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sexta-feira, 1 de julho de 2016

‘Pâncreas artificial’ deve estar disponível até 2018

Fonte: O GLOBO

Equipamento monitora glicemia e injeta insulina automaticamente, pondo fim às injeções

 Novas tecnologias vão substituir os monitores glicêmicos e as injeções diárias de insulina - Joerg Sarbach / AP
 
RIO — Um dispositivo que monitora os níveis de glicose no sangue em pacientes com diabetes tipo 1 e, automaticamente, ajusta os níveis de insulina injetados no organismo, deve estar disponível comercialmente até 2018, afirma artigo publicado nesta quinta-feira na revista científica “Diabetologia”, mantida pela Associação Europeia para o Estudo do Diabetes. Para que o “pâncreas artificial” seja liberado, faltam apenas pequenos ajustes, como a velocidade de ação da insulina usada, confiabilidade, conveniência, precisão dos monitores, além da segurança cibernética para proteção do aparelho contra ataques hackers.

Atualmente, as tecnologias disponíveis permitem que bombas de insulina façam injeções nos pacientes após a leitura dos monitores glicêmicos, mas os dois componentes não são conectados. De acordo com os autores do experimento, Roman Hovorka e Hood Thabit, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, é a união desses dois dispositivos que fecham o circuito e formam o “pâncreas artificial”.

“Em testes até o momento, os pacientes fizeram avaliação positiva sobre como o uso do ‘pâncreas artificial’ permite um descanso do controle do diabetes, já que o sistema gerencia os níveis de açúcares no sangue de forma efetiva, sem a necessidade de monitoramento constante”, afirmam os autores.

A maior dificuldade encontrada pelos pesquisadores é a variação da necessidade de insulina pelos pacientes, que depende de uma gama de variáveis, como a dieta e os níveis de atividade física. Outro problema é a velocidade de ação da insulina, que não alcança o seu pico antes de 0,5 a 2 horas após a injeção, com o efeito durando entre 3 e 5 horas, o que torna difícil o monitoramento preciso das necessidades imediatas do medicamento.

Existem alternativas para o tratamento do diabetes tipo 1, como o transplante de pâncreas e e células-beta, responsáveis pela produção de insulina. Entretanto, o primeiro procedimento envolve cirurgia e ambos necessitam do uso de drogas imunossupressoras para evitar a rejeição. Dessa forma, o “pâncreas artificial” se coloca como uma solução com menos riscos. Inúmeros testes clínicos estão em andamento, e muitos demonstraram controle glicêmico tão bom ou melhor que o feito com as tecnologias atuais.

“Testes clínicos prolongados, com 6 a 24 meses, e estudos piloto estão em andamento ou em preparação para adultos e crianças. E como esses aparelhos podem ser vulneráveis a ameaças cibernéticas como interferências com protocolos wireless e acesso não autorizado aos dados, a implementação de protocolo de comunicação seguro é essencial”, dizem os pesquisadores.

Já existe um equipamento em análise pela FDA, agência americana responsável pela liberação de medicamentos e alimentos, com aprovação prevista para o início do ano que vem. Um estudo recente do Instituto Nacional de Pesquisas em Saúde do Reino Unido informou que sistemas automáticos devem aparecer no mercado europeu até o fim de 2018.

“Este cronograma será dependente das aprovações regulatórias e da garantia de que a infraestrutura e apoio estarão prontos para os profissionais de saúde”, dizem os pesquisadores. “Dados os desafios para o transplantes de células-beta, essas tecnologias estão, com a inovação contínua, destinadas a fornecer alternativa viável às atuais terapias com bombas de insulina ou de múltiplas injeções diárias”.

domingo, 24 de abril de 2016

ADJ Diabetes Brasil realiza Audiência Pública: A realidade do tratamento do diabetes no Brasil e sua judicialização


A ADJ Diabetes Brasil promove no dia 5 de maio, às 10h, a audiência pública: A realidade do tratamento do diabetes no Brasil e sua judicialização, que será realizada no auditório Paulo Kobayashi, na Assembleia Legislativa. Nele, estarão presentes deputados, representantes do Ministério Público e da Defensoria Pública, da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, como também do Ministério da Saúde.

Entre os temas que serão abordados no encontro, estão: Cenário da situação do diabetes no país, A falta de medicamentos e de insumos no panorama nacional, A diferença entre as ações administrativas e judiciais para dispensação dos medicamentos e insumos, entre outros.

No final da audiência, será gerado um documento com o comprometimento dos atores envolvidos no debate a levar as temáticas nas esferas de suas atuações. 30 associações de pacientes com diabetes confirmaram a presença.

Esta iniciativa faz parte do II Programa Nacional de Jovens e Adultos com Diabetes, dando continuidade à articulação da rede de lideranças em diabetes, capacitando os participantes e outros representantes de associações, que se unirão à proposta.

O projeto tem como objetivos: articular a rede para realização de iniciativas, que promovam a melhoria do tratamento do diabetes no Brasil, incentivar a troca de experiências e iniciativas nos municípios e estados, mobilizá-los para realização de campanhas, tornar os participantes polos difusores de informações, principalmente nas redes sociais, orientá-los a chamar a atenção do poder público e promover campanhas de advocacy dentro das associações que representam e estimular a divulgação das ações na mídia. 

Dessa forma, com a união de lideranças de associações do país, o tema diabetes ganhará mais visibilidade no panorama nacional, como também boas práticas serão implantadas para melhorar a universalidade, a equidade e a integralidade do tratamento da pessoa com diabetes no Brasil.

Para esta iniciativa se realizar, contamos com apoio da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, do Instituto do Legislativo Paulista (ILP) e da Federação Internacional de Diabetes da Região da América Latina (IDF SACA).


Sobre a ADJ Diabetes Brasil

Fundada em 10 de março de 1980, a ADJ Diabetes Brasil é uma entidade não governamental, sem fins lucrativos, legalmente registrada no Registro Civil de Pessoas Jurídicas. Seu objetivo é promover educação nesse campo para pessoas com diabetes, familiares, profissionais de saúde e comunidade.

Atende gratuitamente as pessoas com todos os tipos de diabetes, de qualquer faixa etária e classe socioeconômica. Oferece um trabalho integrado realizado por uma equipe multidisciplinar.

Texto:
Jornalista, Vanessa Pirolo

quinta-feira, 21 de abril de 2016

#DescasoDiabetesBrasil, já ouviu falar desse movimento? Nós continuamos!!!!


Somos parte de um movimento popular no Brasil sobre Diabetes. 

No ano de 2016 a OMS - Organização Mundial da Saúde determinou que o dia 7 de Abril, Dia Mundial da Saúde, fosse dedicado ao enfrentamento ao Diabetes no mundo. No Brasil o Ministério da Saúde dedicou o dia a campanhas contra a Dengue. Houve algumas ações internas, mas nada que chegasse ao conhecimento da população de maneira eficaz.

Sofremos com o descaso dos gestores do SUS com falta de medicamentos e insumos, falta de médicos, falta de equipe multidisciplinar de qualidade.

As fotos são um protesto e um pedido de socorro a OMS. Não queremos tratar sequelas, queremos evitá-las, mas para isso o SUS precisa fazer a parte dele. As pessoas com diabetes estão em risco por falta de assistência do governo.

Chega de descaso com as pessoas com diabetes no Brasil.

Criamos um álbum no Facebook com fotos de algumas pessoas que sofrem com esse descaso em território nacional brasileiro, parte representamos no mosaico abaixo.

Mosaico 1 #DescasoDiabetesBrasil
Muitas pessoas se envolveram e estão participando, o movimento vem agregando novos adeptos e atingindo maiores horizontes. União, força de vontade, companheirismo estão traduzidos nessa campanha. Pra quem que imaginou que paramos se engana, continuamos influentes e com muito empenho.

Por amor. Pela vida. Pela dignidade.
Pelo diabetes. Pela saúde. Pelo respeito.

Faça parte dessa R-evolução Azul, por um futuro digno e com qualidade de vida, a hora e o momento é agora, diabetes não é sentença de morte, mas sim um chamado para o reviver a vida com dignidade.

Estamos cumprindo com o nosso dever, cabe aos Gestores Públicos cumprirem com o que lhes é devido, diabetes sem sequelas por um futuro saudável é responsabilidade de todos.

O R-evolução Azul, representados pelos blogs gestores: 


Apresenta para todos o próximo passo do movimento uma Carta Aberta em 3 idiomas, destinada em primeira instância ao Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde, para que tomem ciência do movimento e saibam que não estamos sozinhos. 

Vamos melhorar o futuro de Diabetes no Brasil, continuem participando enviando fotos e compartilhando a Carta Aberta em todos cantos, a união faz a diferença, estamos juntos nessa!!

Link para as cartas na íntegra.

Carta em Português: https://goo.gl/wDcQFz

Carta en la español: https://goo.gl/j957a7

Letter in English: https://goo.gl/aVphX5

quarta-feira, 28 de maio de 2014

DIABETES! Interessa a quem?

Postei na fanpage e estou registrando aqui.

DIABETES! Interessa a quem? Somente para quem vive..

NÃO tenho medo:
-de aplicar insulina
-de furar os dedos para medir a glicemia
-de hipo e hiperglicemia
-das sequelas enquanto tiver subsídios para manter o tratamento.

SIM tenho medo:
-de chegar na Regional e não ter os insumos e insulina, como vem ocorrendo ultimamente
-de perder as esperanças no futuro.

Tenho VERGONHA:
-da falta de humanidade, dignidade e respeito com que os cidadãos são tratados nos departamentos públicos
-do gerenciamento político de nosso país onde leis e fiscalizações não são cumpridas
-da saúde pública onde falta de tudo e o ser humano parece ser apenas um lixo, aquele mesmo ser humano que nas eleições e no dia a dia está lá cumprindo o seu dever de cidadão, mas que quando necessita de um tratamento adequado que lhe é de direito, parece que o mesmo não existe e é apenas um zero, um lixo, um nada.

Quero um Brasil mais um humano, um Brasil no qual eu possa me orgulhar de dizer: sou uma cidadã brasileira!

por Silvia Onofre: trabalhadora, esposa, mãe e pagadora de impostos.

(fonte da imagem: healthmeup.com)