Faltou medicamentos, insumos e insulinas. DISQUE 136 a ligação é gratuita de qualquer telefone fixo, tenha em mãos oúltimo receituário médico e o cartão do SUS.
Disque Saúde 136 é o canal de comunicação direta com a Ouvidoria Geral do SUS, o único órgão que pode trazer mudanças eficientes é o Ministério da Saúde, e isso só vai acontecer se nós cidadãos fizermos o nosso papel e registrar o que acontece. O MS precisa mapear essas necessidades para haver alterações nos protocolos de saúde.
É preciso conscientizar que somos o veículo de informação para que o Ministério da Saúde faça sua parte, vamos usar e espalhar esse serviço, quem ganha eu, você e todos que dependem do SUS, teremos um trabalho humano e eficaz.
Ligue para obter informações sobre saúde, fazer denúncias, reclamações, sugestões e claro elogios. Tenha em mãos o último receituário médico e o cartão do SUS, além de registrar por telefone, faça a mesma reclamação pelo site. Salientando que esse é o único caminho para haver mudanças concretas, esse canal é confiável e seguro, ao ligar e passar informações ninguém será perseguido pelo governo ou deixará de receber algo, muito pelo contrário fazendo isso estaremos contribuindo na melhoria do serviço.
A ligação para o Disque Saúde 136 é gratuita de qualquer telefone fixo e o serviço funciona 24 horas. De segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 7h às 22h, a pessoa pode falar diretamente com uma atendente. Fora desse horário e aos sábados, domingos e feriados, é possível utilizar o atendimento eletrônico, próprio para a divulgação de informações.
"O medo é uma sensação que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente."
Medo de hiperglicemia, medo de hipoglicemia, está com hipo precisa comer, mas não quer fazer nada.
Medo que no próximo mês quando for retirar os insumos possa faltar algum item e não ter como comprar, medo que o governo algum dia resolva mudar as leis e não tenha como bancar financeiramente a terapia atual.
Medo, quando você está no trabalho e seu filho te liga chorando falando que está com dor de cabeça, ânsia e que não está bem, no final diz “mãe eu queria você aqui comigo”.
Medo quando aquela glicada que você já esperava alta, mas se surpreende com um resultado maior do que imaginava e quando analisa vê que poderia ter se empenhado mais para ser melhor, bate uma frustração e impotência.
Medo, simplesmente as vezes bate um medo de não dar conta, de não saber fazer, o medo.
Sinto, não me demoro, sigo em frente, afinal a vida é muito mais do que isso e acredito que para ser feliz temos que saber trabalhar todos os sentimentos.
Olá meu nome é Breno tenho 12 anos e 11 meses e sou DM1 desde dos meus 9 anos.
Passei por todos os tratamentos e insulinas, mas sempre foi tranquilo o controle, pois sempre utilizamos a contagem de carboidratos e minha glicemia sempre teve um controle dentro da média.
Mas no final de 2011, comecei a ter hipoglicemias constantes e sem motivo, fomos na nossa médica Dra Karla, refizemos os exames e tivemos o diagnóstico: Eram os hormônios da adolescência, que estavam chegando e bagunçando toda minha vida doce.
Bom de 2011 para cá minha mãe passou a ter um controle ainda mais rígido, e começamos a tirar nossa glicemia em 2 em 2 horas também pela noite, sim de madrugada, pois o risco de hipoglicemias são uma constante em nossas vidas.
No meio deste ano, minha mãe conversou comigo sobre a bomba de insulina, eu não queria de jeito nenhum algo acoplado em meu corpo, mas quando fomos a consulta com Dra. Karla, ela me explicou direitinho, que já tínhamos feito todos os tratamentos e nem assim não estava tendo eficácia e eu estava tendo risco de vida, comecei a mudar meu pensamento, devido ao controle preciso que eu teria, também eu e minha mãe começamos assistir os vídeos dos blogs das amigas dela do Facebook, que também tinham seus filhos com bombas de insulina (Minha Filha Diabética, João Pedro e o Diabetes, Jujuba Diabética, Vida Muito Doce, Eu, Meu Filho e o Diabetes, Diabetes &Você) e muitos outros, onde comecei a me interessar e vi que não era assim tão ruim assim minha mãe marcou o test drive, fez o pagamento e aguardamos a entrega.
Bom, o dia do teste da bomba chegou e conheci a Melissa Monteiro, educadora da Roche, foi muito legal e gentil comigo me explicando tudo e eu mesmo comecei a programar a bomba com o auxílio dela e estava gostando, depois me mostrou a bomba de insulina dela e me contou que também era diabética tipo 1 assim como eu, e o quanto a vida dela melhorou, instalamos e nossa foi um sucesso, adorei e nesse período não tive mais hipoglicemia, minha mãe dormia mais pela noite, e tudo ficou melhor.
Bom aí tivemos que devolver a bomba do teste e voltamos para as canetas de insulino (Lispro e Lantus) e as hipoglicemias voltaram.
Entramos com o processo via judicial, contratamos um excelente advogado (Dr. Eliezer) e minha mãe foi atrás de tudo, como minhas glicadas eram de 7 para menos, devido as hipoglicemias, aí começou o problema, como um Juiz que não era médico iria entender meu problema, pois geralmente o juiz fornece bomba em caso de hiperglicemia quando a glicemia está alta e geralmente tem uma glicada de 7,5 em diante e a minha era abaixo de 7 por causa das hipoglicemias e não porque eu estava bem.
Mas como eu tenho muitas hipoglicemias assintomáticas, isso é não sinto os sintomas só quando estou vendo tudo embaçado, ou estou quase desmaiando e tenho várias seguidas, comecei a faltar muito nas aulas, e estava prejudicando minha vida escolar, social, acampamentos, passeios e tudo o que mais gosto na vida...
A nossa médica fez um laudo detalhado da doença e de tudo que ocorria, anexamos os exames e entramos com a ação 10 dias depois da data do laudo médico, devido a um feriado e tivemos o pedido negado, a juíza atestou que Diabetes não era tão grave e que demorou 10 dias do laudo... fora que pegamos uma juíza substituta, pois a que estava a par do processo tirou férias, e essa juíza que a substituiu era uma juíza eleitoral... que pelo jeito não sabia de nada e nem tinha o interesse de saber.
Bom minha mãe ficou arrasada e eu muito triste, mas nosso advogado pediu tudo que podíamos para provar o quanto eu estava necessitando daquele aparelho, fomos a escola que fez um relatório das faltas e o que ocorria comigo em sala, a médica fez novamente um novo relatório explicando com mais ênfase o que poderia acontecer comigo se tivesse uma hipo severa sem auxílio.
Bom, graças a Deus com esses documentos a Juíza (que voltou de férias) entendeu a gravidade e concedeu a liminar e ficamos muito felizes, minha mãe ficou imensamente alegre, como nunca vi todos nós choramos de felicidade por essa luta, que valeu a pena.
Para a nossa surpresa o telegrama chegou em 15 dias depois da liminar, informando que a bomba tinha sido comprada pelo estado, meus pais foram retirar na Secretaria da Saúde e para a nossa surpresa veio incompleto, recebemos a bomba da Roche e todos os insumos para o seu perfeito funcionamento, mas não veio o Smart Control e nem as fitas performa. Minha mãe ligou para o nosso advogado e ele entrou com o recurso e provavelmente venha em fevereiro quem sabe será meu presente de aniversário.
Bom o mais importante é que instalamos a bomba há uma semana, pois tiramos férias e fomos viajar para outro país e devido ao fuso-horário e todos os eventos e gasto de energia, não teríamos naquele momento a rotina necessária e nem os horários estabelecidos como teríamos em casa para a adaptação inicial, assim minha mãe e a querida Melissa, educadora da Roche, optaram por instalar no retorno mesmo sem o Smart Control, como já dominávamos a contagem de carboidratos, fator de sensibilidade e etc, aprendemos manualmente a inserir tudo na bomba e foi tudo muito tranquilo, estou craque, minha glicemia estável, na faixa dos 120, nenhuma hipoglicemia. Outra qualidade de vida e independência!
Espero que meu depoimento ajude as pessoas que necessitam da bomba de insulina por hipoglicemia, como foi no meu caso e não tenham medo, façam o teste da bomba, entrem na justiça, lute pelos seus direitos, que no final tudo dará certo.
na informação, no querer ajudar protegendo um futuro!
Despertar...
na forma de encarar os obstáculos de uma forma sábia, divertida e humana!
Despertar com o sorriso e o brilho no olhar de quem acredita que tudo pode mudar, e que só depende de nós!
Nós do blog João Pedro e o Diabetes agradecemos a sua presença e o seu carinho em nosso dia a dia. Diabetes é vida e estamos juntos nessa! Bom final de ano e que venha 2014 com muitas alegrias!
Ter diabetes pode não ser legal, como não temos escolha então encaramos de boa.
Aceitamos que a insulina é o único meio de manter a vida de nossos filhos, nos tornamos amigas.
As picadinhas na ponta dos dedos são naturais, contamos carboidratos brincando.
O diabetes se tornou parte de nossa rotina e aprendemos a cuidar dele com carinho, assim é nosso aliado e nos damos bem.
Como em todo relacionamento as vezes brigamos, mas essas brigas nos impulsiona a querer melhorar, e no final acaba sendo saudável.
Como queremos um futuro melhor amanhã, estamos educando nossos filhos hoje. Só assim eles serão adultos conscientes de sua condição. O diabetes será um amigo e somente parte da vida!
Nossos filhos nasceram livres e continuarão assim, o diabetes não é fator limitante!
Educadores do futuro, eis alguns aqui!
Um recadinho do coração!
"Que o amor não sufoque...
Que o amor não seja egoísta a ponto de pensar apenas no hoje, evitando apenas os riscos de hipoglicemias...
Que o amor entenda, aceita e colabore com um controle eficaz que proteja o futuro do diabético.
Boa semana! [Sarah Rubia]"
Diabetes nada mais é do que açúcar no sangue. No tipo 1 o pâncreas para de produzir o hormônio insulina, por este motivo o ÚNICO tratamento são as aplicações diárias de insulina para controlar as glicemias e não correr risco de vida. No tipo 2 há deficiência na absorção da insulina pelas células, pode ser controlada com medicamentos, aliada a uma dieta alimentar e exercícios físicos, pode ser necessário também o uso da insulina.
Muito tem se falado sobre o controle da glicemia utilizando o quiabo, depois de algumas reportagens e postagens no qual mencionaram a água de quiabo e as pessoas estão equivocadas acreditando que isso cura o diabetes.
Você realmente acredita que se tomar a água de quiabo como mencionada acima o diabetes vai sumir e não vai mais precisar das injeções de insulina? Vai pagar com a vida pra ver? Esse comentário é um atendado contra a vida, um insulto, NUNCA, JAMAIS deixe de aplicar insulina, a insulina é VITAL no tratamento do diabetes, não existe cura ainda.
Várias vezes temos visto e lido artigos nesse sentindo, sobre algum alimento, chá ou planta que melhora o diabetes. No caso do quiabo é o seguinte, devido ao seu alto conteúdo de fibras alimentares, ele pode diminuir a absorção de carboidratos ingeridos e com isso impedir uma elevação das taxas de glicose. O papel do quiabo no diabetes é o mesmo de vários outros alimentos saudáveis.
Só que tem um detalhe muito importante o quiabo ou qualquer outro alimento SOZINHO não faz nada e não cura o diabetes. O que realmente funciona é o tratamento que o seu médico definiu para você com aplicações diárias de insulina e/ou medicamentos, atividade física e uma dieta balanceada com alimentos saudáveis como todos devem ter. E claro, o bom humor que esse não tem contra-indicação e faz um bem enorme!
Essa é uma alimentação saudável, adequada para todos, inclusive para os diabéticos.
Não existem milagres, tenha sempre cautela e nunca tome nenhuma atitude com o tratamento do diabetes antes de consultar o seu médico, pois se não tratar adequadamente o diabetes você pode não estar aqui para nos contar com andam suas glicemias, pense nisso!
* [10/12/2013] Complemento para o post.
Ainda não existe cura para o diabetes. O ÚNICO tratamento é a insulina ou medicação oral. Não se iluda!
Não troque o seu tratamento médico por água de quiabo, chá ou qualquer outra coisa nesse sentido, é UTOPIA. Pessoas estão entrando em coma diabético com glicemia acima de 900 mg/dl e podem morrer.
Mantenha-se informado!
Pessoas NÃO existe ainda cura para o diabetes, o quiabo não cura nada. Se você trocar seu tratamento de diabetes, deixar de aplicar insulina, deixar de tomar seu comprimido pelo quiabo ou água de quiabo suas glicemias vão subir para 500, 600, 900 mg/dl, você vai entrar em coma diabético e pode até morrer.
O quiabo possui fibras em sua 'baba', essas ao serem ingeridas provocam uma sensação de saciedade e tornam a absorção dos carboidratos lenta pelo organismo ajudando no controle de glicemia, só que ele sozinho não faz nada tem que ser aliado ao tratamento médico.
Entenda o papel da insulina e como ela é vital em sua vida. Clique no link: como funciona a insulina.
Quando se fala em diabetes, vem à cabeça o tio, o avô, ou seja, uma ideia de que essa doença aparece na idade avançada, geralmente ligada a sedentarismo e maus hábitos alimentares.
Por isso, quando alguma criança aparece diagnosticada com diabetes, o espanto. Como pode? Comeu doces exageradamente?
Diabetes tipo 1 é o diabetes que comumente aparece na infância e na adolescência. Desde a mais tenra idade, o diabetes tipo 1 diminui a incidência depois dos 25 anos e representa cerca de 10% dos casos de diabetes.
Trata-se de um processo autoimune, no qual o sistema imunológico identifica as células produtoras de insulina (beta) como inimigas e as destrói. Sendo assim, o portador se torna um insulinodependente, ou seja, dependerá de doses de insulina diárias para sobreviver.
Pode-se viver muito bem com o diabetes, desde que bem controlado. Há vários tratamentos, vários tipos de insulinas. O médico deverá estar informado e assim determinar qual a insulinoterapia mais adequada para seu paciente.
O portador de diabetes tipo 1, além das injeções de insulina, deve realizar várias medições de glicemia ao longo do dia, ter alimentação balanceada e, de preferência fazer atividades físicas. Fazendo isso, mantendo o diabetes sob controle, dificilmente a doença trará complicações futuras.
Mas sem cuidados, o diabetes é traiçoeiro e pode, silenciosamente causar danos aos rins, visão e coração.
Duas situações podem ocorrer ao diabético tipo 1:
- hiperglicemia, quando os índices de glicose no sangue estão elevados (acima de 180). Nesse caso são comuns os seguintes sintomas: sede excessiva, fome, vontade de urinar frequente, cansaço. Nesse caso deve-se adotar os procedimentos do tratamento prescrito para que a glicemia volte aos índices normais.
- hipoglicemia, quando os índices de glicose no sangue estão muito baixos (abaixo de 70). Nesse caso os sintomas são: mal estar, desorientação, tremores, suores. Nesse caso, deve-se ingerir algo doce, ou suco de laranja, ou refrigerante, para que o índice de glicose volte ao nível normal.
Dependendo da idade da criança, ela ainda não terá muita habilidade para administrar os próprios sintomas, exigindo sempre um olhar atento dos responsáveis. Isso costuma assustar professores que, na escola, se sentem acuados mediante a responsabilidade com a criança diabética.
É importante frisar que, como uma doença crônica, sem cura até o momento, deve-se trabalhar, pais e professores para que a criança vá paulatinamente conquistando sua autonomia.
Deve-se entender sua condição e, antes de entrar em pânico ou achar que a criança diabética será um “perigo” na escola, deve-se munir de informações.
O diabetes não impede que a criança leve uma vida absolutamente normal, que participe de todas as atividades escolares como qualquer outra criança.
Informar-se é a chave para uma vida tranquila e saudável.
Um olhar atento e ponderação são atributos inerentes aos bons professores, àqueles que exercem suas atividades docentes com amor e dedicação. Por isso, a criança diabética não deve ser vista como um problema, algo frágil que atrapalha a rotina escolar.
Deve ser vista como um ser humano que busca, como qualquer outro, a consciência de si e autonomia.
Pais e professores devem colaborar entre si para o bem estar dessa criança. Não é difícil, requer sobretudo boa vontade.
Diabetes, no fundo, é uma doença que agrega a participação da família, um bom entendimento com a escola, médico e nutricionista, todos trabalhando em parceria, é, definitivamente o segredo para o sucesso do tratamento.
Os diabéticos, longe de serem um problema, nos lembram que o mundo funciona muito melhor quando lembramos que não estamos sozinhos, que o mundo precisa das atitudes colaborativas para se tornar um mundo melhor.
[Ana Beatriz Linardi]
#BigBlue Test: Alguns pequenos passos podem mudar o futuro das pessoas com diabetes!