terça-feira, 13 de novembro de 2018

Filhos: Criando seres humanos

Não é sobre diabetes, mas se você é MÃE por favoorrr leia!!!! 


Quanto é duro para uma mãe se ver impotente diante do sofrimento de um filho, não é mesmo? As vezes queremos tomar as dores pra nós, mesmo que seja a coisa mais natural do mundo os filhos passarem por isso. As dores e alegrias de um filho são sentidas e vividas de uma forma muito mais intensa pela mãe.

Essa conexão entre mãe e filho vem pelo cordão umbilical, que é também um cordão de energia. A impotência de não poder fazer nada para diminuir o sofrimento do filho gera uma ferida narcísica de mãe, que sente que tudo pode para proteger o filho. A mãe vive em uma ilusão de que, se o filho estiver por perto, nada de mal irá acontecer a ele. Como se fosse defender o filho de todo perigo, sofrimento e angústia que ele viesse a sofrer. Quando a mãe percebe que não consegue prover essa proteção, vem o sentimento de impotência, incapacidade e falha. É justamente nessa árdua tentativa de ser uma boa mãe, e com esse sentimento de proteção e onipotência, que as progenitoras costumam roubar o poder do filho.

Isso quer dizer que erramos em querer proteger nossos filhos?

Quando a mãe fica presa nessa tentativa de proteção absoluta, ela passa a mensagem para o filho de que ele não é capaz de seguir o próprio caminho. Isso enfraquece e mina a força dele!

A função de mãe é se tornar totalmente dispensável, é fazer de tudo para o seu filho para que depois ele não precise nadinha de você.

Perceba três coisas com isso:

1. O seu filho só vai evoluir quando você permitir que ele ande com as próprias pernas!
Por mais que a gente queira amenizar o sofrimento de um filho, sabemos que esse caminho ele tem que trilhar por si, assim como trilhamos por nós mesmos. É preciso que o seu filho enfrente as próprias dificuldades e angústias, pois essa é a oportunidade que o Universo o presenteou para evoluir enquanto ser humano e se fortalecer. É na dificuldade que crescemos!

2. O seu filho é capaz!

O que tem que emergir é a confiança da mãe em saber que o filho é capaz de viver sua própria história e superar as próprias dificuldades. Isso faz com que a mãe sinta um amor, não mais só de proteção, mas de parceria. Estar junto neste caminho, no qual o filho trilha a sua própria estrada, não para poupar, mas para trazer o aconchego da presença.

3. Há momentos de intervir e há momentos de observar!

O limiar que, nós como mães, precisamos aprender é entre o momento de agir e de observar, quando passamos confiança, o filho resgata a própria potência. Mas quando ficamos na onipotência de achar que podemos sanar todas as dores dos filhos e resolver todos os seus problemas, estamos passando a mensagem de que ele não tem capacidade para isso.


Criar um ser humano não é tarefa fácil, não existe certo ou errado, mas sim aquilo que acreditamos ser o melhor.

Fonte: Maura de Albanesi (texto modificado)

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