na STP 101.

Processo relacionado: STP 101

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Accu-Chek Guide


Pessoas tem NOVIDADE no ar, DESCONTO e PRESENTINHO!
[leia até o final pra entender tudinho]

Sabe quando você deseja uma coisa e acontece, então É ISSO!

Chegou o #AccuChekGuidebr um novo conceito em medir a glicemia, ele tem tudooo que a gente quer e precisa:

- pra começar o pote, pode virar de pernas pro ar que não cai NENHUMA fita, é um sonho né, desperdiçar fitas não rola;

- outro ponto legal, a fitinha ‘GRUDA’ no dedo evitando que caia até colocar no monitor;

- agora inserir a fita no monitor e acender UMA LUZ MÁGICA é um deslumbre, medir a glicemia no ESCURO era tudo que você queria né;

- o bonitinho além de tudo é simples de manusear, a área da fita onde vai o sangue aumentou e PASMEM vai menos sangue, uma gotinha minúscula basta, o resultado vem em 4 segundos, nem piscou já revelou o valor da glicemia;

- um GRANDE diferencial, o Guide tem MAIOR PRECISÃO nos testes garantindo uma segurança ímpar;

- tem muito mais coisas que você vai descobrir ao usar, vai adorar!!

A melhor parte tá vindo o desconto e presentinho, aproveite a promoção de lançamento.

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terça-feira, 13 de novembro de 2018

Filhos: Criando seres humanos

Não é sobre diabetes, mas se você é MÃE por favoorrr leia!!!! 


Quanto é duro para uma mãe se ver impotente diante do sofrimento de um filho, não é mesmo? As vezes queremos tomar as dores pra nós, mesmo que seja a coisa mais natural do mundo os filhos passarem por isso. As dores e alegrias de um filho são sentidas e vividas de uma forma muito mais intensa pela mãe.

Essa conexão entre mãe e filho vem pelo cordão umbilical, que é também um cordão de energia. A impotência de não poder fazer nada para diminuir o sofrimento do filho gera uma ferida narcísica de mãe, que sente que tudo pode para proteger o filho. A mãe vive em uma ilusão de que, se o filho estiver por perto, nada de mal irá acontecer a ele. Como se fosse defender o filho de todo perigo, sofrimento e angústia que ele viesse a sofrer. Quando a mãe percebe que não consegue prover essa proteção, vem o sentimento de impotência, incapacidade e falha. É justamente nessa árdua tentativa de ser uma boa mãe, e com esse sentimento de proteção e onipotência, que as progenitoras costumam roubar o poder do filho.

Isso quer dizer que erramos em querer proteger nossos filhos?

Quando a mãe fica presa nessa tentativa de proteção absoluta, ela passa a mensagem para o filho de que ele não é capaz de seguir o próprio caminho. Isso enfraquece e mina a força dele!

A função de mãe é se tornar totalmente dispensável, é fazer de tudo para o seu filho para que depois ele não precise nadinha de você.

Perceba três coisas com isso:

1. O seu filho só vai evoluir quando você permitir que ele ande com as próprias pernas!
Por mais que a gente queira amenizar o sofrimento de um filho, sabemos que esse caminho ele tem que trilhar por si, assim como trilhamos por nós mesmos. É preciso que o seu filho enfrente as próprias dificuldades e angústias, pois essa é a oportunidade que o Universo o presenteou para evoluir enquanto ser humano e se fortalecer. É na dificuldade que crescemos!

2. O seu filho é capaz!

O que tem que emergir é a confiança da mãe em saber que o filho é capaz de viver sua própria história e superar as próprias dificuldades. Isso faz com que a mãe sinta um amor, não mais só de proteção, mas de parceria. Estar junto neste caminho, no qual o filho trilha a sua própria estrada, não para poupar, mas para trazer o aconchego da presença.

3. Há momentos de intervir e há momentos de observar!

O limiar que, nós como mães, precisamos aprender é entre o momento de agir e de observar, quando passamos confiança, o filho resgata a própria potência. Mas quando ficamos na onipotência de achar que podemos sanar todas as dores dos filhos e resolver todos os seus problemas, estamos passando a mensagem de que ele não tem capacidade para isso.


Criar um ser humano não é tarefa fácil, não existe certo ou errado, mas sim aquilo que acreditamos ser o melhor.

Fonte: Maura de Albanesi (texto modificado)

terça-feira, 13 de março de 2018

CONITEC: Incorporação da Bomba de Insulina na lista do SUS, entenda sobre o assunto.


Bom vamos lá! Minha primeira opinião quando li sobre o assunto foi ser contrária a incorporação da bomba de insulina na lista do SUS, já explico, porém analisando melhor, pensei o seguinte: se existe a possibilidade da incorporação dessa tecnologia, vamos lutar por isso. Após teremos que lutar e gritar por outra coisa, que o Estado forneça a EDUCAÇÃO EM DIABETES, pois de que adianta a pessoa ter uma tecnologia na mão e não aplicar os recursos pra utilizar adequadamente, então bora lá, leia e deixe seu parecer consciente para a CONITEC (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS), farei o mesmo.

Detalhe recebi um recado mega especial pra postar aqui no blog: o dono do pedaço!!!


"Já parou para pensar que a bomba de insulina pode ser disponibilizada pelo SUS, permitindo que todo o paciente que necessite dessa tecnologia consiga ter acesso? O primeiro passo já foi dado!

A solicitação para a incorporação dessa tecnologia já aconteceu, porém a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), responsável por avaliar todas as tecnologias em saúde no SUS, foi desfavorável a essa incorporação.

Temos a chance de reverter essa situação e opinar sobre o assunto, pois a 2ª etapa consiste na abertura de uma consulta pública, ferramenta que obtém informações, opiniões e críticas da sociedade a respeito da inclusão ou não dessa tecnologia no SUS.

Se você é a FAVOR da incorporação, deve se atentar ao item 6, DISCORDANDO TOTALMENTE da recomendação e comente porque você é a favor da incorporação da bomba de insulina.

Se você for profissional de saúde, pode contribuir com um parecer técnico-científico, anexando estudos e embasamentos de cunho científico.

Porém, o prazo dessa consulta é curto, e a ferramenta para manifestação estará aberta até dia 19 de março!" 

Deixe sua contribuição  AQUI!

Usa bomba de insulina? Deixe seu relato AQUI!

Dúvidas? Entre no página do #bombadeinsulinaja e se informe!!!



quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Pra todas MÃes - DMs e Não DMs


"Nesse Novembro Azul, falo como mãe de diabético em relação ao que se vê frequentemente nos grupos de discussão.

- Acho a expressão “mãe pâncreas” horrível. Cria a ilusão de que sem a mãe o filho não sobrevive, o que é, na minha opinião, uma crueldade com o filho e só serve para inflar o ego das mamães.

- Detesto também chamar diabéticos de “docinho”. Um “mimo” desnecessário, que reforça o estereótipo do coitadinho e diferentinho. Pois afinal, o trabalho todo não é para diminuir o açucaramento dos “docinhos”? 

- Sim, os diabéticos furam o dedo o dia inteiro, têm que controlar o que comem, aplicar insulina, tem hipos, hipers, etc.desde crianças ou bebês. Essa é a realidade. Mas para que ficar elucubrando como a vida seria maravilhosa sem isso? Sem o diabetes a felicidade plena e a saúde plena está garantida a todos? Quem não tem diabetes não tem problema algum na vida? Só diabetes é a causa do sofrimento no mundo? Drama não melhora nada. 

- Há uma tendência geral em superproteger os pimpolhos e diabetes é um prato cheio para enchê-los de vigilância e cuidados muito acima do que é necessário. Alguns pais acham que o filho tem que ter alguma espécie de compensação porque ficou diabético. Por exemplo: se vai na festa do amiguinho, ganha presentinho porque é diabético. Levar “marmita diet” na festa do amiguinho porque é diabético. A contagem de carboidratos existe para tornar a vida do diabético tranquila em relação à alimentação. A marmita só fará com que ele se sinta “o diferentão” que não pode comer, o que não é verdade.

- Outras manifestações frequentes de “super” mães: Não dormem enquanto os pimpolhos (de 12, 14, 16 anos !!!!) dormem fora de casa ou afirmam orgulhosas que os filhos nunca dormiram fora de casa por serem diabéticos. Algumas ainda aplicam insulina no adolescente grandão porque, no fundo, acham que só elas fazem adequadamente. 

Diabetes é do filho e não da mãe. Autonomia e dignidade, por favor! Depois de uma certa idade eles têm condições de se cuidar e nossa obrigação é orientá-los nesse sentido, não assumir o diabetes como se fosse nosso (dos pais) e assim criar uma dependência forçada. E se eles estão tendo muitas hipers ou hipos incontroláveis, converse com o médico e mude o tratamento, porque não tem que ser assim. Se você quer ser útil realmente, se informe sobre quais os melhores tratamentos para o seu filho e ajude-o a ter autonomia. Estar presente, dar amor e suporte não tem nada a ver com fazer tudo no lugar do filho ou ficar no pé dele puxando o freio de mão do seu desenvolvimento. E isso vale para diabéticos e não diabéticos, porque o que as mães no geral têm feito com os filhos no sentido de superprotegê-los é assustador.

Pronto, falei. 
Bom novembro azul!"

quinta-feira, 25 de maio de 2017

STF ESTÁ DECIDINDO SOBRE FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS PELO ESTADO

ATENÇÃO - PROCESSOS JUDICIAIS


"Acredito que num futuro próximo o fornecimento de medicamento pelo Estado se tornará muito difícil. Mais uma vez a população será penalizada pois o Estado prefere gastar com outras despesas que investir no bem estar da população.

Suas excelências não utilizam o serviço público de saúde e possuem condições de adquirir o que necessitam. Assim, eles não podem entender a realidade do povo."


O STF reconheceu repercussão geral (quando a decisão ultrapassa o interesse das partes e a matéria pode alcançar a sociedade) em dois recursos extraordinários.
O primeiro RE 566471 trata do fornecimento de remédios de alto custo não disponíveis na lista do Sistema Único de Saúde (SUS) e o segundo RE 657718 que trata de fornecimento de medicamentos não registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

já votaram os seguintes ministros:

Marco Aurélio – votou no sentido de o Estado pode ser obrigado a fornecê-los, desde que:
1º - seja demonstrada a imprescindibilidade – adequação e necessidade;
2º - da impossibilidade de substituição do fármaco;
3.º da incapacidade financeira do enfermo e da falta de espontaneidade dos membros da família solidária em custeá-lo, respeitadas as disposições sobre alimentos dos artigos 1.694 a 1.710 do Código Civil, e assegurado o direito de regresso”.

Luís Roberto Barroso votou no sentido: “Quanto à hipótese de demanda judicial por medicamento não incorporado pelo SUS, inclusive aqueles que forem de alto custo, o ministro entende que o Estado não pode ser obrigado a fornecê-lo, como regra geral. “Não há sistema de saúde que possa resistir a um modelo em que todos os remédios, independentemente de seu custo e impacto financeiro, devam ser oferecidos pelo Estado a todas as pessoas”, avaliou.”
Assim, propôs 5 requisitos cumulativos. A saber:
1º - incapacidade financeira de arcar com o custo correspondente;
2º - demonstração de que a não incorporação do medicamento não resultou de decisão expressa dos órgãos competentes;
3º - inexistência de substituto terapêutico incorporado pelo SUS;
4º - comprovação de eficácia do medicamento pleiteado à luz da medicina baseada em evidências;
5º - propositura da demanda necessária em face da União, já que a responsabilidade pela decisão final sobre a incorporação ou não de medicamentos é exclusiva desse ente federativo.
Quanto ao primeiro RE 566471 desproveu e formulou a seguinte tese de repercussão geral: “O Estado não pode ser obrigado por decisão judicial a fornecer medicamento não incorporado pelo SUS, independentemente de custo, salvo hipóteses excepcionais, em que preenchidos cinco requisitos”.

“Já em relação ao RE 657718 – fornecimento de medicamentos não registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) –, o ministro proveu parcialmente o recurso a fim de determinar o fornecimento do medicamento solicitado, tendo em vista que, no curso da ação, o remédio foi registrado perante a Anvisa e incorporado pelo SUS para dispensação gratuita. Em seu voto, o ministro considerou que, como regra geral, o Estado não pode ser obrigado a fornecer medicamentos não registrados na Anvisa por decisão judicial. “O registro na Anvisa constitui proteção à saúde pública, atestando a eficácia, segurança e qualidade dos fármacos comercializados no país, além de garantir o devido controle de preços”, destacou.
Ele propôs a seguinte tese de repercussão geral: “O Estado não pode ser obrigado a fornecer medicamentos experimentais, sem eficácia e segurança comprovadas, em nenhuma hipótese. Já em relação a medicamentos não registrados na Anvisa, mas com comprovação de eficácia e segurança, o Estado somente pode ser obrigado a fornecê-los na hipótese de irrazoável mora da agência em apreciar o pedido de registro (prazo superior a 365 dias), quando preenchidos três requisitos:
1º - a existência de pedido de registro do medicamento no Brasil;
2º - a existência de registro do medicamento em renomadas agências de regulação no exterior; e
3º - a inexistência de substituto terapêutico com registro no Brasil. As ações que demandem fornecimento de medicamentos sem registro na Anvisa deverão necessariamente ser propostas em face da União”.

Edson Fachin provimento parcial do RE 566471. Ele considerou que há direito subjetivo às políticas públicas de assistência à saúde, configurando-se violação a direito individual líquido e certo a sua omissão ou falha na prestação, quando injustificada a demora em sua implementação. De acordo com ele, “as tutelas de implementação (condenatórias) de dispensa de medicamento ou tratamento ainda não incorporado à rede pública devem ser – preferencialmente – pleiteadas em ações coletivas ou coletivizáveis, de forma a se conferir máxima eficácia ao comando de universalidade que rege o direito à saúde”.
Portanto, o ministro Edson Fachin entende que a prestação individual deve ser excepcional, além de ressaltar que para tal implementação deve existir ampla produção de provas, na qual se demonstre que a opção diversa – disponibilizada pela rede pública – decorre de comprovada ineficácia ou impropriedade da política de saúde existente para determinado caso “e que, de outro lado, haja medicamento ou tratamento eficaz e seguro, com base nos critérios da medicina baseada em evidências”.
Assim, o ministro propôs cinco parâmetros para que seja solicitado ao Poder Judiciário o fornecimento e custeio de medicamentos ou tratamentos de saúde. São eles:
1º - necessária a demonstração de prévio requerimento administrativo junto à rede pública;
2.º - preferencial prescrição por médico ligado à rede pública;
3º - preferencial designação do medicamento pela Denominação Comum Brasileira (DCB) e, em não havendo a DCB, a DCI (Denominação Comum Internacional);
4º - justificativa da inadequação ou da inexistência de medicamento/ tratamento dispensado na rede pública;
5º - e, em caso de negativa de dispensa na rede pública, é necessária a realização de laudo médico indicando a necessidade do tratamento, seus efeitos, estudos da medicina baseada em evidências e vantagens para o paciente, além de comparar com eventuais fármacos fornecidos pelo SUS.

Quanto ao RE 657718 [medicamentos sem registro na Anvisa], o ministro Edson Fachin votou pelo total provimento do recurso para determinar, no caso concreto, o fornecimento imediato do medicamento solicitado, tendo em vista que durante o trâmite do processo tal remédio foi registrado e incluído no âmbito da política de assistência à saúde. Segundo ele, ao normatizar as regras de segurança, qualidade e eficácia, a Anvisa garante a participação de empresas e consumidores no mercado de medicamentos em condições mais equilibradas.
De modo geral, o ministro considerou que para que a garantia do direito à saúde seja materializada pelo Poder Judiciário devem ser observadas, de modo não cumulativo, algumas premissas: 1) controle de legalidade (não deve haver erro manifesto na aplicação da lei, nem pode existir abuso de poder); 2) controle da motivação (aferir se as razões do ato regulatório foram claramente indicadas, estão corretas e conduzem à conclusão a que chegou a administração pública); 3) controle da instrução probatória da política pública regulatória (exigir que a produção de provas, no âmbito regulatório, seja exaustiva, a ponto de enfrentar uma situação complexa); e 4) controle da resposta em tempo razoável (que impõe à agência o dever de decidir sobre a demanda regulatória que lhe é apresentada, no prazo mais expedito possível).

O ministro propôs a seguinte tese: “No âmbito da política de assistência à saúde, é possível ao Estado prever, como regra geral, a vedação da dispensação, do pagamento, do ressarcimento ou do reembolso de medicamento e produto, nacional ou importado, sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa”.


sexta-feira, 19 de maio de 2017

FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS QUE NÃO ESTÃO NO ROL PREVISTO NA PORTARIA N.º 2.982/2009 DO MINISTÉRIO DA SAÚDE

NOTA SOBRE PROCESSOS JUDICAIS

ESTADO: FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS QUE NÃO ESTÃO NO ROL PREVISTO NA PORTARIA N.º 2.982/2009 DO MINISTÉRIO DA SAÚDE




O que representa para a população a decisão do STJ que afetou o julgamento do REsp 1.657.156/RJ sobre fornecimento de medicamentos que não estão incluídos na referida portaria?

Determina o inciso II, do artigo 1.037 do CPC que o relator do recurso determine a suspensão de todos os processos pendentes que versem sobre o mesmo tema. E, foi o que relator determinou.

Assim, o que for decidido servirá de orientação para todos os demais processos em andamentos.

Com a determinação da suspensão dos processos os juízos de todo país deverão obedecer. Não obstante, o código de processo civil nos artigos 314 e 300 prevê que os magistrados decidam sobre atos urgentes para evitar dano irreparável.

Deste modo, caberá ao autor demonstrar a urgência da medida que justifique a intervenção.

Destacamos que o STF está para julgar recursos que tiveram repercussão geral reconhecida o que significa que esta deverá ser seguida por todos os juízos. E o que se desenha não é bom, mas isso em breve.


Outros links relacionados:


Direitos das Crianças com Diabetes (medicamentos e insumos)

sexta-feira, 5 de maio de 2017

MEDTRONIC BUSCA CORREDORES DE TODO O MUNDO PARA COMPOR O TIME GLOBAL CHAMPIONS 2017

  • Inscrições abertas até 12/05: www.medtronic.com/globalchampions
  • Atletas selecionados ganham kit e viagem para a maratona Medtronic Twin Cities ou a corrida Medtronic TC de 10 milhas em outubro
  • Até 20 pessoas que se beneficiam do uso de tecnologias médicas serão escolhidas para integrar o time Global Champions 2017

"Celebrando atletas globais que se definem pelo espírito, não por suas condições de saúde"

A Medtronic, líder global em tecnologia médica, acaba de abrir as inscrições para o time Medtronic Global Champions 2017. O programa reconhece atletas amadores que conquistaram novas perspectivas de vida ao mudar suas condições de saúde e retornar à vida ativa com a ajuda de soluções e tecnologias médicas.

Até 20 pessoas serão selecionadas para o time por um comitê da Medtronic e representantes da ONG Twin Cities in Motion, uma organização sem fins lucrativos que organiza a prova Medtronic Twin Cities. Os indivíduos selecionados receberão um kit de corrida para si e um convidado (seja a maratona Medtronic Twin Cities ou a corrida Medtronic TC 10 milhas), além de pacote de viagem que inclui passagem aérea, hospedagem e uma série de eventos para o Global Champion e seu convidado. Os candidatos devem se certificar que discutiram a participação na corrida com seus médicos.

Os atletas do time Global Champion devem ter realizado implante de equipamento, terapia ou procedimento médico para tratar doenças do coração, acidente vascular cerebral (AVC), diabetes, câncer, dor crônica, problemas de coluna ou neurológicos, obesidade ou doenças gastrointestinais ou urológicas. Não há restrições sobre o fabricante dos equipamentos, terapias ou procedimentos médicos.

Nossa seleção de Global Champions mostra ao mundo que a vida com uma condição de saúde pode ser ativa com a ajuda de tratamentos, soluções e tecnologias médicas de qualidade”, diz Rob Clark, vice-presidente de marketing e comunicações globais da Medtronic. “Enquanto nós honramos os Global Champions, também oferecemos uma plataforma para que consigam alcançar outras pessoas vivendo em condições e circunstâncias médicas semelhantes. Ao compartilhar suas extraordinárias histórias com o mundo, nós esperamos educar, inspirar e encorajar as pessoas para que tomem atitudes para melhorar sua própria saúde”.

A prova Medtronic Twin Cities 2017 acontece de 29 de setembro a 1º de outubro. Inscrições e informações completas para participar do time Global Champions 2017 estão disponíveis no site medtronic.com/globalchampions. O prazo para as inscrições é 12 de maio de 2017.

Sobre a Twin Cities in Motion
A Twin Cities in Motion organiza os principais eventos de corrida da região de Minneapolis (Minnesota), incluindo a maratona Medtronic Twin Cities, uma das 10 principais corridas de rua dos Estados Unidos. Com a missão de promover um estilo de vida saudável com eventos de corrida e campanhas de conscientização, a TCM tem orgulho em patrocinar iniciativas esportivas para jovens e atletas profissionais. Coletivamente, a TCM e outras ONGs parceiras que arrecadam fundos em eventos beneficentes oferecem mais de US$ 1 milhão para uma grande variedade de causas. Visite TCMevents.org para mais informações.
  
Sobre a Medtronic 
Como líder global em tecnologia, serviços e soluções de medicina, a Medtronic melhora as vidas e a saúde de milhões de pessoas a cada ano. Nós usamos nosso profundo conhecimento clínico, terapêutico e econômico para abordar os desafios complexos enfrentados pelos sistemas de saúde atualmente. Vamos levar os cuidados de saúde Juntos, além. Saiba mais em MedtronicBrasil.com.br.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Amigos do Diabetes - Piracicaba





Você sabia que 13 milhões de Brasileiros são portadores de Diabetes mellitus - 6,9% da população? (SBD, 2016)

Já pensou que sua história de aprendizado e superação pode ajudar muitas outras pessoas a viver melhor com Diabetes mellitus?

Participe da Campanha: Sim, eu tenho e quero contar minha história de superação!

Envie para amigosdodiabetes@gmail.com sua história contendo:
nome, idade, cidade, profissão ou atividade, foto, história e autorização de publicação* (texto abaixo) até o dia 24/11/16. No dia 25/11 faremos a publicação das histórias e imagens na fanpage Amigos do Diabetes Piracicaba.

*Eu autorizo a utilização da minha história e imagem para publicação na Campanha "Sim, eu tenho e quero contar minha história de superação!" na fanpage Amigos do Diabetes Piracicaba.

Contamos com vocês!

Juntos somos muito mais fortes!

Conheça e curta a nossa página Amigos do Diabetes - Piracicaba e fique por dentro das atualizações.

#amigosdodiabetespiracicaba #juntos #unidospelodiabetes
#historiasdesuperacao #simeutenho #viverbemcomdmepossivel
#saudepiracicaba #prevencao

domingo, 16 de outubro de 2016

Sábado 08/10/2016, uma doçura de encontro!!!


No sábado, oito de outubro, participamos do 4º Encontro de Blogueiros organizado pela Roche Diagnóstica em parceria com a Cozy - Diabetes + Leve e foi tudo de bom!

O tema foi alimentação saudável refletindo no bom controle glicêmico e claro colocamos a mão na massa, fomos todos pra cozinha: divertido, interativo com muito aprendizado, dança e brincadeiras, fizemos um almoço mega gostoso e nutritivo, a protagonista foi a contagem de carboidratos desde a preparação dos pratos até a degustação, pois a contagem é peça primordial num tratamento de diabetes. 

No portal de Bem Com a Vida, a Roche está disponibilizando um curso online gratuito de contagem de carboidratos, logo mais deixarei o link na página João Pedro e o Diabetes no Facebook, é só passar por lá. 

Uma coisa que o diabetes nos proporcionou foram as doces amizades, de perto, de longe, mas só fisicamente, porque estamos unidos por algo mais forte, o coração! Não saberia viver hoje sem essas pessoas em minha vida. 

Nesse evento não foi diferente, reencontrei pessoas muito queridas a Nic, Sarah, Carol, Kath, Luana, entre outros, conheci novas e pude ver a Doce Rebeldia, um grupo formado por quatro cariocas e a paulista aqui, parece que já conhecia  a Ju Lessa, o Pablito e o Dan Ramalho de longa data, pois é o virtual unindo o real. Não posso esquecer das doces crianças / adolescentes que são os protagonistas dessa doce vida, amo cada uma. Ter diabetes não é escolha, mas conviver bem com a condição sim, essa galera sangue doce: portadores, mães neuróticas, crianças e afins fazem um bem danado pra gente e torna nosso dia a dia mais leve, amo muito tudo isso.


No encontro recebemos um monitor  Accu - Check Performa Connect e vamos sortear para uma pessoa que nos acompanha, para tanto é necessário:

- entrar no Instragram no perfil: @joaopedroeodiabetes
- comentar no post do monitor Performa Connect, dizendo porque você gostaria de ser sorteado
- serão aceitos somente um comentário por perfil
- participantes somente do Brasil
- data limite para participar: 30/10/2016
- divulgação do sortudo no dia 31/10/2016 em nosso perfil do Instagram.


Boa sorte, até lá!!!!!

Obrigada a todos os organizadores por participar desse doce encontro!!!!!

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Ser Criança!!!!

Feliz dia das Crianças!

A criança que existe em mim, saúda a criança que existe em você. Namastê 

"Ser criança é acreditar que tudo é possível.

É ser inesquecivelmente feliz com muito pouco

É se tornar gigante diante de gigantescos pequenos obstáculos

Ser criança é fazer amigos antes mesmo de saber o nome deles.

É conseguir perdoar muito mais fácil do que brigar.

Ser criança é ter o dia mais feliz da vida, todos os dias.

Ser criança é o que a gente nunca deveria deixar de ser."
[Gilberto dos Reis]

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Dia Nacional de Prevenção da Obesidade - 11 de Outubro #obesidadeeutratocomrespeito


Em 11 de outubro, data conhecida por ser o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, também é pontuado pelo Dia Mundial da Obesidade. A IASO - World Obesity Federation instituiu a data como oficial para alertar sobre o tema. 

A página no Facebook do Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, administrada pela querida Lu Oncken diz o seguinte:

"Nós sentimos que agora é o momento certo para termos um único dia da obesidade, a fim de comunicarmos poderosamente sobre o impacto da obesidade na vida das pessoas, nos sistemas de saúde e economias e também destacar as iniciativas inovadoras que vem sendo realizadas em torno do mundo para combater a obesidade".

Dentre os objetivos do Dia Mundial da Obesidade estão:

- encorajar mais as associações e membros a realizar campanhas de elevado impacto mediático

- aumentar o entendimento público e formulador de políticas do desafio da obesidade, e o que pode ser feito para combatê-la

- compartilhar experiências nacionais de campanha para permitir a difusão das boas práticas.

A campanha se baseia em quatro pilares básicos: comer bem, beber água, movimentar-se e dormir bem.

Entre as crianças tem-se aumentado muito o número de pequenos obesos, a Abeso - Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica  tem algumas dicas para os pais, 

Antes de tudo, se você tem filho, SEJA O EXEMPLO. Fazer junto é muito melhor do que dizer o que fazer.

Comer bem pode ser divertido!

Escolha um dia para que as crianças participem da preparação das refeições. Leve-os à feira-livre, por exemplo. Faça o preparo dos alimentos em conjunto. Faça a refeição à mesa, com a família reunida. Se possível, planeje as demais refeições. Faça listas de supermercado, para não exagerar nas compras. Tenha frutas, verduras e legumes em casa, à disposição, e visíveis para as crianças.

Beber água é fundamental para ter mais saúde!

Evite bebidas açucaradas. Não espere a criança ter sede para oferecer água, vá oferecendo aos poucos, ao longo do dia.

Gastar energia, brincando!

Ajude seus filhos a praticar atividades que requeiram esforço físico. Promova uma corrida de bicicleta, leve-os ao parque, junte os amiguinhos para jogos de futebol. Limite o tempo da TV, do computador ou smartphones. Essas atividades roubam tempo precioso que poderia ser usado para se exercitar.

Soninho Bom!

Criar uma rotina de sono é essencial para garantir mais saúde para o seu filho. Dormir bem ajuda a prevenir sobrepeso e obesidade. Os estudos científicos comprovam! 

OBESIDADE É DOENÇA E DEVE SER TRATADA COMO TAL, COM TODA DIGNIDADE E RESPEITO QUE A PESSOA MERECE.

Fonte