por Ana Beatriz Linardi
Hoje a tarde começamos um novo ciclo, com nova bomba.
Fizemos um lanchinho à tarde enquanto fazíamos downloads e ajustes na bomba nova.
Idade difícil, a da Alice, de acertar as glicemias mas, com o apoio tecnológico vamos conseguir melhorar as médias.
Um super obrigado à querida Daniele Aguiar que esteve ao nosso lado esse período de teste, sempre atendendo prontamente nossas dúvidas, acompanhando as trocas e nos auxiliando com as novidades e à sempre querida Dra. Walkyria Volpini com seu alto astral nos ajudando a "pilotar" esse avião!
domingo, 3 de novembro de 2013
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Um círculo azul reeducando o viver!
O mês de novembro é carinhosamente chamado de mês azul em prol do diabetes.
Em novembro as campanhas sobre diabetes são intensificadas, cuidar, educar e prevenir são palavras chaves para garantir um futuro sem sequelas.
O azul é nossa cor oficial é através dela que nos identificamos!
Qualquer pessoa pode ter diabetes, essa condição não discrimina. Ter diabetes não é opcional. Garantir um futuro sem sequelas é um direito e dever de cada um de nós.
Lutamos por essa causa: diabetes não é o fim e sim, o começo. Queremos um futuro pleno, não somente para nossos filhos mas, para todos. Não é utopia e sim realidade.
O diabetes em si não limita desde que a pessoa tenha todas as oportunidades para tratar da condição, como:
- insumos em quantidade suficiente;
- terapia adequada (insulinas, análogos de insulina, bomba de infusão);
- suporte de terapia (atividade física, nutricionista, endocrinologista, etc);
- profissionais capacitados;
- informação e educação em diabetes ao alcance de todos;
-entre outros.
A cada novo diagnóstico de diabetes estamos reeducando o viver, reaprendendo os conceitos de vida. É para isso que estamos de azul!
Links para participar das Campanhas:
Vista essa ideia por todos nós, o futuro do diabetes também depende de você!
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Blogagem Coletiva,
Campanha,
Dia Mundial Do Diabetes,
Protegendo nosso Futuro
sábado, 26 de outubro de 2013
Bomba de insulina não é liquidificador
por Ana Beatriz Linardi
A primeira bomba de insulina de minha filha foi a Paradigm 522. Optei pela versão menor porque minha filha, então com 5 anos, não necessitava de um reservatório maior. Calculei que assim serviria por quatro ou cinco anos, tempo em que normalmente temos grandes mudanças na tecnologia que avança sem parar. E assim foi.
A primeira bomba de insulina de minha filha foi a Paradigm 522. Optei pela versão menor porque minha filha, então com 5 anos, não necessitava de um reservatório maior. Calculei que assim serviria por quatro ou cinco anos, tempo em que normalmente temos grandes mudanças na tecnologia que avança sem parar. E assim foi.
Chegou então o momento de fazer um “upgrade”.
Soube que na Europa Europa e nos EUA foi lançada uma bomba
posterior à Paradigm 722, chamada VEO, que tem outras funções além da nossa já
conhecida. Quando soube, fiquei interessada e entrei em contato com a Medtronic
para eventualmente fazer o upgrade. A Única informação que tive da empresa é
que a ANVISA não havia liberado e que não havia nenhuma previsão e que, no caso
de eu fazer um upgrade, deveria ficar com a Paradigm 722 o que, na verdade, seria uma troca apenas
pelo tamanho do reservatório e não um passo além em termos de tecnologia. E
esse pequeno passo em termos financeiros, representava quilômetros.
Embora eu não tenha queixas em relação à Paradigm, em si, o relacionamento com a empresa sempre deixou a desejar. Falta de informações, um relacionamento que, por parte da empresa se manteve estritamente nos moldes comerciais e, mesmo assim, com erros e desencontros.
Fizemos o teste do sistema da Combo da Roche e aprovamos. Decidimos partir para esse modelo, que, para minha filha apresentou excelentes novidades e facilidades. E também porque senti uma proximidade maior em relação ao usuário.
Hoje foi o dia de recebermos a bomba definitiva dela. Chegamos em casa animadas e abrimos a enorme caixa. A caixa vinha com os insumos prometidos, o iPad esperado, nota fiscal do produto mas, para nossa surpresa, bomba mesmo, nada!
Era hora de almoço e tive dificuldade em encontrar alguém na
empresa que pudesse me tranquilizar em relação ao ocorrido. Afinal, eu já havia
pago o aparelho e tinha uma nota fiscal em mãos de algo que não constava na
caixa. Por fim, independente do motivo, outra bomba será enviada por sedex, o
que me prenderá em casa amanhã, até as dez, me obrigando a perder a reunião na
escola da minha filha. Ok, erros acontecem, imprevistos também.
Mas não podemos ser tão passivos em relação a isso, por parte das empresas. Os fabricantes de bomba de insulina devem treinar seus funcionários para que tenham em mente que eles nos fornecem, além de um produto, um serviço. Afinal, dependemos da empresa para manuseio eficiente do equipamento, pois, o que está em jogo é nossa saúde e ou de nossos filhos. Por conta disso, não dá para ter relações estritamente comerciais.
Temos o necessário acompanhamento de um profissional para instalação, alguém a quem possamos recorrer em caso de dúvida mas um canal de relacionamento sempre aberto e que não nos mantenha no escuro, apenas como meros pagantes de seus serviços é essencial.
O fabricante tem obrigação de nos informar a respeito de seus produtos e dar satisfação sobre os produtos que estão ou não disponíveis para nós.
Estamos num tempo em que a tecnologia avança rapidamente e
tudo vai mudando. Manter um cliente no escuro em relação aos seus produtos,
enviar insumos trocados ou não “ter em estoque” os insumos de sua bomba, não
são atitudes aceitáveis de uma empresa que atua na área de saúde. Porque cada
vez que isso acontece, na ponta desse processo está o usuário, que é quem sofre
as consequências. E esse usuário, em grande parte é uma criança.
Portanto, sejamos usuários conscientes e exigentes, coisa
que ainda é incipiente no Brasil. E comecemos pelas bombas de insulina afinal,
elas não são como liquidificadores.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
II Encontro de Blogueiros Roche Diabetes Care
Esse final de semana foi diferente fomos num encontro de blogueiros da Roche Diabetes Care. O melhor que participamos até hoje, super informativo!
Além do que, tivemos a oportunidade de encontrar várias pessoas com quem mantemos contato virtual, pessoas com as quais interagimos, brincamos, trocamos informações e a amizade que cresce apesar da distância. Ter a oportunidade de transpor as barreiras virtuais é sempre um grande prazer e nos enriquece. E a amizade cresce.
As informações foram várias.
Assistimos uma palestra da Profa. Dra. Julia Kenj da Unifesp, sobre aspectos técnicos e tecnológicos da medição de glicemia capilar. Muitas informações interessantes que tentaremos aprofundar e repassar.
Também fomos apresentadas ao lançamento da Accu-Chek, o novo monitor de glicemias e suas vantagens.
A organizadora do evento, Raquel Tenuta está de parabéns por nos proporcionar um encontro rico em todos os aspectos, informativos e humanos.
As crianças também se divertiram, interagiram e pareciam que se conheciam de longa data! E foram brindadas, depois, com um gostoso passeio proporcionado pelas mamães.
Assistimos uma palestra da Profa. Dra. Julia Kenj da Unifesp, sobre aspectos técnicos e tecnológicos da medição de glicemia capilar. Muitas informações interessantes que tentaremos aprofundar e repassar.
Também fomos apresentadas ao lançamento da Accu-Chek, o novo monitor de glicemias e suas vantagens.
A organizadora do evento, Raquel Tenuta está de parabéns por nos proporcionar um encontro rico em todos os aspectos, informativos e humanos.
As crianças também se divertiram, interagiram e pareciam que se conheciam de longa data! E foram brindadas, depois, com um gostoso passeio proporcionado pelas mamães.
Em breve retornaremos com novidades!
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quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Fortes emoções e altas glicemias
por Ana Beatriz Linardi
O último final de semana foi no clima rock’n’roll. Começou com horas extremamente agradáveis e delirantes no show do Black Sabbath em São Paulo, na companhia do meu filho mais velho.
O último final de semana foi no clima rock’n’roll. Começou com horas extremamente agradáveis e delirantes no show do Black Sabbath em São Paulo, na companhia do meu filho mais velho.
Voltamos às três da manhã. Cansada, louca para um banho e
cama.
Às seis, tocou o telefone. Alice, que havia dormido na casa
de uma amiga: “Mãe, estou passando muito mal”.
Na véspera ela havia detectado um vazamento de insulina no
cateter. Mediu a glicemia, na casa dos 400. Trocou e foi dormir.
Fui buscá-la e notei que o cateter trocado apresentava
sangue, uma quantidade razoável também no interior da mangueira. Glicemia
batendo nos 500.
Trocamos tudo. Vômito, mal-estar. Basal temporária.
Uma hora depois, glicemia ainda alta. Entrei com a caneta
com insulina UR para agilizar o processo e verificar se havia algum problema
com a bomba. Aumentei a basal na bomba.
Glicemia pouco alterou.
Foi assim o dia todo, até que a Alice começou a sentir dores
de garganta. Sua voz ficou embutida. Amidalite? Explicaria as altas glicemias.
Mede de hora em hora, aumentam-se os bolus. Chegamos a 200% de basal.
Alice tomou um balde de insulina. Glicemias altas, sempre
altas. Troca o local da cânula, usa outro frasco de insulina e...glicemias
altas.
No dia seguinte de manhã, finalmente conseguimos taxa de
149. Muita dor de garganta, mas sem febre, Pronto Socorro.
Nenhuma placa, a garganta só vermelha, a instrução foi aguardar.
A partir daí as taxas começaram a melhorar, mas mantivemos basais
de 160% mais os bolus na função “doença” que aumenta 30%.
No dia seguinte, melhora.
O que aconteceu? Acredito que um monte de fatores
contribuíram para o descontrole. Virose, entupimento de cateter, vaso sanguíneo
atingido, enfim. Juntou tudo mas, sempre fica aquela dúvida.
Diabetes não é cartesiana. Nós lidamos com ela numa zona
nebulosa, apesar de cálculos, tabelas e relações pré-determinadas.
O importante é que tudo voltou ao normal. Por
enquanto...agora vem a puberdade e sua montanha-russa hormonal.
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Acima de tudo, CRIANÇAS!!
Brincar, rir, esquecer, derrubar, quebrar, chutar, chorar, sujar, procurar, chamar a mãe,
pedir para o pai, brigar com o irmão, pedir presente para a madrinha, pegar o rabo do cachorro,
apertar o gato, dormir com o brinquedo novo, detestar roupa nova, não conseguir ficar quieto na hora do silêncio,
levar bronca da professora, lição de casa bem feita, lição de casa mal feita, joelho ralado,
... enfim... Quem não?
Feliz dia das Crianças!
Texto: Ana Beatriz Linardi
sábado, 5 de outubro de 2013
Como cuidar de uma hipoglicemia?
Recebi esse comentário aqui no blog.
"Olá, meu nome é Patricia, meu filho se chama Isaac e no dia 03 de outubro/13 ele teve uma convulsão, estava eu me vestindo para trabalhar e ele estava na cozinha, quando escuto um grito estranho dele e o baque da queda, corri depressa e quando vi ele tava tremendo e se debatendo no chão ficou com os lábios roxo até que senti que ele ficou sem respirar, fiquei totalmente sem reação só gritava pedindo ajuda, até que minha vizinha veio e fez respiração boca a boca e massagem foi que ele abriu os olhos e voltou a respirar, medi sua glicose e estava em 70 foi ai que não consegui entender nada, levei ele depressa pro pronto socorro mais próximo, mas me senti impotente, em desespero, foi horrível."
Nosso filho também já teve hipo com convulsão, não desejo pra ninguém.
Respondi pra Patricia que antes de chamar qualquer socorro é importante corrigir a hipo com um
um carboidrato simples, sem gordura e sem farinha, porque senão a glicemia pode baixar mais ainda antes de subir. Mel, sachê de glicose, água com açúcar, pastilhas de glicose ou mesmos açúcar puro, isso é o ideal pra corrigir rapidamente uma hipo. E no caso de uma hipo severa com convulsão injetar o glucagon.
Esse artigo da SBD - Sociedade Brasileira de Diabetes explica bem como cuidar de uma hipoglicemia.
| Fonte das figuras: Revista Viva Saúde |
De repente dá aquela fome, confusão mental, tremores, suores, fraqueza, coração acelerado, sonolência... Quase toda pessoa com diabetes já sentiu isso. A hipoglicemia pode acontecer com os que usam insulina ou medicação oral.
Na maioria das vezes o próprio paciente identifica os sintomas e ingere algum alimento com açúcar. Em outras ocasiões, necessita-se de socorro. Surgem, então, perguntas muito comuns entre aqueles que convivem com alguém que tem diabetes. Como sei que alguém está com hipoglicemia? O que faço quando isto acontecer?
Por que acontece?
As hipoglicemias significam baixo nível de glicose no sangue (glicemia abaixo de 60 mg/dl). Geralmente são ocasionadas por falta de refeições nos horários corretos, por exercícios físicos excessivos, ou por doses elevadas de insulina e/ou medicamentos (hipoglicemiantes orais).
As melhores alternativas para evitar o surgimento de hipoglicemias são: respeitar os horários corretos das refeições, programar os exercícios físicos (horário e alimentação adequados), seguir as doses corretas de insulina e/ou comprimidos recomendados pelo médico.
Quais são os sintomas?
Os sintomas clássicos de hipoglicemia são suor em excesso, sonolência, fraqueza, coração acelerado (palpitações), tremores, visão dupla ou turva, fome súbita, confusão mental. O valor da glicemia a partir do qual esses sintomas aparecem costuma ser diferente de paciente para paciente, dependendo inclusive da freqüência dos episódios hipoglicêmicos.
Se os níveis de glicemia chegarem a valores muito baixos, acontece o coma hipoglicêmico. Nesta situação, os valores de glicose no sangue estão tão baixos que são insuficientes para o cérebro continuar funcionando adequadamente. Em geral, a pessoa fica semi-consciente (comporta-se como um embriagado) ou inconsciente.
Como tratar?
Paciente acordado, consciente: Oferecer um alimento assim que desconfiar que está hipoglicêmico (preferencialmente confirmado pela medição da glicemia na ponta do dedo).
Deve-se ingerir 15 g de carboidratos, como por exemplo:
1 colher de sopa rasa de açúcar com água
150 ml de refrigerante regular (não dietético) - 1 copo pequeno
150 ml de suco de laranja - 1 copo pequeno
3 balas de caramelo
Aguarde 15 minutos e verifique a glicemia novamente. Caso permaneça menor que 79 mg/dl, repetir o esquema.
Paciente semi-consciente ou inconsciente: Nestes casos, o paciente não consegue mais ingerir alimentos. Não se deve insistir que o paciente se alimente, sob o risco de que aspire o alimento para o pulmão. A melhor opção é injetar glucagon – hormônio que faz o contrário do que a insulina faz, ou seja, aumenta a glicose no sangue. Sugere-se que a pessoa com diabetes (principalmente aquela que usa insulina) tenha sempre consigo uma ampola de glucagon para essas situações. A injeção é subcutânea, como a da insulina.
![]() |
| glucagon |
Outra opção é colocar um pouco de açúcar na mucosa das bochechas, na tentativa de que absorva alguma glicose e a pessoa acorde. Novamente lembramos a possibilidade do paciente aspirar. A administração intravenosa da glicose só deve ser realizada em ambiente hospitalar.
O que acontece se não for tratada a tempo?
Caso não corrigida rapidamente, a glicemia pode ficar cada vez mais baixa. Hipoglicemias severas podem levar a danos neurológicos.
Deve-se tomar cuidado com hipoglicemias durante a gestação. Quando elas acontecem, háá aumento nos hormônios contra-reguladores (que aumentam a glicose), além da ingestão de alimentos ricos em açúcar. Isto pode causar hiperglicemia, que pode trazer conseqüências para o feto e a mãe. Defeitos neurológicos podem ocorrer em fetos de mães que apresentam hipoglicemias severas muito freqüentes.
É importante tomar cuidado com pessoas com diabetes e insuficiência renal. Neles, a insulina passa mais tempo na circulação, antes de ser eliminada pelo rim. Isto aumenta o risco de hipoglicemia.
Dicas para evitar hipoglicemia
O consumo de um lanche antes de dormir (ceia) pode auxiliar na prevenção de hipoglicemia noturna. Os alimentos mais recomendados para este lanche devem conter carboidratos e proteínas (leite ou pão com queijo e presunto, por exemplo);
A monitorização nesse horário é extremamente importante. A glicemia deve ser ajustada sempre para que fique em torno de 100 m/dl;
Ficar atento à alimentação se fizer exercício físico (especialmente se não programado). É necessário medir sua glicemia para ver se é necessário o consumo de carboidratos extras;
Evitar o uso do álcool, principalmente em jejum.
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