quarta-feira, 1 de abril de 2020

A Arte de Compreender o Tempo

Nota: Trago um texto diferente, requer uma reflexão após a leitura. Calha bem pro entendimento do momento atual que o planeta está vivendo. Que a leitura possa ser útil para você. 
Procurando uma forma de colaborar, me coloco a disposição para 'conversar', caso sinta necessidade, fique a vontade para me enviar mensagens.
Um abraço, esteja bem!
Silvia  

Um Exame da Nossa Relação com a Eternidade


que nós conhecemos como momento presente não está separado do tempo eterno. Não há coisa alguma isolada no universo. Estamos rodeados pelas sombras de acontecimentos passados e futuros, e elas nos influenciam de muitos modos. Tais imagens serão chaves eficazes para a felicidade, se desenvolvermos modos inteligentes de olhar para elas.

Verdadeiras ou falsas, imprecisas ou bem delineadas, as sombras do que ocorreu e do que pode acontecer habitam nossa alma e nossa consciência. Elas contêm lições e potencialidades ilimitadas, porque a vida é cíclica e aquilo que existiu voltará a surgir de maneiras renovadas.

Para aquele que busca aprender, as sombras dos acontecimentos passados e futuros devem estar permeadas pela luz da razão, para que não sejam demasiado opacas. Quando as  sombras de momentos diferentes no tempo são densas, elas ameaçam a chama criativa do instante presente. O aspecto mais importante do nosso Carma é esta Chama: seu brilho significa que estamos sempre plantando novo carma, e nisso a escolha é nossa.

A sabedoria que permite compreender o tempo é uma arte em si mesma, e é tão contemplativa quanto prática. Há possibilidades ilimitadas na expansão do nosso conhecimento sobre o passado, o presente e o futuro, assim como nas sementes de liberdade oferecidas por estes três aspectos da Duração.

Quando adotamos uma visão mais ampla da Vida, o progresso na direção da vitória sai da sua fase preliminar e ganha força e impulso. À medida que compreendemos nossas derrotas prévias e nos tornamos responsáveis hoje por nossos sonhos e imagens em relação ao futuro, a preparação para um progresso maior se acelera.

A vitória real começa com o desapego em relação aos fatores que não são essenciais. Em qualquer época há dias fáceis na vida e também dias difíceis. É sábio ter humildade em relação às coisas agradáveis que o carma oferece, e viver com coragem e paciência as situações dolorosas.

O sofrimento passa, as suas lições permanecem. Um sentimento de gratidão pelas oportunidades de aprendizado capacita o peregrino para ver a vida como um todo. O ato de agradecer faz com que ele perceba que o nosso planeta é uma grande sala de aula para todos os seres que vivem nele.

No entanto, a dinâmica da vida é probatória. Quem começa a caminhar para uma meta nobre e buscar a sabedoria do altruísmo, logo compreende que progredir significa enfrentar vários tipos de perigo. Mas o peregrino também dispõe de diversas espécies de proteção. Entre elas se destacam a pureza das intenções e a prática diária da sabedoria universal.

A Estrada do Peregrino é o Tempo 

Mais do que caminhar pelo espaço, o peregrino caminha ao longo do tempo.

Saber disso implica aceitar o fato de que a vida humana se renova sem parar em cada um dos seus aspectos. O caminho que percorremos é o Tempo, e, em última instância, o Peregrino é o nosso eu superior ou alma espiritual.

Já que toda vida experimenta silenciosamente uma transmutação constante, nenhum peregrino pode ter expectativas de uma rotina muito estável em sua existência pessoal. Ele precisa estar sempre alerta, e a vigilância é apenas uma das lições a aprender enquanto caminha ao longo da estrada.

Não só a paisagem da consciência humana muda, mas cada um dos fatores presentes nela também muda. Toda existência é transitória. O tempo faz com que velhas estruturas caiam sob seu próprio peso ou sejam deixadas de lado, na vida social e na alma de cada um. Para substituí-las, deve-se construir realidades melhores começando pelo plano abstrato e levando em conta que tudo é cíclico. É preciso primeiro plantar, depois proteger aquilo que foi semeado, perseverando durante o tempo necessário até que a colheita possa ocorrer.  

A tarefa principal é aprender, observar, compreender. As ações cegas são piores que inúteis, mas elas deixam de ser cegas quando abrimos os olhos e aceitamos aprender com os erros. Devemos dizer não às ilusões agradáveis e às formas atraentes de deixar a ética de lado. As armadilhas mais bonitas são as piores.

É um dever do peregrino concentrar a mente e suas ações no centro da vida, evitando atribuir demasiada importância às imagens passageiras do mundo dos efeitos e da aparência.

A verdade permanece ao longo do tempo: o que é falso se desmancha no ar.  À medida que a roda da lei e da vida se movimenta na transição para um novo ciclo, o seu centro se mantém imperturbado.

sábado, 23 de novembro de 2019

Moeda preciosa

Olá Pessoa!

Quero te convidar pra um papo rápido.. qual a coisa mais valiosa que você possui? Vamos lá, vamos lá... pensou?

É o tempo, sim o seu tempo de vida!

Onde e como você investe esse tempo? Já pensou nisso.. tudo é passageiro, nosso corpo é finito.

Ficamos horas em redes sociais, assistimos filmes vazios, passamos momentos discutindo com pessoas, brigamos com o filho porque não mediu a glicemia ou não fez a lição da escola, xingamos o vizinho porque colocou o lixo em nossa lixeira e tantas outras coisas, quando vemos já é noite, já se passou dias, semanas, meses, anos.. você pode se perguntar o que fez de válido na vida, e se dar conta que não viveu como gostaria.

Que tal investir sua moeda preciosa, o seu tempo, em coisas e atividades que gosta, que agrega, que te traga valor, que te faça crescer e que possa te tornar uma pessoa melhor? 

Somente uma reflexão!


Namastê
Silvia Onofre

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

1% - 14 de Novembro - Dia Mundial do Diabetes

Olá Pessoas!

O foco nesse post não será o diabetes, mas sim, o olhar pro ser humano, quero trazer uma reflexão para mudarmos o olhar.

Temos um vício arraigado dentro de nós, que é re-cla-mar, de sempre ver as situações pelo lado ruim, negativo. Quando nascemos, o que fizemos? Choramos! Crescemos com esse paradigma, ah! se eu chorar e reclamar, vou receber algo que quero. Isso funcionava enquanto éramos bebês, hoje somos adultos e... a maioria das pessoas continua agindo do mesmo jeito, ficou aquele adulto cheio de mimimi, coitadinho e vitimista, um bebezão.

O Universo nos devolve aquilo que emanamos, se eu reclamo, recebo mais do mesmo, eu crio a minha realidade, a responsabilidade de tudo que me acontece, é somente minha, não tem como fugir dessa verdade.

Agora eu te pergunto, o que você está fazendo pra mudar? Como você está agindo? Você sabe o que é ser grato? Ser grato é mudar o olhar. A gratidão nada mais é do que a mudança de olhar. Aí, você vai me falar, mas já sou grato, se alguém faz algo pra mim, eu agradeço. Sempre vou na igreja pra agradecer. Me desculpe, mas isso não é gratidão, é ser educado e fazer oração, são coisas primordiais pra vida também, porém a gratidão vai além.

A gratidão é pegar a nossa realidade de vida, olhar pra ela e perguntar, o que posso fazer hoje, agora, pra melhorar isso? Em vez de reclamar que não tem dinheiro, que a vida tá difícil..., pega essa situação e mude, comece a fazer bolos e vender, por exemplo, a economizar, a sorrir, a estudar, ajudar, sempre tem algo que possamos fazer, é só começar!

E quando você vai e faz, sua vida começa a mudar, o Universo vai te devolver essa mesma frequência vibracional, você vai perceber que a vida fica leve, gostosa e prazerosa, tudo começa a fluir de maneira natural, ah! então, minha vida será uma maravilha. Nem sempre! Mas, você vai entender cada situação como sendo o melhor que poderia ter te acontecido, terá aprendizado, crescimento, sentirá a gratidão e isso vai te dando forças pra seguir, acaba sendo uma delícia viver. O cérebro vai produzindo novas sinapses, o corpo tem maior disposição, tudo ganha uma nova forma.

Te convido a ser cada dia 1% melhor, apenas 1% melhor, vamos hoje, nesse 14 de novembro, ficar um dia sem reclamar, apensas 1 dia pra começar. Depois quero que volte neste post e me conte como foi. Lembra, a cada dia 1% melhor, olhar amoroso, gratidão, sentir, é possível!

Namastê!
Silvia Onofre

domingo, 10 de novembro de 2019

Relato de Mãe!

Mães! Já se viram perdidas com o diabetes de seu filho adolescente?

Eu já, várias e várias vezes, na rotina entre nossos afazeres é normal isso acontecer, já briguei com o JP sobre o dm, reclamei, ok se isso acontecer, mas não é bom pra eles, explico.. Imagina se você tivesse diabetes e alguém de sua família ficasse brigando e reclamando disso, parece que tá reclamando de você né, não é legal, quando percebi mudei minha postura com o João.
A nossa maneira de agir e presença na vida deles, interfere diretamente na aceitação e tratamento de diabetes, é preciso atentar pra isso.

Outro fator é procurar ajuda psicológica quando necessário, tanto pra mãe, quanto pro portador de diabetes, aqui a terapia tem sido fator de soma.

Estar aberta e aceitar ajuda é primordial, como disse acima, já me senti perdida com o diabetes e o JP. Em junho, a ajuda veio com a consultoria da @nicolelagonegro, gente fez mta mta diferença, a glicada que tava 8.1 em abril, caiu pra 7.2 em agosto. Então, super indico a Educadora em Diabtes Nicole, além de tudo, uma amiga querida. Gratidão Nic!

No café da manhã, estávamos conversando, quando o Julio, irmão menor do JP, falou que queria ter diabetes. O João virou pra ele e disse, vai, quero ver você gostar de ficar se picando o dia inteiro.
Minha antena já ligou, perguntei pro JP o que mais incomodava no diabetes, a resposta: tudo. Aí virei e perguntei: mas.. vc aceita né? Ele: tem outro jeito!

Entendi que: ele não gosta de ter diabetes, que é chato, enche o saco, mas ok ter que se cuidar.
Fiquei feliz por essa percepção e queria dividir com vc que tá lendo aqui!

Namastê 😊


sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Edição sobre adolescentes: Quero que vocês saibam algumas coisas

Quero que vocês saibam que quando seus filhos adolescentes não aplicam insulina durante uma refeição, eles podem " ter esquecido”. E eles podem “esquecer” muitas vezes.

Quero que vocês saibam que os hormônios são os açúcares de Satanás. Eles causam estragos. Isto não é culpa de ninguém, mas da própria natureza.

Eu quero que vocês saibam que a rebeldia é normal. Provavelmente, vocês se rebelaram nas suas adolescências e os seus filhos farão o mesmo. Se o seu adolescente nunca se rebelou, jogue na loteria neste final de semana mesmo.

Eu quero que vocês saibam que a depressão em adolescentes com diabetes é muito comum. E é algo praticamente esperado.

Mas eu quero que vocês saibam que precisam lutar por eles. Fazer nossos adolescentes irem para a terapia será MUITO difícil e talvez, por um minuto, eles nos odeiem por isso ...

Mas, por favor, saibam que valerá a pena.

A luta pela saúde mental sempre valerá a pena.

Quero que vocês saibam que existem razões pelas quais eles não aplicam insulina durante o lanche na escola, não respondem suas mensagens sobre o controle glicêmico e nem procuram a enfermeira quando deveriam. Embora não queiram falar sobre isto, eles têm os seus motivos para agirem assim. Falem com o Endocrinologista: existe um plano B.

Além disso, é difícil para um adolescente pedir ajuda. Isto para dizer o mínimo.

Quero que vocês saibam que a glicemia afeta muito o comportamento, mas não é certo ser um insuportável o tempo todo. Queridos pais, vocês podem dar limites e estabelecer consequências, mesmo quando os açúcares no sangue não estão cooperando. Mas sejam gentis. Até os adultos ficam irritados quando não se sentem bem.

Quero que vocês saibam que os adolescentes sabem ser oportunistas e, se vocês deixarem uma abertura na janela, eles se espremerão e passarão por ela como um rato atrás da ceia de Natal. Eles irão mentir, irão lhes dar falsas glicemias, irão esconder comida no quarto, e fingirão não serem diabéticos em troca de um momento de normalidade...

E eles farão muito mais do que isto.

Mas eles não estão fazendo isso com vocês. Eles só estão fazendo isso na frente de vocês.

E acredito que essa é a chave para sobreviver à adolescência ...

Não levar nada para o lado pessoal.

O diabetes deles não tem nada a ver conosco mesmo que vivamos só para eles.

Quero que vocês saibam que as falsas glicemias, os "esquecimentos", a rebeldia, as más atitudes ... são mecanismos de enfrentamento para lidar com o que não é apenas uma década difícil, mas sim, uma vida desafiadora.

Ser adolescente é DURO. Ser adolescente com diabetes é injusto. Ponto. Eles sentem as coisas pior do que nós. A raiva, a tristeza e a vergonha ... tudo é mais intenso. Tão intensos que podem se tornar insuportáveis e a única maneira de aguentarem é por meio do amor incondicional de alguém próximo.

E que esse amor incondicional venha de nós!

Não vamos negá-lo por causa de números na tela.

Deixem nossos abraços aliviarem seus fardos ... E se sentirmos que estamos abraçando um porco-espinho, devemos abraçar com mais força ainda…

Só por um tempinho.

Porque a adolescência não dura para sempre.

A puberdade termina.

A vida e o diabetes acomodam-se um pouco.

O diabetes sempre será um sofrimento. Nunca será perfeito. Mas nem sempre será um caos completo como, lamentavelmente, os anos da adolescência são.

Crescer dói.

Aprendemos cometendo erros.

Nossos adolescentes estão aprendendo muito.

E nós também.

Temos que aceitar o fato de não termos todas as respostas. Ninguém as tem. Então, vamos fazer o melhor que pudermos. Amar como melhor conseguirmos. Tentarmos da melhor maneira.

E, como em tudo na vida, o resto se resolverá por si só.

Texto original: Our Diabetic Life

Gratidão Muri e Drê <3
Gratidão pra vc que está lendo aqui.
Namastê!

terça-feira, 23 de abril de 2019

Diabetes, Autismo e Rafael em busca de SensAções!

Escrevo esse texto a pedido de uma amiga querida, que foi uma das primeiras pessoas que eu conheci quando o Rafael ficou diabético, há quase 5 anos. Uma pessoa maravilhosa que me ajudou imensamente, e que me ajuda até hoje. Gratidão eterna, Silvia!


Essa foto é um marco para mim, pq foi a primeira vez que ele soprou a vela do bolo.
Agora, ele já sopra a vela do bolo dos outros 😂😂😂 
Fabi, mãe do Rafinha
Começando do começo... Rafael foi um filho desejado e planejado. Nasceu dia 16/01/2013, quando eu completava 37 semanas de gestação. Um pouco antes do esperado, mas, ele quis assim. Nasceu bem, saudável, logo foi para o quarto e depois para casa.

Teve coisas rotineiras nos primeiros meses, como icterícia, refluxo... Tudo tratado e sem sequelas.

Desenvolveu-se normalmente até 1 ano e cinco meses, quando já andava e começava a falar as primeiras palavras.

Então foi diagnosticado com diabetes tipo 1 e precisou ficar internado na UTI neonatal. Um susto, um trauma para ele e toda a família. Mas, em menos de uma semana estava de volta em casa, quando, ele e a família começaram a se adaptar à nova rotina e responsabilidades.

No meio das novas experiências, medições de glicemias, aplicações de insulina, inseguranças e agradecimentos por tê-lo novamente em nossa casa, começamos a observar que o Rafael parou de desenvolver a fala. Simplesmente não repetia mais as palavras que já conhecia. Começamos uma maratona, médicos, fono, exames... Tudo normal... A orientação era estimular e aguardar que ele iria falar. Mas, Rafael completou 2 anos sem dizer uma única palavra, e nós resolvemos procurar outra opinião médica, já que em definitivo, não era “normal” aquele quadro.

E então, dessa vez, e pela primeira vez, alguém realmente deu importância às nossas aflições arriscando uma suspeita de diagnóstico, que não poderia ser fechada naquele momento. Rafael tinha traços do espectro autista. E, independente de fechar o diagnóstico, precisava de intervenção urgente. Começar as terapias, estimulação correta, com equipe especializada em autismo. Lá fomos nós, começar os tratamentos e as pesquisas sobre o TEA.

Passado o susto inicial, procuramos outras opiniões médicas especializadas, sendo que todos profissionais eram sempre cuidadosos, concordavam que ele tinha os traços, e também em não fechar o diagnóstico, pois era preciso fazer exames, descartar síndromes genéticas, e até investigar a relação com a DM1, já que tudo aconteceu depois da diabetes.

O interessante é que, mesmo diante de um possível diagnóstico de autismo, eu me mantinha calma. Era completamente diferente do diagnóstico da DM1, que veio de supetão, mudando a vida dele e de toda família. Apesar da sensação de “será que um raio caiu duas vezes no mesmo local?”,era diferente. A DM1 é urgente, coloca a vida em risco. O Autismo é lento, com sinais sutis, diagnóstico clínico, por observação. Não há ainda nenhum exame que aponte: É autista. A gente vai vivendo a situação, se adaptando a ela lentamente.

Mais de um ano depois da primeira suspeita, muitos exames (mesmo não havendo exame específico para diagnóstico, fazemos muitos exames para descartar outras hipóteses), muitas terapias, finalmente foi fechado o diagnóstico. Rafael é autista. E aquilo já estava incorporado à família. Não houve pânico, não houve UTI, não houve sofrimento físico. É claro que é um abalo psicológico, mas são situações completamente diferentes: uma, a DM1, coloca a vida em risco, e a outra o autismo, te ensina a refletir, a adaptar, a planejar, a enxergar o que realmente importa.

Hoje, continuamos as terapias, continuamos com a luta incansável na busca de um controle razoável para as glicemias dele. Ele usa bomba de insulina e o sensor libre. E essas tecnologias ajudam imensamente a tornar o nosso fardo um pouco mais leve. Antes, com a caneta, só podíamos dar insulina de 0.5 em 0.5, o que dificultava muito o controle, pois essa dosagem era extremamente alta para ele. Com a bomba, damos doses de 0.1 em 0.1. É muita diferença na busca por um controle ideal. Também mediamos a glicemia capilar pelo menos umas 12, 14 vezes ao dia. E a chegada do libre com a facilidade de medir a glicemia inúmeras vezes sem precisar furar o dedo, acompanhando a tendência da glicemia, foi libertador. Libertador medi-lo várias vezes de madrugada sem ter que acender a luz para furar o dedo, sem ter que pedir a Deus para ele não acordar.

Vimos muita evolução nesses anos que passaram desde os diagnósticos. Não, ele ainda não fala, mas isso, que foi o nosso ponto de partida, deixou de ser prioridade. Hoje nós buscamos uma interação social, uma comunicação alternativa, pois aprendemos que a fala é apenas uma das formas de comunicação. E o Rafael está aprendendo essa comunicação alternativa de uma maneira incrível. A cada dia nos mostra do que é capaz. Com um entendimento cada vez melhor. Nesse ano de 2019 conseguimos tirar a fralda do Rafael. Uma conquista enorme. Estamos sempre em busca de desafios.

O que é mais difícil, nessa situação como um todo? Sem dúvida, o controle da diabetes. Mesmo com toda tecnologia, com todo o monitoramento 24h, costumo dizer que é uma luta desigual. O que funciona hoje, em termos de dose de insulina, não funciona exatamente igual amanhã. Ele pode comer algo hoje e tomar uma dose de insulina, e amanhã fazermos da mesma forma, e o resultado da glicemia não é o mesmo. Não é uma matemática, são muitos fatores que interferem, eu não consigo identificar e controlar todos eles. Então, é monitoramento 24h, mesmo, e estar sempre preparado para uma hipo ou hiperglicemia.

Outro fator que dificulta bastante é que, por causa do autismo, Rafael tem uma mega seletividade alimentar. Não é frescura não, gente, é coisa séria. Ele comia de tudo e foi parando, parando, hoje tem uma alimentação restrita a alguns alimentos que ele aceita, que não são nada saudáveis, ainda mais para uma dieta de pessoa diabética. Ajuda o fato dele não se interessar por doces. No geral não liga para guloseimas, não se interessa.

O fato dele ser assintomático também é um ponto crítico. A glicemia pode estar 50 ou 300 que ele está exatamente do mesmo jeito. Não tem sintomas, ou se tem não sabe expressar. Então, o jeito é medir mesmo, inúmeras vezes durante o dia, ir tomando as providencias para tentar manter a glicemia na média.

Agora, se teve uma coisa boa nisso tudo foi ver a família sempre unida e em busca do melhor. Eu, meu marido e nosso outro filho, Felipe, estamos sempre juntos na nossa missão. Felipe ainda é pequeno, com 9 anos hoje, não tem ainda noção real da situação do irmão. Mas é orgulhoso do irmão e ajuda como pode. Meu marido e eu nos revezamos nos cuidados diários, fazemos “plantão” todas as noites. Cada dia um de nós fica responsável por medir as glicemias durante a madrugada. A família minha e do meu marido também nos ajuda como podem, nos apoiam, e amam o Rafael. Ele é muito querido.

Claro, por causa do Rafael, conhecemos pessoas maravilhosas, fizemos novos amigos... Muitos amigos!! Por exemplo, os pais dos amigos de escola do Rafael viraram nossos amigos. As professoras, as terapeutas, os médicos... São todos muitos queridos, e principalmente, nos incentivam e ACREDITAM no potencial do Rafael. É claro que vez ou outra encontramos alguém sem empatia, mas faz parte.

Para finalizar um ponto lá de cima, quando eu disse que investigamos a relação DM1 x Autismo, não encontramos nada, nenhuma relação. DM1 é uma doença autoimune, metabólica, e autismo é um transtorno, ainda sem causas definidas. Há algumas teorias para o autismo, mas, a causa mesmo, cientificamente falando, ainda não foi descoberta. Não existe nenhum artigo cientifico, nada que ligue DM1 a autismo. O que é certo é que, hoje, nenhum dos dois tem cura. Temos tratamento, mas cura (ou jeito de impedir o aparecimento), ainda não temos.

Hoje, quem olha para o Rafael, vê um menino esperto, inteligente, levado, alegre, e acima de tudo, feliz. Do jeitinho dele, com as limitações dele, com a família que Deus escolheu para ele! [Fabiana Marcato, mãe do Rafael]


Fabi, agora é pra ti!

Tu és uma pessoa que inspira muita gente pra melhor, "quem tem inspiração tem sonho, quem tem sonho tem: ação, quem tem ação tem: coragem, quem tem coragem tem: decisão!
[fonte: dicionário informal] ", 

Gratidão por aceitar o convite!

terça-feira, 16 de abril de 2019

Os Melhores Blogues sobre Diabetes Tipo 1

A smartpatient é uma empresa tecnológica de saúde digital, desenvolveu a aplicação MyTherapy. A MyTherapy tem como objetivo não só apoiar os seus utilizadores para que nunca esqueçam da sua medicação novamente, como também encorajá-los a melhorar o seu bem-estar ajudando a manter registros da sua saúde em geral.

A plataforma com base na Europa, fez uma seleção onde destaca os 11 melhores blogues sobre diabetes tipo 1, segundo a sua visão, não sei quais foram os critérios para análise, por algum motivo o blog João Pedro e o Diabetes é um deles, fiquei feliz e esse reconhecimento é também por todos que nos acompanham, sem isso nada seria possível, fica registrada a minha gratidão!

Essa é a mensagem que recebi: "O meu nome é Júlia e faço parte da equipe smartpatient. Neste momento, estou a desenvolver um artigo para o nosso blogue onde destaco os melhores blogues sobre diabetes tipo 1.

Sendo assim, é com muito prazer que informo que o blogue João Pedro e o Diabetes foi selecionado! Quer pela informação que transmite, o design cativante, a motivação que se nota a cada publicação ou até mesmo pelo tempo em que me perdi nos seus artigos, João Pedro e o Diabetes fará parte do top blogues sobre diabetes tipo 1."

Confira o artigo clicando aqui!