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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Acima de tudo, CRIANÇAS!!

Brincar, rir, esquecer, derrubar, quebrar, chutar, chorar, sujar, procurar, chamar a mãe,  


pedir para o pai, brigar com o irmão, pedir presente para a madrinha, pegar o rabo do cachorro,  


apertar o gato, dormir com o brinquedo novo, detestar roupa nova, não conseguir ficar quieto na hora do silêncio,  


levar bronca da professora, lição de casa bem feita, lição de casa mal feita, joelho ralado,  




medo do dentista, papai noel na loja, guerra de travesseiros, ter pesadelos, melhor amigo, melhor amiga...


... enfim... Quem não?


Feliz dia das Crianças!


Texto: Ana Beatriz Linardi

sábado, 5 de outubro de 2013

Como cuidar de uma hipoglicemia?

Recebi esse comentário aqui no blog.

"Olá, meu nome é Patricia, meu filho se chama Isaac e no dia 03 de outubro/13 ele teve uma convulsão, estava eu me vestindo para trabalhar e ele estava na cozinha, quando escuto um grito estranho dele e o baque da queda, corri depressa e quando vi ele tava tremendo e se debatendo no chão ficou com os lábios roxo até que senti que ele ficou sem respirar, fiquei totalmente sem reação só gritava pedindo ajuda, até que minha vizinha veio e fez respiração boca a boca e massagem foi que ele abriu os olhos e voltou a respirar, medi sua glicose e estava em 70 foi ai que não consegui entender nada, levei ele depressa pro pronto socorro mais próximo, mas me senti impotente, em desespero, foi horrível."

Nosso filho também já teve hipo com convulsão, não desejo pra ninguém.

Respondi pra Patricia que antes de chamar qualquer socorro é importante corrigir a hipo com um 
um carboidrato simples, sem gordura e sem farinha, porque senão a glicemia pode baixar mais ainda antes de subir. Mel, sachê de glicose, água com açúcar, pastilhas de glicose ou mesmos açúcar puro, isso é o ideal pra corrigir rapidamente uma hipo. E no caso de uma hipo severa com convulsão injetar o glucagon.

Esse artigo da SBD - Sociedade Brasileira de Diabetes explica bem como cuidar de uma hipoglicemia.

Fonte das  figuras: Revista  Viva Saúde

De repente dá aquela fome, confusão mental, tremores, suores, fraqueza, coração acelerado, sonolência... Quase toda pessoa com diabetes já sentiu isso. A hipoglicemia pode acontecer com os que usam insulina ou medicação oral.

Na maioria das vezes o próprio paciente identifica os sintomas e ingere algum alimento com açúcar. Em outras ocasiões, necessita-se de socorro. Surgem, então, perguntas muito comuns entre aqueles que convivem com alguém que tem diabetes. Como sei que alguém está com hipoglicemia? O que faço quando isto acontecer?

Por que acontece?

As hipoglicemias significam baixo nível de glicose no sangue (glicemia abaixo de 60 mg/dl). Geralmente são ocasionadas por falta de refeições nos horários corretos, por exercícios físicos excessivos, ou por doses elevadas de insulina e/ou medicamentos (hipoglicemiantes orais).

As melhores alternativas para evitar o surgimento de hipoglicemias são: respeitar os horários corretos das refeições, programar os exercícios físicos (horário e alimentação adequados), seguir as doses corretas de insulina e/ou comprimidos recomendados pelo médico.

Quais são os sintomas?

Os sintomas clássicos de hipoglicemia são suor em excesso, sonolência, fraqueza, coração acelerado (palpitações), tremores, visão dupla ou turva, fome súbita, confusão mental. O valor da glicemia a partir do qual esses sintomas aparecem costuma ser diferente de paciente para paciente, dependendo inclusive da freqüência dos episódios hipoglicêmicos.

Se os níveis de glicemia chegarem a valores muito baixos, acontece o coma hipoglicêmico. Nesta situação, os valores de glicose no sangue estão tão baixos que são insuficientes para o cérebro continuar funcionando adequadamente. Em geral, a pessoa fica semi-consciente (comporta-se como um embriagado) ou inconsciente.

Como tratar?

Paciente acordado, consciente: Oferecer um alimento assim que desconfiar que está hipoglicêmico (preferencialmente confirmado pela medição da glicemia na ponta do dedo). 
Deve-se ingerir 15 g de carboidratos, como por exemplo:

1 colher de sopa rasa de açúcar com água
150 ml de refrigerante regular (não dietético) - 1 copo pequeno
150 ml de suco de laranja - 1 copo pequeno
3 balas de caramelo

Aguarde 15 minutos e verifique a glicemia novamente. Caso permaneça menor que 79 mg/dl, repetir o esquema.

Paciente semi-consciente ou inconsciente: Nestes casos, o paciente não consegue mais ingerir alimentos. Não se deve insistir que o paciente se alimente, sob o risco de que aspire o alimento para o pulmão. A melhor opção é injetar glucagon – hormônio que faz o contrário do que a insulina faz, ou seja, aumenta a glicose no sangue. Sugere-se que a pessoa com diabetes (principalmente aquela que usa insulina) tenha sempre consigo uma ampola de glucagon para essas situações. A injeção é subcutânea, como a da insulina.

glucagon

Outra opção é colocar um pouco de açúcar na mucosa das bochechas, na tentativa de que absorva alguma glicose e a pessoa acorde. Novamente lembramos a possibilidade do paciente aspirar. A administração intravenosa da glicose só deve ser realizada em ambiente hospitalar.

O que acontece se não for tratada a tempo?

Caso não corrigida rapidamente, a glicemia pode ficar cada vez mais baixa. Hipoglicemias severas podem levar a danos neurológicos.

Deve-se tomar cuidado com hipoglicemias durante a gestação. Quando elas acontecem, háá aumento nos hormônios contra-reguladores (que aumentam a glicose), além da ingestão de alimentos ricos em açúcar. Isto pode causar hiperglicemia, que pode trazer conseqüências para o feto e a mãe. Defeitos neurológicos podem ocorrer em fetos de mães que apresentam hipoglicemias severas muito freqüentes.

É importante tomar cuidado com pessoas com diabetes e insuficiência renal. Neles, a insulina passa mais tempo na circulação, antes de ser eliminada pelo rim. Isto aumenta o risco de hipoglicemia.

Dicas para evitar hipoglicemia

O consumo de um lanche antes de dormir (ceia) pode auxiliar na prevenção de hipoglicemia noturna. Os alimentos mais recomendados para este lanche devem conter carboidratos e proteínas (leite ou pão com queijo e presunto, por exemplo);
A monitorização nesse horário é extremamente importante. A glicemia deve ser ajustada sempre para que fique em torno de 100 m/dl;
Ficar atento à alimentação se fizer exercício físico (especialmente se não programado). É necessário medir sua glicemia para ver se é necessário o consumo de carboidratos extras;
Evitar o uso do álcool, principalmente em jejum.

Consultoria:

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Um, dois, testando...

por Ana Beatriz Linardi

Depois de 4 anos com a Paradigm 522, decidimos testar a Combo. O reservatório pequeno já não está dando conta das necessidades.
Iniciamos hoje o teste. Todas as explicações foram passadas diretamente para a Alice que, rapidamente, aprendeu todos os passos, inclusive encher o reservatório.
Nós já estávamos trabalhando nesse sentido, dela fazer tudo sozinha e, assim, ganhar mais autonomia.




De quebra teve coisas que a Alice gostou muito:
- o tamanho. Embora com reservatório com quase o dobro de capacidade, a Combo é praticamente do mesmo tamanho que a 522.
- a manipulação toda através do glicosímetro.
- a insulina irá durar seis dias! Com a bomba pequena estava durando dois e meio.

A interface é semelhante mas, alguns parâmetros foram novidades. Mas nada desesperador, em pouco tempo ela pegou o jeito e eu, que tudo assistia, também, de forma que fiquei confiante.
Quando formos trocar o cateter e o reservatório com certeza iremos nos atrapalhar um pouco mas, no fundo, o princípio é o mesmo. Mas claro que me certifiquei de ter salvo o celular da Daniele, que nos orientou em todo o processo.

Na hora da troca Alice, para quem tudo vira diversão, pediu que eu tirasse uma foto dela com as duas para publicar no face com a legenda: isso que é glicemia alta!
Estou confiante, acho que esse período será tranquilo.




quarta-feira, 18 de setembro de 2013

[Informativo] Você sabia?

Precisamos de investimentos em pesquisas e parcerias para ajudar na melhoria da qualidade de vida em diabetes.

Recebi esse Infográfico da Eli Lilly, tem informações importantes, vale conhecer o programa parceria Lilly de Doenças Não Comunicáveis.

Conheça o Instituto da Criança com Diabetes citado no programa, clique aqui.





segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A primeira bomba a gente nunca esquece!

por Ana Beatriz Linardi

Depois de 4 anos, a bomba de insulina da Alice deu problemas técnicos e teve que ser trocada.
Ontem ao embalá-la para devolução, Alice quis se "despedir":

"Minha primeira bomba! Obrigada, bombinha! Você fez um bom trabalho!"


Brincadeiras a parte, deu para perceber o quanto esse aparelho está integrado na vida dela. 
Muitas pessoas ficam impressionadas e perguntam se o fato de carregá-la conectada ao corpo o tempo todo traz incômodo ou limitação.
Posso dizer, pela nossa vivência aqui, que nenhuma. A adaptação das crianças é impressionante.
Essa bomba da Alice tem histórias afinal, está com ela desde que ela tinha 6 anos de idade. Participou de todas as suas estripulias. Sua devolução não poderia passar despercebida.

Aqui, a despedida!


Texto: Ana Beatriz Linardi

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Teste de glicemia obrigatório um procedimento vital!

Damos voltas e voltas e cá estamos novamente com o assunto teste de glicemia obrigatório no atendimento de emergência e urgência, uma gotinha de sangue tão pequena mas que tem um valor inestimável, muitas vezes entre a vida ou a morte.

Esse é mais um caso de diagnóstico onde a gotinha mágica teria feito diferença no primeiro atendimento. Eles moram pertinho da gente, logo vamos nos conhecer, fiquem com o depoimento da mamãe Ana Beatriz, após assine e compartilhe a petição. Obrigada pelo apoio, essa causa é de todos nós!

Eu sou Ana Beatriz, mãe do Bruno de 8 anos a 9 meses diagnosticado com dm1, vou contar um pouco da nossa história:


Em outubro de 2012, meu pai faleceu por complicações de um cirurgia cardíaca meu filho, o Bruno era muito ligado com avô, nós morávamos juntos , eu meu pai, minha mãe mais minha filha de 10 anos. No dia do falecimento, no mesmo horário que meu pai falecia no hospital o Bruno começou a vomitar... (Bruno sempre foi uma criança extremamente saudável).

Levamos ao pronto socorro, colocaram no soro, fizeram exame de urina... diagnóstico: virose, mesmo o exame de urina apresentando cetonas, ainda questionei a médica que me disse porque o soro que ele estava tomando era glicosado, enfim.. nos liberam, prescreveram ainda dramin, voltamos pra casa.

Dieta bem leve ele quase não comeu nada.. A noite o Bruno começou novamente a passar mal, mas queria esperar o próximo dia pra levar a uma consulta na pediatra.. porque estava traumatizada com hospital por ter passado 12 dias com meu pai, mas não teve jeito quando foi 4 horas da manhã o Bruno gritava de dor na barriga, e estava com dificuldade para respirar... coloquei o Bruno no carro e fui correndo ao pronto socorro, onde foi atendido rapidamente e levado a uma especie de UTI pronto socorro, onde já colocaram oxigênio e ate monitoram batimentos cardíacos .. e nesse momento eles me disseram que era caso de apendicite que teriam que operar com urgência, chamaram outro médico especializado e fizeram exames... e viram que não era apendicite.. então me disseram que era uma super bactéria e que teriam que interná-lo e dar antibióticos e foi o que fizeram.... cheguei no hospital as 4h da manhã até as 14h, quando estava internado o Bruno estava muito mal... resolveram fazer o dextro e ai deu 687..

A médica na hora solicitou uma ambulância e nos transferiu para uma UTI pediátrica porque era a unica preparada para atender esse tipo de caso. Quando chegamos na UTI o médico que nos atendeu disse que as próximas horas seriam vitais para o Bruno, ele estava muito descompensado, os índices dele eram muito ruins... esse médico passou uma noite inteira ao meu lado e do Bruno prestando os cuidados, foi ele e a equipe da Santa Casa de Limeira quem salvou meu filho, ele ficou ainda uma semana internado.

Hoje o Bruno é um criança que leva uma vida normal, muito saudável ele mesmo sabe se cuidar, ele faz teste, aplica a insulina, sabe o que pode e não pode comer, os médicos dizem que ele esta ainda na fase lua de mel, porque tem dias que só precisa da insulina Lantus que aplicamos de manhã.

Hoje ele faz MMA todos os dias, quer ser lutador e adora fazer.. o exercício faz com que ele precise menos de insulina, é muito responsável com a alimentação, buscando ser sempre saudável. Claro que de vez em quando quer comer um pouco mais, o que é normal, mas conseguimos controlar.

Bom essa a nossa história, a cada dia uma surpresa e assim vamos levando...Fé e Amor.




Para assinar a petição é só clicar na imagem.


domingo, 11 de agosto de 2013

Mãe é mãe!

Lu Alves, nosso amigo de caminhada e pai da querida Ana Clara, já esteve presente em nosso blog com o post 'Isso é vida" e mais uma vez veio nos visitar, dessa vez com uma reflexão sobre o termo "mãe pâncreas".

Boa reflexão!

O termo "mãe pâncreas", confesso, sempre me causou estranhamento. A princípio, pensei que esse desconforto diante da expressão pudesse ser explicado pela ausência do relativo masculino "pai pâncreas". Nunca vi essa denominação nos blogs temáticos sobre diabetes, tampouco nos fóruns de discussão em redes sociais, nem em qualquer outro lugar! Por quê??! Não existe pai que, tal qual a "mãe pâncreas", ocupa inorgânica e simbolicamente, por força das circunstâncias, a função do órgão humano ora transformado em adjetivo? Sim! Existe! Posso assegurar que sim! "Legislando em causa própria, Sr. Luiz Alves". Pois é... Inicialmente concluí que sofria eu de um sentimento de "injustiça" e deveria reivindicar o adjetivo-órgão que, por "fato e direito", pertencia-me. Vaidades tolas à parte, sinto que ainda que eu tivesse sido agraciado com a desejada alcunha, o tal desconforto permaneceria me incomodando. Então não era apenas uma espécie de inveja vocabular. Nada melhor que uma reflexão após outra... Bingo! O incômodo não vem pela ausência do vocábulo "pâncreas" para o preterido "pai". Mas, sim, justamente pelo contrário: sua presença adjetiva em Mãe! Ora, "Mãe" não necessita de adjetivo algum. Basta-se em si mesmo. Sem carência de complementos de qualquer espécie. "Mãe" é esse monossílabo universo que comporta tantos significados inefáveis que adjetivá-lo não apenas soa feio, mas limita-o e assim o descaracteriza, paradoxalmente. O que antes achava feio, agora me parece, além disso, absolutamente desnecessário... Salve, salve, todas as MÃES e PAIS que sendo o que são vivem o cotidiano ofício de zelar pela vida e saúde de seus filhos DM1. Seremos para sempre assim, seja como for... (Lualves)*
* Luiz Alves Silva é, além de Pai, Poeta, Escritor, Psicanalista, graduado em Letras, pós graduado em Gestão de Pessoas.


Família Alves: Luiz, Ana Clara, Natalia, Lais