segunda-feira, 1 de junho de 2020

9 anos de diabetes

Primeiro de junho é uma data marco em nossas vidas, data do diagnóstico de diabetes tipo 1 na vida do João, dia da primeira agulhada e tantas e tantas e tantas outras, não vou discorrer nessa postagem sobre como foram esses anos, quero apenas registrar a minha visão de mãe, hoje!

Tudo que aconteceu até aqui, me levou a ser a pessoa que sou, é fácil ser mãe de tipo 1? É fácil ser mãe? É fácil viver? Depende, tudo depende do meu olhar, da minha circunstância de vida, do que eu acredito e do que eu quero, posso ver o João como um doente ou posso ver o João com uma condição crônica e tratar disso da melhor maneira possível, como sempre tentei, trazendo saúde e bem estar pra vida dele e pra nossa.

Não sei o que é ter diabetes, mas sei o que é ser mãe de um portador de dm1, e sim, isso cansa, assim como tudo, mas também tem suas recompensas. Escolhi assumir as minhas responsabilidades integralmente, fui uma mãe prática e autoritária até aqui, o que não é sinônimo de autoridade, não significa que errei ou acertei, mas que posso fazer diferente, percebi que faltava amorosidade na vida de meus filhos e sempre é tempo de recomeçar. 

Recomeçando deste ponto, abarcando o que me compete como mãe, isso implica em renúncia, sim a renúncia de muitas coisas, em prol do objetivo que escolhi, nem sempre será gostoso e prazeroso, mas posso tornar agradável. Se eu quero que o João tenha um bom controle de glicemias, se alimente corretamente, faça exercícios, não adianta simplesmente gritar e mandar, ele não vai fazer. É preciso parceria, estar ao lado, fazer junto, abdicar do tempo na rede social, do netflix, chamar pra uma caminhada, adolescente faz cara feia, mas vai rsrs (se não vai, experimenta tirar o celular hahaha), deixar a preguiça e as desculpas de lado e ir pro fogão, preparar uma alimentação saudável, enfim, é só querer e se esforçar. Lá na frente, olhar pra trás e ver que fiz essa escolha conscientemente, já me dá alegria em continuar esse caminho, abraçando tudo isso é como um retorno pra mim mesma, uma volta ao lar que sempre fugi.

Termino essa postagem com um agradecimento a todas as pessoas que de longe ou perto, agregam a nossa vida, mto obrigada <3

Seguimos, com energia e amor, como um girassol, namastê!

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